Por favor, não se conforme

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Eu não me conformei. Por favor, você não se conforme.

Acredito que todos nós temos algumas tendências negativas das quais não é fácil nos livramos, seja porque “nascemos assim” ou porque “fomos criados assim”. Tem aquele que tende a olhar sempre o lado ruim de tudo – o pessimista; aquele que não acredita em si mesmo por nada no mundo – autoconfiança? Que palavra é essa?; aquele que está sempre se comparando com os outros e sempre se achando ruim – autoestima zero; e por aí vai.

Nem sempre é fácil viver nesse mundo – eu bem o sei. Já me encaixei muito naquele tipo de pessoa sem autoconfiança nenhuma em si mesma. Hoje sou bem diferente disso. É por isso que escrevo esse texto. Escrevo pra você que se acha incapaz de mudar, que acha que nasceu assim e vai morrer assim. Escrevo pra você que, no fundo, é um conformado.

A sociedade nos diz muitas coisas. Entre elas, nos faz acreditar que somos do jeito que somos e pronto. Porque todo mundo quer mudança, mas todo mundo tem medo de mudança. Mais do que isso: querem sempre que ela venha de fora pra dentro, quando isso é impossível. Não é clichê: se queremos mudar algo no mundo, de fato precisamos começar por nós mesmos.

E modificar o que temos de ruim não é fácil. Primeiro de tudo, precisamos descobrir quais são esses problemas; a partir daí precisamos aceitá-los como partes de nós. Tem gente que pára nessa fase de aceitação, mas acredito que autoconhecimento passa também por automodificação, por decidirmos que tipo de pessoa queremos ser e lutarmos para alcançar isso – e não estou dizendo que vamos resolver tudo em apenas uma fase da vida.

Crescer, evoluir, se modificar, se melhorar. Acredito que esse é um dos motivos de estarmos aqui, vivos.

Depois da aceitação, é necessário partirmos para a parte da modificação. Essa sim é a parte difícil. Felizmente acredito que muito do que somos é construído por nossos hábitos. Sobre isso, recomendo imensamente a leitura do livro O Poder do Hábito. E ao contrário do que muitos pensam, eles são modificáveis, moldáveis ao que queremos.

Se você quer, por exemplo, juntar dinheiro para uma viagem, precisa sentar e pensar quais são os cortes possíveis de fazer e fazê-los. Se quer se tornar uma pessoa produtiva, precisa criar uma rotina que o leve a alcançar isso. Tem pessoas que pensam que ter rotina é um martírio, mas ela não é uma prisão, afinal, é você que constrói a sua rotina de acordo com o que deseja pra si. Ou pelo menos deveria buscar fazer dessa forma – mesmo que tenha que trabalhar 8h/dia – porque sempre temos controle de, pelo menos, uma parte do nosso dia.

Não se conforme com quem você acha que é. Comece modificando seus pensamentos sobre você mesmo. Não se coloque como vítima ou como único no mundo que quer ser diferente ou fazer a diferença. Você não é. Tem um monte de gente por aí se sentindo como você. Embora sejamos seres únicos – e acredito plenamente nisso – tem sempre alguém que se assemelha a nós em algum sentido. Não brade aos sete ventos frases como “eu sou assim e não vou mudar”, “eu não consigo fazer isso”, “eu não sou capaz”. Leia as frases novamente. Percebe como é triste pensar assim? Então pare. Como nos disse Buda, nós construímos o nosso mundo através dos nossos pensamentos. Eles têm uma força muito maior do que imaginamos. E esses pensamentos, quando exteriorizados, parecem ter uma força ainda maior de construir quem somos.

Namastê.

🙂

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