Busque a sua própria forma de felicidade

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Às vezes é difícil ser quem você realmente é. O mundo parece tentar te esmagar, algumas pessoas parecem lutar contra a sua felicidade. Ou ao menos você se sente dessa forma. Mas o fato é que cabe a você encontrar sua própria forma de felicidade.

As pessoas dizem muitas coisas. A sociedade diz muitas coisas. Que a felicidade depende de quanto dinheiro você ganha, de que coisas você tem, do seu sucesso profissional ou das viagens que você faz.

Eu arrisco a dizer que nada disso traz realmente felicidade. Nem mesmo as viagens, que abrem tanto a mente. Porque por mais clichê que seja, felicidade vem de dentro. Se você não a encontra dessa forma, não importa o que faça, nada vai adiantar.

E é por isso que autoconhecimento é tão importante. Só através dele você será capaz de se compreender e descobrir que tipo de vida te fará feliz. Quando você se encontra e entende o que quer pra você a felicidade já começa, porque o seu caminho se inicia a partir desse autodescobrimento.

Para algumas pessoas, o caminho vai na contramão do que a sociedade prega como melhor. Na verdade, é possível que todos tenham um caminho diferente do que pregam por aí. O problema é que poucos realmente estão dispostos a se conhecer.

O mundo corrido em que vivemos, com tantas informações o tempo todo, impede que nos voltemos para dentro. Poucos parecem decidir se conhecer, se compreender, se melhorar. Entretanto, quem deseja ser feliz, precisa disso. Não adianta buscar em nada externo.

Infelizmente, muitos parecem estar mais dispostos a apontar o que o outro deve fazer para ser feliz do que buscar isso para si mesmos. E é aí que você precisa estar atento para não confundir o que querem te impor como felicidade com o que você realmente deseja. Quando encontrar o seu caminho, seja firme, porque muitos tentarão te fazer mudar.

E por favor, quando você encontrar a sua forma de ser feliz, não cometa o mesmo erro que cometeram com você: não tente impor esta forma a ninguém. Porque cada um sabe os caminhos que deseja (ou não) trilhar para se sentir bem e em paz consigo mesmo. E isso é grande parte da felicidade que todos queremos alcançar.

Namastê.

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Silêncio interior

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Desde que me entendo por gente, sempre fui ansiosa e agitada. Sempre gostei de estar rodeada de pessoas, barulhos e movimento. Pouquíssimas vezes me dispus a estar em um ambiente silencioso e tranquilo, sempre alegando que me sentia entediada. Aliás, “tédio” é uma palavra que sempre usei muito e hoje quase não faz parte do meu vocabulário.

Desde que comecei a me dedicar a práticas espirituais como a meditação e a Yoga, além de aprofundar minhas leituras e estudos espíritas, me tornei uma pessoa mais introspectiva e descobri o valor do silêncio, dos benefícios de estar em um ambiente mais calmo e tranquilo, desfrutando da minha própria presença.

Mas esse processo não ocorreu do dia para a noite. Quando comecei a meditar regularmente e a me entregar a Yoga enquanto prática espiritual, passei a me sentir cada vez mais confortável com o silêncio, tanto exterior quanto interior. Se tinha algo que me incomodava há algum tempo era estar em ambientes escuros e silenciosos. Hoje, aprendi que se busco a paz e tranquilidade interior, nesses momentos conseguirei despertá-las dentro de mim. Não deixei, com isso, de ser uma pessoa ansiosa e agitada algumas vezes, mas posso afirmar que me sinto tranquila na maior parte do tempo.

Acredito que, em grande parte, essa mudança ocorreu porque o objetivo dessas práticas é o de nos trazer para o momento presente. Sendo ansiosa, sempre vivi muito mais no futuro do que no presente, e, por isso, nunca me sentia plena e feliz em contato comigo mesma, em silêncio interior, já que estava sempre pensando e vivendo situações que nem haviam acontecido. Era comum afirmar que precisava estar o tempo todo em movimento nos momentos de descanso para me manter bem. Isso porque me prendia apenas a totalidade do tempo que estaria “à toa”. Agora, em vez de contabilizar as horas que ainda me restam, procuro desfrutar de cada segundo e me sinto em paz.

