Sobre Minimalismo

menos-e-mais1Conheci o minimalismo há mais ou menos cinco anos, por meio da Mariana. Me encantei imediatamente por esse estilo de vida quando percebi que, no estágio em que me encontrava, precisava de algo ajudasse a lidar melhor comigo, tanto no que diz respeito às coisas materiais quanto às sentimentais.

Nunca fui uma pessoa acumuladora. Sempre tive o que era necessário para mim e descartava tudo que não me era mais útil em determinados momentos da minha vida. Nunca tive roupas demais, maquiagens em excesso ou quaisquer outros objetos. Entretanto, acredito que vivemos determinadas fases que mexem muito com a nossa forma de agir e acabamos mudando sem nem perceber. Foi o que aconteceu comigo e vejo acontecer com muitas pessoas ao meu redor.

Nunca fui a melhor pessoa para lidar com decepções. Pelo contrário, sempre me magoei demais com tudo. O ano de 2012 foi bem complicado para mim, porque sofri algumas decepções que me abalaram muito. Com isso, como forma de fugir dos meus problemas, comecei a comprar mais do que eu precisava, porque não conseguia “digerir” o que estava acontecendo. Comprar era a minha terapia entre tantas outras, mas era também a única que não me trazia felicidade efetivamente.

Comprei muito e acumulei coisas que não precisava. Ao longo de todo o ano agi dessa forma e me sentia cada vez pior. A sensação de comprar algo impulsivamente era ótima, mas o alívio que trazia era tão fugaz que logo a angústia já havia se duplicado. Além dela, eu sentia agora a culpa de ter comprado algo que eu não precisava com o dinheiro que muitas vezes eu não tinha.

Quando li o primeiro texto sobre minimalismo, me identifiquei imediatamente e percebi que eu queria levar aquilo para a minha vida. Eu precisava parar de acumular não somente objetos desnecessários, mas também sentimentos que me torturavam muito e que eu não sabia como lidar.

Conheci inúmeros blogs que me fizeram mudar a forma de enxergar as minhas atitudes e, finalmente, tomei consciência do erro que estava cometendo valorizando mais o que era material em detrimento do que realmente poderia me acrescentar coisas verdadeiramente boas. Fui me apropriando de todo aquele conhecimento e, diferentemente do que ocorria após um dia de compras inúteis, eu realmente me sentia feliz. Sentia que havia encontrado o verdadeiro sentido da minha vida. Assim, fui ampliando as minhas leituras, passando a ler sobre vida simples, organização, entre outras coisas que foram me ajudando a tomar consciência do processo que eu estava vivendo e me auxiliaram a me modificar.

Hoje, após tantas leituras e reflexões, um enorme peso foi tirado de mim. Nunca mais comprei nada de forma impulsiva, assim como me esforço cada vez mais para lidar com os meus sentimentos e tomar consciência de tudo que ocorre comigo, por mais que isso machuque as vezes. Comprar não me trazia felicidade, mas me conhecendo e conscientizando do que eu sinto, eu realmente posso lidar e efetivamente superar o que me incomoda, e isso é o que me traz felicidade. Comprar só me trazia uma sensação de superação falsa e passageira.

Não digo que é um processo fácil e muito menos rápido, mas um exercício que precisamos colocar em prática todos os dias. Acredito que levar uma vida mais simples e minimalista não tem uma receita pronta, porque cada um adapta a sua vida da forma que achar melhor. Eu não me prendi somente ao minimalismo, mas expandi os meus conhecimentos e hoje leio de tudo um pouco sobre um estilo de vida simples.

Hoje posso dizer que minha vida mudou radicalmente e tomo cada vez mais as rédeas do que eu quero para mim e do que posso ser. Me sinto consciente de muita coisa e me esforço para conscientizar cada vez mais, porque isso me torna uma pessoa melhor. Assim, consigo lidar de uma forma completamente diferente com as minhas decepções ou tristezas, porque agora eu vejo um sentido para tudo aquilo que vivo. Foi uma grande e longa descoberta pessoal e espiritual que acredito que todos precisamos passar para vivermos melhor.

Se você não conhece o minimalismo e se interessou por esse estilo de vida mais simples, recomendo abaixo alguns blogs que me auxiliaram no início da minha caminhada:

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Por favor, não se conforme

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Eu não me conformei. Por favor, você não se conforme.

Acredito que todos nós temos algumas tendências negativas das quais não é fácil nos livramos, seja porque “nascemos assim” ou porque “fomos criados assim”. Tem aquele que tende a olhar sempre o lado ruim de tudo – o pessimista; aquele que não acredita em si mesmo por nada no mundo – autoconfiança? Que palavra é essa?; aquele que está sempre se comparando com os outros e sempre se achando ruim – autoestima zero; e por aí vai.

