Sobre a morte e outras despedidas

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Quando pensamos em desapego, isso não está relacionado apenas a coisas e situações, mas também a pessoas… E essa pode ser a parte mais difícil de conseguir alcançar.

Acredito que devemos nos entregar de corpo e alma às relações (todas elas) e o desapego não significa não se importar, mas saber quando é hora de deixar a pessoa partir, seja por uma decisão dela ou porque o Universo quis que ela se juntasse a ele mais profundamente através da morte.

É muito triste ver como algumas pessoas se apegam tanto a ponto de forçar a permanência do outro em suas vidas. Quando alguém está muito doente, por exemplo, e o que mais se pede é que aquela pessoa não morra, a energia se torna tão pesada e densa, que parece até forçar o outro a ficar algumas vezes. Não sei até que ponto isso é possível, mas com certeza um apego desses torna o processo de luto muito mais difícil.

É tão triste ver quem amamos doente, sofrendo… Mas muitas pessoas parecem achar que a morte é mais triste. Eu sinceramente acho isso um tanto egoísta, porque você quer tanto aquela pessoa em sua vida que não importa nem o preço que ela vai pagar pra permanecer.

Enfim, não escrevo isso com a intenção de julgar ninguém nem de dizer como devem se portar diante de situações tão difíceis, mas para fazer pensar. A morte faz parte da vida e precisamos aprender a deixar aqueles que amamos irem, mesmo que isso signifique nosso sofrimento. Afinal, eles sempre ficam dentro de nós, independente de onde estejam.

Namastê!

🙂

Expectativas

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Qual é a expectativa que temos criado em relação às pessoas que convivemos?

Lanço essa pergunta porque a tenho feito para mim mesma ao longo de todo esse ano. Decidi, na virada de 2017, que esse seria o ano em que trabalharia essa expectativa constante que deposito no outro.

Sempre culpei todos por me machucarem, simplesmente por não corresponderem àquilo que eu esperava. Pequenas atitudes, nem sempre intencionalmente ruins, sempre me magoaram demais, e eu tive que aprender a lidar com isso durante a vida para não me magoar tanto.

Muitas vezes ainda me pego decepcionada com as pessoas e culpando-as por fazerem algum mal a mim, mesmo sabendo que esse mal sou eu mesma quem crio quando espero algo diferente delas.

Foi depois de muitas decepções que aprendi que quando esperamos que as pessoas ajam de um jeito conosco, além de estarmos desrespeitando a sua maneira de ser, nós é que sempre vamos nos magoar. Somos todos diferentes: temos percepções e formas diversas de nos colocarmos no mundo. Algo que me deixa triste não causa o mesmo em você, necessariamente.

Foi com essa percepção que consegui finalmente aprender a compreender verdadeiramente as pessoas. Ainda estou aprendendo, porque é um hábito e não se desenvolve de uma hora para a outra.

Temos a tendência de reagir agressivamente sempre que somos magoados por qualquer motivo. Mas, como já disse acima, muitas das vezes a intenção do outro não foi a de causar isso em nós. Ainda assim reagimos intempestivamente, brigamos e acusamos. E se não o fazemos verbalmente, fazemos dentro de nós. Então, que tal começarmos a nos colocar mais no lugar do outro?

Se alguém age de uma forma que você não concorda, se habitue a analisar a situação antes de reagir. Se conscientize do que te magoou e busque primeiramente em você o motivo que pode ter gerado a mágoa. Ao mesmo tempo, tente se colocar no lugar daquele que te ofendeu. Talvez ele esteja vivendo um dia ou momento ruim; então precisamos sempre agir agressivamente só porque nos sentimos ofendidos? Por que não tentamos compreender antes de revidar a ofensa? Não é assim que gostaríamos que agissem conosco quando também estivermos passando por uma fase difícil?

Não criar expectativas é, além de tudo, aceitar o outro nas suas diferenças. E ainda bem que elas existem, porque nos mostram que nem sempre a vida vai corresponder à tudo que esperamos dela. E, assim como das pessoas, sempre vamos nos preservar quando não criamos grandes ilusões, porque nem sempre o que esperamos é o que vamos receber, ainda que nos esforcemos para isso.

É preciso também deixar ir, ainda que tenhamos todas as possibilidades de criar o nosso futuro e as nossas relações da forma como desejamos. E principalmente aceitar que nem sempre o que esperamos é o que vai ocorrer, porque não temos o controle de tudo.

Façamos o que está ao nosso alcance: a nossa parte. E deixemos que a vida se encarregue de trazer o que está guardado para nós.

 

E o caminho profissional, como está?

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Eu tenho “quase 30”. E você que me lê?

Quando se chega nessa idade, parece existir uma forte pressão pare definir o que vamos fazer da vida. Isso antes era cobrado bem mais cedo, porque as pessoas achavam que fazer faculdade era suficiente para definir as coisas. E embora existam os prodígios que com 20 e poucos já têm um caminho mais ou menos traçado, a verdade é que estamos todos perdidos. Como já escrevi por aqui outras vezes, estamos todos no mesmo barco, tateando em busca de um caminho que nos preencha.