As práticas meditativas, desde o inicio, me trouxeram uma grande tranquilidade. Por muito tempo acreditei que a ansiedade era algo decisivo é imutável na minha vida, porque associava o meu estado ansioso à minha personalidade. Hoje já não vejo mais assim. Sei, sim, que a ansiedade está e estará presente em muitos momentos, mas em vez de me conformar com os seus efeitos negativos e travar tantas lutas com ela, decidi que poderíamos ser companheiras e nos entender de outra forma. A partir do momento em que a aceitei, as coisas passaram a fluir melhor e descobri a paz interior de uma forma que nunca havia conhecido.

A Yoga fez e continua fazendo grande diferença no meu dia a dia, porque me proporciona o autoconhecimento e o vivenciar do momento presente.

A meditação, neste sentido, veio para me auxiliar no processo de autoconhecimento, trazendo a serenidade que eu precisava. O  autoconhecimento é contínuo e por isso não afirmo que já se finalizou, mas sinto que aos poucos tenho me aceitado e lidado melhor com coisas que sempre me incomodaram.

Não menos importantes, as leituras espíritas me colocaram em contato com algo muito maior, fortalecendo a minha fé no presente e no futuro, e me permitindo viver e aceitar o fluxo da vida.

Portanto, se você deseja lidar melhor com a sua ansiedade, meu primeiro conselho é aceitar que ela está presente em você em vez de travar inúmeras lutas. É importante compreender que ela não o define, apenas faz parte de alguns momentos da sua vida. Não veja-a como inimiga, mas tente compreender o seu verdadeiro papel. Busque analisar em que momentos costuma surgir com mais intensidade e, aos poucos, será possível entender o seu objetivo em cada situação. A compreensão é o primeiro passo para se libertar do que faz mal.

Muitas vezes, essas lutas que travamos conosco passam despercebidas no nosso dia-a-dia. Por isso a meditação é importante para auxiliar no processo de autoconhecimento, para percebermos como estamos agindo diante daquilo que nos faz mal. Busque identificar e se determine a modificar esses comportamentos que te trazem malefícios. As meditações guiadas são um bom começo caso você ainda não tenha realizado esse tipo de prática. Com o tempo, passe a meditar ouvindo uma música tranquila, sons da natureza ou mantras. Consequentemente, a necessidade do silêncio irá surgir cada vez intensa. Deixe que ela flua e se entregue a ele. Aos poucos, à medida que for se sentindo mais confortável, tire os suportes e torne o silêncio o melhor espaço para meditar.

Com o tempo, o silêncio interior e exterior se tornarão essenciais, auxiliando na conquista da serenidade e do equilíbrio.

Não se deixe levar por sentimentos ou sensações ruins que existem em você. Busque alternativas para supera-los. Se conheça cada vez mais. Curta a sua própria presença, o seu silêncio interior. Desfrute de bons momentos consigo mesmo, seja a sua melhor companhia. E, assim, encontre o sentido da sua vida sendo quem verdadeiramente deseja ser.

 

As pessoas aprendem de maneiras diferentes

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Cada um aprende as lições que a vida tem pra ensinar de formas diferentes. O que me ensinou que o autoconhecimento é um aprendizado importante e que vale a pena mergulhar dentro dele pode ser totalmente diferente do que ensinou a mesma lição à Marina, por exemplo.

E isso vale para muitas coisas na vida, até mesmo conhecimento acadêmico – é só lembrarmos que existem diversas maneiras de se estudar e se fixar conhecimento.

Então por que insistimos em querer ensinar aos outros o que aprendemos do jeito que aprendemos? Por que muitas vezes buscamos impor nossas lições? Enquanto alguns têm a capacidade de aprender com os erros dos outros, algumas pessoas precisam passar por situações extremamente parecidas repetidas vezes pra entender o que a vida está querendo mostrar.

Precisamos mesmo é acalmar nossos corações e entender que o mundo do outro é diferente do nosso, que ele não precisa vivenciar as mesmas situações para aprender as mesmas lições, que ele talvez nem mesmo precise aprender as mesmas lições. Precisamos nos aceitar mutuamente.

A verdade, ao que me parece, é que só conseguiremos conviver bem e em harmonia a partir do momento em que aceitarmos as diferenças, aceitarmos que estamos onde precisamos estar, que convivemos com quem precisamos conviver e que podemos aprender sempre de todos os seres que estão à nossa volta.

Aceitação. Essa é a palavra.

Namastê!

🙂

Não poderia ter sido diferente

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Hoje você se pergunta se poderia ter feito algo diferente no passado. Considera que algumas de suas ações foram erros e que se tivesse feito diferente, o resultado seria outro e melhor.