Nem sempre é fácil viver nesse mundo – eu bem o sei. Já me encaixei muito naquele tipo de pessoa sem autoconfiança nenhuma em si mesma. Hoje sou bem diferente disso. É por isso que escrevo esse texto. Escrevo pra você que se acha incapaz de mudar, que acha que nasceu assim e vai morrer assim. Escrevo pra você que, no fundo, é um conformado.

A sociedade nos diz muitas coisas. Entre elas, nos faz acreditar que somos do jeito que somos e pronto. Porque todo mundo quer mudança, mas todo mundo tem medo de mudança. Mais do que isso: querem sempre que ela venha de fora pra dentro, quando isso é impossível. Não é clichê: se queremos mudar algo no mundo, de fato precisamos começar por nós mesmos.

E modificar o que temos de ruim não é fácil. Primeiro de tudo, precisamos descobrir quais são esses problemas; a partir daí precisamos aceitá-los como partes de nós. Tem gente que pára nessa fase de aceitação, mas acredito que autoconhecimento passa também por automodificação, por decidirmos que tipo de pessoa queremos ser e lutarmos para alcançar isso – e não estou dizendo que vamos resolver tudo em apenas uma fase da vida.

Crescer, evoluir, se modificar, se melhorar. Acredito que esse é um dos motivos de estarmos aqui, vivos.

Depois da aceitação, é necessário partirmos para a parte da modificação. Essa sim é a parte difícil. Felizmente acredito que muito do que somos é construído por nossos hábitos. Sobre isso, recomendo imensamente a leitura do livro O Poder do Hábito. E ao contrário do que muitos pensam, eles são modificáveis, moldáveis ao que queremos.

Se você quer, por exemplo, juntar dinheiro para uma viagem, precisa sentar e pensar quais são os cortes possíveis de fazer e fazê-los. Se quer se tornar uma pessoa produtiva, precisa criar uma rotina que o leve a alcançar isso. Tem pessoas que pensam que ter rotina é um martírio, mas ela não é uma prisão, afinal, é você que constrói a sua rotina de acordo com o que deseja pra si. Ou pelo menos deveria buscar fazer dessa forma – mesmo que tenha que trabalhar 8h/dia – porque sempre temos controle de, pelo menos, uma parte do nosso dia.

Não se conforme com quem você acha que é. Comece modificando seus pensamentos sobre você mesmo. Não se coloque como vítima ou como único no mundo que quer ser diferente ou fazer a diferença. Você não é. Tem um monte de gente por aí se sentindo como você. Embora sejamos seres únicos – e acredito plenamente nisso – tem sempre alguém que se assemelha a nós em algum sentido. Não brade aos sete ventos frases como “eu sou assim e não vou mudar”, “eu não consigo fazer isso”, “eu não sou capaz”. Leia as frases novamente. Percebe como é triste pensar assim? Então pare. Como nos disse Buda, nós construímos o nosso mundo através dos nossos pensamentos. Eles têm uma força muito maior do que imaginamos. E esses pensamentos, quando exteriorizados, parecem ter uma força ainda maior de construir quem somos.

Namastê.

🙂

É preciso recomeçar

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A vida prega umas peças na gente e nos obriga a mudanças gigantescas de repente pra balançar com nosso mundo e nossas “certezas”. Assim acontece num término de relacionamento. Sem esperar (por estar desatenta aos sinais ou porque realmente não houve sinais) seu mundo vira de cabeça pra baixo e você parece ter desaprendido a viver sem ter sempre aquela pessoa pra quem correr tanto pra comemorar quanto nos momentos de aperto.

Então você precisa se (re)aprender, se (re)conhecer, mudar tudo de lugar pra poder colocar você mesma no lugar de novo. Você precisa recomeçar. É difícil, é doloroso e dá um trabalho danado. Mas no final das contas é isso que você precisa fazer. É a única coisa a fazer.

Sabe aquele negócio de solitude? Solitude, não solidão. Ficar na própria companhia e gostar disso, assistir séries que não assistia antes (Netflix salva corações), ler novos livros, buscar novas e antigas companhias, reencontrar pessoas, conhecer pessoas e reconstruir sua vida de uma maneira diferente e sem o outro ao seu lado.

No início não tem nada de solitude. É solidão mesmo. E é uma merda! Você começa a achar que não vai sobreviver, que seu coração vai ficar em pedaços pra sempre, que não tem conserto, que seria melhor, sei lá, morrer. É uma dor dilacerante! E alguns a sentem até de maneira física (eu senti).