Já tive tantas crises em relação ao meu caminho profissional que não dá nem pra contar. Com certeza cada uma delas me ensinou alguma lição preciosa (como tudo na vida), mas no final das contas a lição mais importante talvez tenha sido a aceitação. Não adianta brigarmos com o presente, não adianta nos revoltarmos, estarmos aqui querendo estar lá. Não vai ser isso que vai mudar nossas vidas. E qualquer mudança que venha a acontecer também não vai ser do dia pra noite. Então precisamos aceitar o presente e acolhê-lo. Vivê-lo com o nosso melhor. E isso vale sim para trabalho. Mesmo aquele que talvez você não goste tanto assim.

Portanto, para mim, a aceitação foi o melhor caminho. Sinto que ainda não encontrei totalmente meu rumo profissional. Tenho muitas ideias e dificuldade de colocá-las em prática (aposto que tem muita gente aí do outro lado se identificando com isso, certo?). Mas aprendi que o momento que estou vivendo é exatamente o que preciso viver e que por mais clichê que possa parecer, o caminho se faz caminhando. É isso que tenho feito. Não me acomodo, mas também não brigo com meu momento profissional atual. Sigo buscando outras coisas e formas de alcançar meu propósito, mas sem odiar o que faço hoje, pelo contrário, aprendi a gostar por várias razões – pelas pessoas, pela oportunidade de me sustentar, pelas portas que podem ser abertas, pela possibilidade de solucionar problemas.

Porém, como essa fase da vida pode ser bem complicadinha, nós mesmos podemos acabar nos cobrando demais uma decisão, um caminho minimamente definitivo e que nos dê satisfação e sustento. Mas a verdade é que isso não parece existir…nem agora e nem nunca. Nada é definitivo e a prova disso é a quantidade de pessoas de todas as idades que mudam de carreira anualmente.

Estamos sempre caminhando. E isso é maravilhoso, porque a vida é maravilhosa! Então continuemos caminhando mesmo, e sem nos cobrar tanto.

Namastê!

🙂

Texto inspirado na postagem da Bruna, do Uma Vida Mais Simples: As coisas por aqui

 

A escalada

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Quantas vezes adiamos para amanhã o primeiro passo para realizarmos um sonho ou simplesmente cumprirmos com aquilo que planejamos para nós mesmos?

Muitas vezes duvidamos de nossas capacidades e nos esquecemos de que temos em nós todo o potencial para a realização do que desejamos. O medo nos bloqueia e a nossa mente nos faz pensar que somos pequenos demais para grandes realizações.

Mas somos grandes. Somos muito maiores do que supomos. O que nos falta, muitas vezes, é apenas dar o primeiro passo.

Quando sonhamos em conquistar algo e nos sentimos fracos e incapazes, ficamos acomodados em um lugar seguro, que é a nossa zona de conforto. Mas dentro dela não alcançamos nada além do que já temos hoje. E posso afirmar que na maior parte das vezes isso não é o suficiente.

Temos a tendência de olhar ansiosos para o futuro e queremos, como em um passe de mágica, que aquilo que está em nossa mente se realize. Nos esquecemos de que é o nosso esforço e a nossa superação que irão nos fortalecer, e de que a nossa conquista só será realmente valiosa se pudermos olhar para trás e valorizar aquilo que nós mesmos construímos. Dessa forma perceberemos a força imensa que carregamos dentro de nós e que tantas vezes nos esquecemos.

Portanto, se você tem dentro de si algo grandioso que acha impossível de ser realizado, se permita olhar para dentro e reconheça que todo o potencial está aí, somente aguardando para ser utilizado. Quantas vezes você achou que não conseguiria e quando precisou, descobriu uma força que jamais imaginou existir? Essa mesma força ainda está dentro de você, latente, pronta para desabrochar.

Comece a caminhada e mantenha os pés firmes, certo de que para alcançar grandes feitos precisamos partir do primeiro passo de uma grande escalada, onde subiremos, pedra por pedra, até chegarmos ao topo. Muitas vezes essa caminhada será exaustiva e enfrentaremos muitas dificuldades, principalmente conosco mesmos e com os nossos monstros internos. Mas quando alcançarmos o cume dessa grande montanha, lá do alto, olharemos para o solo firme que nos sustentava e perceberemos que ali estávamos seguros, mas não poderíamos apreciar a linda vista que temos à frente. Lá, não poderíamos usufruir do silêncio e da paz que sentimos agora.

Aqui do alto podemos olhar para o horizonte e perceber o quanto temos para alcançar. Um horizonte infinito se abre à nossa frente e nos mostra que a vida vai muito além da pequena realidade criada por nós mesmos.

Lá do alto reconheceremos verdadeiramente a nossa infinita potencialidade. E perceberemos que somos capazes de realizar o que quisermos e que podemos, sempre, ir muito além do que um dia imaginamos.

 

Inspirações da semana [16]

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Oi, gente! Tudo bem com vocês?

Vamos às nossas inspirações da semana?