Bom, tenho uma novidade pra você! Não, não poderia ter sido diferente!

Hora ou outra todos nos fazemos esse tipo questionamento. Mas a verdade é que a única coisa que isso faz é nos tirar do presente – que é só o que realmente podemos vivenciar. Não é clichê dizer isso. É simplesmente verdadeiro.

Se existisse uma máquina do tempo (ou quando existir?) não acredito que traria de fato benefícios. Pode parecer estranho afirmar isso, porque a humanidade já cometeu tantos erros no passado, certo? Não vou negar que modificar os erros parece maravilhoso. Mas quem seríamos nós se isso fosse possível? Quem seríamos nós enquanto indivíduos? Quem seríamos nós enquanto coletividade?

Foram os erros que nos fizeram evoluir – mesmo que muitas vezes essa evolução pareça andar a passos de formiga ou mesmo andar feito caranguejo, eu prefiro acreditar que ela é, sim, real, e que um dia os aparentes retrocessos farão algum sentido.

Ao invés de crucificar quem fomos e o que fizemos, por que não aprender com isso tudo? Só aceitando nossa sombra – passada ou presente – poderemos modificar a nós mesmos e darmos passos na direção de nos tornarmos seres mais conscientes.

Qual é a sua maior sombra do passado? Qual é a sua maior sombra hoje? Que tal amá-las e aprender com elas?

Namastê!

🙂

“Não há despertar de consciência sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar enfrentar sua própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão” (Jung)

A semana do autoconhecimento

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O ano de 2016 foi, para mim, um ano repleto de indecisões. Récem-formada e sem saber por onde caminhar, me senti bastante confusa ao longo desses meses. Algumas vezes, desestimulada, me acomodei; outras, confiante, busquei desenfreadamente possibilidades de realização profissional. Não percebia, no entanto, que o que me faltava era o equilíbrio.

Devido ao estresse e ao desgaste emocional, como era de se esperar, ao final do ano comecei a me sentir cansada e desmotivada constantemente, até que percebi que estava entregando os pontos. Mas, internamente, eu sabia que abandonar as minhas expectativas não era o meu caminho e muito menos aonde eu gostaria de chegar.

Finalmente, decidi dar um basta nessa forma de encarar a situação. Aceitei que vivia um momento difícil, de muitas indecisões e questionamentos, e me mantive confiante de que me permitir viver essa fase era o que me impulsionaria a sair dessa aura de tristeza que me rondava e não me permitia estar em paz. Respeitei o meu momento e compreendi verdadeiramente o seu valor para o meu amadurecimento.

Quando comecei a me sentir melhor e a dar os primeiros passos, deixando para trás aquela onda de desanimo e pessimismo, me veio à cabeça, como um insight, que o que eu mais precisava era de um tempo para mim. Apesar de ter tido muitos momentos sozinha, em nenhum deles eu estive comigo mesma, apreciando a minha própria companhia, aberta a me ouvir e tentar me compreender.

Determinei o prazo de uma semana para que houvesse essa conexão interior e espiritual para me auxiliar a responder as inúmeras perguntas que rondavam a minha mente, sem qualquer cobrança, preocupação ou julgamento.

Essa foi a melhor decisão que eu poderia tomar. Talvez eu nunca tenha vivido uma experiência espiritual tão rica e significante.

A minha rotina espiritual nessa semana se compôs, basicamente, de dois momentos: no primeiro, logo ao acordar, me dedicava a prática de dez minutos de yoga e dez minutos de meditação. Esse tempo era suficiente para que eu estabelecesse esse contato interno inicial. Após essas práticas, já me sentia melhor, mais consciente e presente. No segundo momento, me dediquei a algumas leituras de estudo espírita.

A união entre essas duas práticas espirituais despertou em mim o que há muito eu não sentia: uma confiança em mim mesma e no que está por vir, no que irá chegar a qualquer momento, desde que eu me abra para isso. A minha fé foi fortalecida, pois estudando e me colocando no mundo de forma mais presente e consciente, tive ainda mais certeza de que nada do que vivo é em vão. Tudo tem seu o tempo para acontecer.

Nesse processo, percebi também que era importante me organizar. Coloquei no papel as atividades daquela semana e estabeleci uma rotina diária: todos os dias me sentava e distribuía em uma folha o que fazer naquele dia, e apenas nele, sem me preocupar com o amanhã ou com a próxima semana.

