Seja você!

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Enquanto você continuar procurando agradar os outros, nunca será feliz.

Vivemos em uma sociedade que exige que sigamos padrões de beleza, de comportamento, etc., muitas vezes contrários ao que acreditamos. Desde que nascemos, somos moldados a esses padrões. Se as nossas crenças e comportamentos fogem do tradicional, somos julgados constantemente pelas pessoas ao nosso redor.

Mas, apesar disso, somos seres humanos diferentes, criados em lares e culturas diferentes, com personalidades distintas; portanto, temos comportamentos e vontades específicas. Mas vivemos em uma onda de intolerância onde é mais fácil apontar o dedo para o erro do outro do que tentar superar os seus próprios defeitos. Aí, somos julgados o tempo todo.

Sempre vai haver alguém para nos criticar. Cada um irá se incomodar com um defeito ou uma qualidade, porque falta compreensão de que somos todos diferentes e únicos. Não temos como agradar a todos, por mais que tentemos.

Portanto, seja simplesmente você. Por inteiro.

Quando penso se estou sendo verdadeiramente aquilo que busco ser, me pergunto: eu aprecio a minha própria companhia?

Me fiz essa pergunta durante anos e sempre tive a resposta negativa. Mas nos últimos tempos tenho sempre respondido “sim” a mim mesma. Todos os dias procuro me melhorar. Medito em torno dos meus defeitos e das minhas atitudes, mas não paro por aí. Me esforço o máximo que posso para mudar o que não gosto em mim para ser da forma como quero ser.

Eu acredito em um mundo melhor, mesmo que distante, onde as pessoas se relacionem somente por amor e não por interesses de qualquer ordem. Acredito que as pessoas podem ser melhores para si mesmas e para o outro, a cada dia, basta que queiram e se esforcem verdadeiramente para isso. E, se penso assim, procuro ser o que quero ver no mundo: uma pessoa amorosa, disposta a ajudar quem quer que seja e a olhar para a realidade de forma crítica, para que eu possa fazer a minha parte na sua transformação. Já fui muito julgada por isso e até hoje sou. Mas, agora, aprendi que a minha felicidade depende apenas de mim, desde que eu não faça mal aos outros e a mim mesma. E aprendi que aquele que mais me julga é o que mais tem dificuldade de lidar com as suas próprias questões.

Por isso, não se deixe abater pelas críticas. Se esforce todos os dias para ser quem VOCÊ quer ser, mesmo que todos ao seu redor sejam contrários à isso. Ouça o seu coração, porque é ele que vai te auxiliar nesse caminho. Acredite que você pode ser alguém melhor não amanhã, mas agora, neste instante e a cada momento.

Sobre incertezas, riscos e felicidade

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A vida é mesmo muito incerta: você nunca sabe o que vai encontrar do outro lado, você nunca poderá ter certeza a não ser que arrisque. Se quer mudar de emprego, de área, de faculdade, de vida, de qualquer coisa, você só vai saber como vai ser se tentar. Não adianta calcular, não adianta especular, não adianta fazer lista de prós e contras. No final você só vai saber mesmo se for lá e arriscar.

Não é que você deva sair por aí promovendo mudanças na sua vida a torto e a direito sem pensar muito, mas também não adianta ficar quebrando a cabeça eternamente diante do ”e se”. A verdade é que qualquer decisão que você tomar vai ter pontos bons e ruins envolvidos. A vida é assim. Você precisa se colocar diante do espelho e se perguntar: estou disposto a assumir o lado ruim pra aproveitar o lado bom? Se a resposta for sim, se você não suportar mais a situação como está, seja ela qual for, assuma isso para si e tenha coragem!

Tenha coragem! Não é possível viver realmente sem coragem. A maioria das pessoas aceita uma vidinha qualquer, sem muito valor; elas apenas continuam de acordo com o estado das coisas, agem como os outros querem e só. Desculpem-me, mas isso não é vida! A vida pode ser extraordinária e isso não é muito difícil. Você só precisa se levantar e dizer pra si mesmo que ela será assim e não se curvar a tudo que é imposto socialmente.

Pense nisso. Pense no que é felicidade pra você e corra atrás disso. Dizem por aí que não é fácil ser feliz, que depende de um monte de fatores materiais. Mas cá entre nós… isso é uma tremenda mentira! A felicidade genuína está dentro de você. Está dentro de cada um de nós. Só não podemos passar a vida procurando por ela do lado de fora, porque aí sim fica difícil.

Namastê.

🙂

Relaxe: nada está sob controle!

 

recomeco

Às vezes, quando imaginamos o nosso futuro, nos deparamos com uma versão de nós mesmos que vai muito além do que esperamos.

Tente, por um momento, se imaginar daqui a 10 anos. Imagine a sua rotina, a sua profissão, a sua família e o que mais importar para você. Guarde consigo essa sensação como se a vivesse no momento presente.

Agora, volte à realidade.