Boa semana! 🙂

A gente nunca chega a conhecer uma pessoa

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É isso mesmo: não conhecemos ninguém. E isso acontece, penso eu, por dois motivos principais.

Em primeiro lugar, estamos sempre (ou quase sempre) julgando as pessoas, seja positiva ou negativamente. Achamos que as conhecemos pelo que dizem ou fazem, acreditamos que seus comportamentos serão sempre os mesmos e que porque convivemos por X anos, já sabemos tudo que há para saber sobre o outro sem nos permitirmos nos surpreender.

Em segundo lugar, raramente nos damos conta (de verdade) que o ser humano está em constante construção e reconstrução de si mesmo. Estamos sempre mudando! Por vezes nos damos conta disso em nós mesmos, mas poucos são aqueles que dão o “direito” ao outro de mudar também.

Além disso, outro fator que agrava ainda mais nossa (falsa) percepção em relação ao outro é que por mais que se fale por aí em autoconhecimento, e que isso esteja até “na moda”, pouquíssimos são os corajosos que se permitem essa viagem… Que se permitem mergulhar dentro de si mesmos e começarem a separar o que é seu e o que é do outro.

Digo isso justamente por conta das projeções que estamos sempre fazendo. Não nos permitimos enxergar o outro porque apenas vemos nele aquilo que existe em nós. Por isso é tão relevante e urgente esse tal autoconhecimento: precisamos dele pra não projetarmos no outro tudo de ruim e difícil que há em nós.

Por isso é importante refletirmos sempre e não nos esquecermos que assim como nós, o outro também está em constante modificação de si mesmo. É preciso sempre respeitar o mundo do outro e é ótimo estarmos abertos a nos surpreender.

Namastê!

🙂

Inspirações da semana [15]

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Oi, gente! Tudo bem?

Vamos nos inspirar?

  • Minimalismo: uma maneira mais feliz de viver ~ souminimalista
  • 6 atitudes para manter a positividade e o otimismo ~ Desassossegada
  • Como estar sempre em um “estado de felicidade” ~ Nowmastê
  • 6 dicas para aproveitar o resto do ano (sem se sentir um fracasso) ~ Desancorando
  • Domine a arte de viver no momento presente em 10 simples passos ~ Jardim do Mundo

🙂

Julgamentos

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Acredito que um dos piores hábitos que adquirimos com o tempo foi o do julgamento.

Nunca estamos satisfeitos com o que nos acontece. Seja com as nossas ou com as atitudes das pessoas ao nosso redor, seja com o que a vida nos oferta; não importa: sempre encontramos motivos para julgar, sem percebermos que, dessa forma, não conseguimos realmente tirar real proveito das situações.

Lembre-se de alguma situação ruim que aconteceu com você nos últimos dias. Algo que te trouxe raiva, te chateou ou causou qualquer outro desconforto. Automaticamente, surge um sentimento incômodo e a sua mente já começa a trabalhar, julgando e acusando pessoas e situações.

Muitas vezes acreditamos que não temos controle sobre o que pensamos ou sentimos, principalmente em situações em que nos sentimos prejudicados de alguma forma. Acreditamos ainda que temos o direito de julgar e determinar culpados e inocentes (e geralmente acreditamos que somos esses últimos).

Agora, diante dessa mesma situação, perceba-se como um observador distante. Tente se retirar do seu papel de agente atuante e compreender o que ocorreu de forma imparcial, como se observasse esse momento acontecer com qualquer outra pessoa. Provavelmente alguma coisa mudou dentro de você.

Estamos a todo momento julgando o que nos acontece. Nos julgamos errados e nos menosprezamos; nos julgamos certos e menosprezamos alguém; julgamos merecer e nos entregamos a um sofrimento ou uma dor que chega. E isso nos coloca de formas diferentes diante da vida.

Sempre que alguma situação te trouxer sofrimento, tente se perceber como esse observador distante. Em vez de reagir ao que acontece, podemos escolher agir de forma consciente. Em vez de nos colocarmos como vítimas da vida, podemos optar por enxergar por novos ângulos.

Se alguém te magoou sem razão aparente, não reaja acusando-o. Às vezes deixamos que um pequeno aborrecimento tire a nossa paz e prejudique todo o nosso dia. Em vez de julgar, por que não tentar compreender?

Se algo não saiu como você esperava, por que não tentar aproveitar e agradecer até aquilo que te traz sofrimento? Se toda dor vem para nos auxiliar a crescer, podemos sempre buscar pelo menos uma razão para que ela exista em nós.

Julgue-se menos e compreenda-se mais. Se você agiu de alguma forma que não gostaria, o que pode fazer para mudar essa situação em vez de se culpar e carregar por tanto tempo o peso do arrependimento?

Quando nos retiramos emocionalmente de uma situação por alguns instantes, podemos percebê-la com novos olhares e somos capazes de lidar melhor com tudo o que nos acontece. Agindo de forma consciente, podemos escolher como trilhar o nosso caminho. E é isso que nos permite, efetivamente, crescer.