Decidi, também, me afastar das redes sociais, que consumiam grande parte do meu tempo e da minha energia. Afinal, se a proposta era entrar em contato comigo mesma, seria importante eliminar ao máximo as interferências negativas. E posso resumir o meu sentimento em uma palavra: libertação. Senti que estava me desprendendo de algo que me mantinha encarcerada e drenava as minhas energias. Agora, os dias parecem muito mais longos e eu tenho mais tempo para mim e para me dedicar às minhas atividades. Acreditem: perdemos mais tempo do que imaginamos conectados a redes sociais e a realidade “sempre perfeita” que os outros querem mostrar, e nos perdemos cada vez mais de nós mesmos.

Tive vontade, também, de fazer uma limpa no meu guarda-roupas, cômoda e estante. Joguei fora cosméticos fora da validade, embalagens vazias, papéis e inúmeras tralhas que deixei acumular sem nem perceber – isso porque me considero uma pessoa minimalista! – Doei muitas roupas que não usava mais, sem dó. Enfim, desapeguei de objetos materiais que não me faziam falta e estavam apenas estagnando energia, impedindo-a de circular livremente. E a partir daí o processo fluiu ainda melhor.

Ao final dessa semana, me sinto mais renovada, fortalecida e confiante. Confiante em mim, em uma força maior, no que está para chegar e no meu potencial, que é o que irá me impulsionar para ir atras dos meus objetivos. Estou ainda mais firme nos meus propósitos.

Cada instante é precioso demais para desperdiçarmos com coisas banais e sentimentos negativos e autodestrutivos.

Ao fim dessa experiência, gostaria de compartilhar com vocês algumas das conclusões a que cheguei e que foram muito importantes para mim, porque fizeram toda a diferença na minha forma de perceber a vida.

  • Atente-se sempre a você. Comece fazendo isso por alguns minutos e expanda para todo o seu dia.
  • Aceite os momentos difíceis sem se entregar. Aceite verdadeiramente que eles serão importantes para o seu amadurecimento.
  • Dê o primeiro passo. Mesmo que pareça pequeno, ele é o mais importante.
  • Evite a procrastinação.  Não deixe para amanhã o que você pode começar agora. Simplesmente comece.
  • Acredite em você e no seu potencial. Se você ainda não o vê claramente, dê esse tempo a você nesse fim de ano. Se presenteie com o que é permanente e imensamente rico de significado.
  • Siga a sua intuição e o seu coração. Eles sempre sabem o que é melhor para você.
  • Desperte a sua força. Mesmo que escondida, ela está aí, só esperando ser encontrada. Práticas espirituais como a yoga e a meditação ajudam a torná-la mais consciente.
  • Faça planos para o futuro, mas estabeleça metas para hoje. Não deixe para o mês, semana ou ano que vem. Toda hora é hora de (re)começar. Viva no presente e valorize cada instante da sua vida, porque ele é a única coisa que temos efetivamente.
  • Seja você mesmo, com seus defeitos e qualidades, porque você é único e essencial. Parece clichê, mas é muito verdadeiro. Imagine como as coisas funcionariam sem você e se perceba como parte essencial de um todo a sua volta.
  • Viva menos conectado ao virtual e conecte-se mais a você. Evite perder todo o seu tempo em redes sociais se comparando ao que os outros aparentam ser.
  • Tenha fé em você mesmo e em algo maior. Nada e nem mesmo sua vida são obras do acaso.
  • Aceite as mudanças. A vida é constante transformação. Aprenda a seguir o seu fluxo sem resistência, se mantendo sempre firme em seus princípios e objetivos.
  • Julgue menos os outros e a você mesmo. Busque compreender as pessoas em todas as situações e perceba o alívio que essa atitude traz.
  • Organize-se e desapegue dos excessos. Faça disso um hábito. Doe roupas que não usa mais, jogue fora as tralhas que você acumula e não servem para mais nada. Deixe a energia fluir melhor ao seu redor. Isso lhe trará imensa sensação de leveza.
  • Substitua os pensamentos negativos pelos positivos. Exercite a percepção de enxergar sempre o lado positivo de cada situação.
  • Ame-se como você é. Seja você mesmo. Liberte-se do que te prende ao desanimo e a frustração. Deixe aflorar a sua essência e viva com leveza cada instante da sua vida.