Sim, você começa a achar que não vai melhorar nunca, que sua vida vai ser resumir a vagar por aí como zumbi. Você procura terapia, meditação, textos motivacionais, ombros amigos, terapias alternativas e nada (NADA) parece dar resultado.

Mas aos poucos, um dia depois do outro, você começa a notar que está acordando um pouco melhor. Você passa um dia sem chorar, depois dois. A pessoa que ocupava seus pensamentos o dia inteiro começa a já não te atormentar tanto assim. E você começa a soltar. Começa a se perdoar e a perdoar o outro.

De repente você se sente até feliz e começa a gostar de estar “sozinha”, começa a gostar da solitude e das possibilidades que ela te traz de se reencontrar consigo mesma, de se autoconhecer e de olhar pra dentro de uma forma que jamais faria se aquilo não tivesse acontecido. Você começa a pensar no término não como um fim, mas como uma oportunidade de crescimento tão incrível e maravilhosa que começa até a ser grata.

Claro que no meio disso tudo, alguns momentos ainda são ruins, mas começam a acontecer com bem menos frequência. E você começa a encontrar leveza na sua vida de novo. Começa a se abrir ao novo em todos os sentidos possíveis e a fazer novos planos sozinha. Dá pra viajar quando quiser, assistir ao que quiser e ler na hora que quiser. Não que isso não seja possível num relacionamento. É possível e desejável, mas a sensação é bem diferente.

A verdade é que as coisas são como são. Nós não temos controle de praticamente nada. Então porque lutar contra o fluxo da vida e as situações como se apresentam? Busquemos aceitar mais as coisas como são. Não de maneira passiva, mas de forma que possamos aprender com o que é e nos entregar ao que o Universo tem para nos oferecer de maravilhoso!  A vida é isso que está aí e podemos fazê-la incrível sempre!

Namastê!

🙂

 

Permita-se!

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A vida está em constante transformação. Provavelmente, a grande maioria de nós já sabe e sentiu os seus efeitos, porque muitas vezes não sabemos como seguir o seu fluxo. Nos sentimos perdidos, sem foco e sem esperanças, pois tudo ao nosso redor parece se modificar e continuamos no mesmo lugar, estáticos, sem nos movermos um palmo. Talvez nunca tenhamos efetivamente permitido uma mudança mais profunda em nós, o que envolve nossos objetivos, nossos pensamentos, nosso estilo de vida. Entretanto, a partir do momento em que nos abrirmos para a vida e permitirmos que chegue o que for necessário para o nosso crescimento, poderemos nos tornar pessoas completamente diferentes. Digo para nós mesmos, porque é somente para quem importa mudar. Certamente devemos ser alguém melhor para os outros, mas somente conseguiremos atingir isso se nos dispormos a ser alguém melhor para nós.

Não é um processo fácil, muito menos que se conclui rapidamente. Ao contrário, é contínuo e incessante, porque faz parte da nossa existência. Se nos sentimos parados diante de tudo que se move ao nosso redor – que é o mesmo que se move dentro de nós -, não poderemos seguir com a vida e para ela em prol das nossas realizações. É imprescindível, para isso, que carreguemos conosco mais do que nunca a certeza de que algo maior é responsável pelo caminho que iremos trilhar, não desconsiderando as nossas escolhas, o nosso livre arbítrio. Assim, basta apenas que façamos a nossa parte e deixemos que a vida se encarregue de acontecer da forma que tiver de ser.

Temos em nós inúmeros sonhos e planos que por muito tempo se mantém adormecidos, pois o medo, muitas vezes, guia as nossas escolhas e não nos permite entregar ao que tiver de acontecer. Entretanto, se algo ressoa dentro de nós e nos dá força e sentido para continuar seguindo, por que por tanto tempo deixamos o medo nos dominar e as críticas alheias nos fazem desanimar? Nosso caminho pertence a nós mesmos e a mais ninguém. Se o medo de seguir e voar mais alto dominar a cada um que busca ser alguém melhor para si e para o outro, nunca poderemos realmente alçar vôo e seguir adiante; nunca realizaremos os nossos sonhos e, principalmente, a vida não se realizará plenamente, da forma como o seu fluxo deve seguir.

Assim, algumas frases que parecem tão banais, como “siga seus sonhos” ou “acredite mais em você”, que muitas vezes passam por nós sem conseguir nos tocar efetivamente, podem ressoar e se encarregar de permitir um caminhar mais tranquilo. Portanto, permita-se. Seja você e siga o seu coração, independentemente do que digam a seu respeito. Busque voar cada vez mais alto, despertar em você suas potencialidades e siga com a vida, deixe que o seu fluxo natural te guie. Não deixe que o medo o abata e o desânimo domine. Tenha fé no futuro e esperança no presente. E acredite: você alcançará o inimaginável.