Provavelmente você descreveu uma realidade perfeita: o emprego dos sonhos, uma casa confortável, uma família unida e animais passeando pela casa. Ou não. Mas, provavelmente, é uma realidade que você espera muito que exista.

Assim ocorreu comigo também. Ao fazer esse exercício, imaginei a vida que gostaria de ter, resgatando sonhos que se perderam com o tempo.

Entretanto, nem tudo está sob controle. Ainda bem!

Ao voltar para a realidade, temos apenas o presente. E, muitas vezes, ele não é favorável com o que imaginamos e não sabemos por onde começar a construir a vida que criamos. Queremos muito mas temos pouco.

E aí? O que devemos fazer?

A resposta é simples: começar. Sem o primeiro passo, nada acontece. Muitas vezes nos focamos em um futuro longínquo e perfeito, nos esquecendo que ele só pode se tornar real se começarmos, parte a parte, a construí-lo. Uma grande construção requer o encaixe de tijolo por tijolo até que finalmente se materialize.

Ah, mas a vida é muitas vezes surpreendente, e o caminho que você pretendia trilhar se desviou. Você se sente perdido e, com medo, tateia com os pés o solo em que está prestes a caminhar. Inúmeros questionamentos surgem na sua mente: é por aqui que devo seguir? Para onde a vida quer me levar?

Há uma frase que diz: “Caminhe e o caminho se abrirá.” Se você se imaginou com uma dúzia de filhos, o carro dos sonhos e uma linda casa, mas acaba de ser demitido do emprego que poderia te permitir ter tudo isso, ainda assim, vá em frente! Precisamos aceitar que nem sempre temos o controle de tudo. Já percebeu como sempre queremos controlar o que está ao nosso redor? Às vezes tudo parece bem e estável. Nos conformamos em viver uma vida mediana e confortável, porque assim é mais cômodo. Tudo está sob controle. E aí vem a vida e dá uma reviravolta. Nos coloca de cabeça para baixo e nossos objetivos caem por terra.

Tudo é movimento. Nada é estático. E nós somos parte, contribuindo com esse movimento. Mas, muitas vezes, não temos consciência disso e tendemos a nos revoltar quando algo não sai como esperamos. Nos decepcionamos com pouco e perdemos tempo demais nos queixando do que não deu certo ao invés de nos focarmos em tudo que ainda pode dar.

Pode não ser tão simples, mas é importante que nos entreguemos a esse processo. Nem sempre vai ser como esperamos, mas sempre há uma alternativa: recomeçar.

Portanto, se permita ir além e mudar de rota quando for preciso. Se abra ao novo que chega. Em tudo há beleza, e as reviravoltas da vida podem indicar novos caminhos, onde poderemos descobrir e ser mais do que supomos.

 

Sobre rótulos, preconceitos e desconexão

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“Isso só pode ser coisa do povo de humanas”

“Que viadagem”

“Fazer isso é coisa de mulher”

O que essas frases tem em comum? Todas elas denotam preconceito. Todas elas denotam rotulação. Mais do que isso: todas demonstram a incapacidade daquele que fala de enxergar além das próprias ideias e “verdades”.

É chato. É cansativo. Dá preguiça.

Mas o pior de tudo é que quem profere e acredita nesse tipo de coisa esta se limitando de uma maneira que talvez nem perceba.

Você é desses que coloca as pessoas em caixinhas pré-definidas? Vamos refletir um pouco?

Então você está lá vivendo a sua vida numa boa e conhece uma pessoas nova. Algo nessa pessoas te chama a atenção, mas você logo percebe que ela tomou uma atitude que você considera pertencente a uma “categoria de pessoas” que você não gosta. Então você desiste de tentar conhecê-la de fato. Triste, né? Quantas vezes já fez isso?

As reflexões que faço nesse texto me vieram no meio de uma conversa em que me encontrava “indignada” com alguns comentários de amigos sobre uma situação Y. E no final das contas me fez perceber que são essas pessoas que perdem. É você, com todos os seus pré-conceitos e rótulos que está perdendo oportunidades, talvez únicas, de se conectar de maneira mais profunda com outras pessoas.

Todos temos o direito de não gostar de determinadas coisas, de não compactuarmos com certas opiniões ou comportamentos, faz parte do humano discordar. Mas isso não nos dá o direito de desrespeitarmos o outro. Isso não nos dá o direito de apontarmos o dedo para o outro e “cuspir” nossas “verdades”.

As pessoas, todas elas, são muito mais do que você acredita saber. Seja sua opinião positiva ou negativa sempre vai haver mais por descobrir. E é triste que você não se permita.

Com cada ser (humano ou não) que cruze nosso caminho é possível estabelecer uma conexão. COM CADA SER! E é tão bonito buscar essa conexão. É maravilhoso perceber que sempre existe algo a aprender com o outro (nem que seja a não ser como ele em algum sentido).

A pergunta que fica é: por que se limitar se você pode se abrir? Por que rotular se você pode acolher? Por que ser preconceituoso se você pode ter empatia?

Namastê!

🙂