Tá tudo bem (mesmo quando não está)

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Recentemente me dei conta de que as pessoas acham que minha vida está maravilhosa, que não tenho problemas e sou sempre grata por tudo, que sou motivada e faço tudo que quero e preciso, sempre achando tudo lindo.

Sim, minhas redes sociais são bastante positivas. Sim, eu tento manter essa positividade sempre presente. Sim, eu amo muitas coisas em minha vida (especialmente as pessoas). E sim, eu sou (talvez) a pessoa mais positiva que conheço.

Mas não, nem tudo são flores! Eu também passo por dificuldades, eu tenho mil problemas como todo mundo. Eu passo por algumas “bads” bem complicadas e tem dias que não sinto a menor vontade de sair de casa. Eu sou normal, gente! E é normal ter altos e baixos, a vida é feita disso. Se não fosse assim, como daríamos valor aos bons momentos? Às coisas boas que nos acontecem?

Esses dias, em uma conversa com uma amiga, ela se mostrou meio chocada quando disse que estava mal. Particularmente fiquei chocada com o choque dela. Redes sociais não mostram o que está dentro do gente. E aliás, muito do que posto nas minhas são mensagens pra mim mesma muito mais do que pra motivar qualquer outra pessoa.

Estou escrevendo esse texto pra dizer que está tudo bem. Tá tudo bem ficar mal. Tá tudo bem não ser positivo sempre. Tá tudo bem em alguns momentos não conseguir sentir gratidão. Também precisamos abraçar nossa sombra, ser pacientes conosco mesmas e nos permitir sentir qualquer dor que tenha nos alcançado.

Eu só sinto que não quero passar isso pra todas as pessoas. Gosto sim de emanar mensagens positivas. Até porque é isso que gosto que chegue até mim. Eu desabafo, falo, coloco pra fora tudo que preciso colocar, mas não me entrego ao sofrimento. Acolho o que sinto e me permito sentir, mas não me deixo dominar de forma que não consiga mais sair.

É claro que existem condições clínicas. A minha forma de encarar as coisas não resolve todos os problemas. Positividade e gratidão não resolvem todos os problemas. Mas até amigas que passaram ou passam por depressão, por exemplo, sabem que só conseguem sair disso se quiserem, remédios também não fazem milagres. Mas isso  é assunto pra outro post (que eu nem me atreveria a escrever, na verdade, porque não experienciei).

Então isso tudo é só um lembrete de que a felicidade não é obrigação, faz parte da vida ficarmos tristes, inconformados ou seja lá o que estivermos sentindo. E negar os sentimentos ruins só faz piorá-los. Lembremo-nos disso.

Namastê!

🙂

 

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Novidade: nosso canal no Youtube

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Olá pessoas queridas!

Ontem lançamos nosso terceiro vídeo no canal do Youtube. Quem nos acompanha pela página do Facebook e nas nossas redes sociais já sabia da novidade. Mas decidimos que é válido também postar por aqui.

Por enquanto postamos vídeos novos às terças-feiras, de 15 em 15 dias.

Deem uma conferida e se inscrevam lá se gostarem 🙂

VIDEO 1 – Apresentação do canal

VIDEO 2 – As nossas jornadas em busca do autoconhecimento

VIDEO 3 – Falando sobre ansiedade

Esperamos que vocês gostem. Estamos cheias de ideias!

Namastê!

🙂

Minha rotina após a prática de Yoga

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Hoje, ao acordar, apesar de um certo desânimo por não ter dormido tão bem, levantei, arrumei a minha cama e decidi dar uma “geral” em muitos materiais que estavam sobrando aqui. Arrumei minha estante de livros, separei alguns papéis para jogar no lixo e tirei da escrivaninha muitas coisas que não estavam mais sendo úteis.

Preferi deixar para fazer Yoga depois de arrumar o que estava fora do lugar para me concentrar melhor e começar bem o dia, mas já nessa primeira atividade percebi algumas dificuldades: meu desânimo estava piorando e eu não estava conseguindo me concentrar muito. Então, acabei de organizar tudo e fui à prática.

Após dez minutos de Yoga (procuro fazer todos os dias pela manhã as primeiras posturas da 1ª série de Hatha-Yoga) e dez minutos de relaxamento, aquele desânimo havia desaparecido quase que por completo. Após o relaxamento, li mais alguns minutos de um livro espírita e naquele momento senti estava pronta para começar o meu dia.

Sentei na escrivaninha e organizei a minha agenda do dia. Geralmente faço isso no dia anterior, mas às vezes não consigo e acabo fazendo no dia seguinte. Olhei a programação da semana, passei mentalmente tudo o que precisava e gostaria de fazer naquele dia e distribuí as atividades por horários. Mais um passo para melhorar a minha disposição.

Depois, fui lavar o cabelo. Gosto de tomar banho pela manhã porque me sinto mais animada e disposta, então procuro fazer isso sempre que possível. Percebo que, diferente de como eu estava antes dessas práticas, me sinto muito mais presente em cada pequena ação. Pequenos atos que parecem não ter importância, como o de passar shampoo no cabelo, são aproveitados de formas diferentes nos dias em que faço apenas dez minutos de Yoga.

Li alguns blogs que gosto e decidi almoçar. Comer pode parecer uma das nossas atividades mais simples. Às vezes é até automático. Mas não deveria ser assim. Quantas vezes almoçamos mexendo no celular, assistindo alguma coisa na TV ou concentrados em qualquer outra coisa? Se agimos dessa forma, não estamos aproveitando plenamente a nossa alimentação. Não estamos presentes naquele momento, o que causa uma série de problemas; desconectados de nós mesmos, comemos rápido e mal mastigamos o alimento. Ao mesmo tempo, se comemos conversando com alguém no Whatsapp, por exemplo, também não aproveitamos aquela conversa da forma como poderíamos.

A Yoga, assim como a meditação e outras práticas espirituais, não devem durar somente aqueles minutos em que estamos concentrados, mas devem ser praticadas ao longo de todo o dia. Se estou presente ao tomar banho e espalhar o shampoo e o condicionador pelo cabelo, estou meditando; se mastigo com calma os alimentos na hora do almoço, me dedicando somente àquela atividade, continuo meditando. O mesmo acontece se faço uma leitura e me concentro, ou, se me sinto ansiosa, paro por alguns minutos, me atento à minha respiração e entro em contato comigo mesma (essa foi uma das melhores práticas que descobri).

Desde que comecei a praticar Yoga frequentemente, me sinto muito mais presente, me dedico mais à cada pequena atividade, me concentro melhor e passo o dia muito mais tranquila. E nas situações que me afetam de alguma forma e começam a me tiram desse eixo, tenho nas mãos as ferramentas para voltar àquela tranquilidade de antes.

Antes de começar a me dedicar à Yoga e à meditação, vivia a maior parte dos meus dias de forma automática, sempre ansiosa pelo futuro e sem tanto contato interior. Aos poucos fui percebendo os pequenos benefícios que essas práticas espirituais traziam para a minha rotina, e esses benefícios, juntos, me auxiliam todos os dias a ser uma pessoa melhor e aproveitar muito mais cada pequeno momento.

As ferramentas são muitas para que possamos nos descobrir e estar constantemente em contato conosco mesmos. Nem sempre as que funcionam para mim funcionarão para você, mas é importante buscar as que nos fazem sentir melhor. Não são poucos os momentos difíceis, mas quando percebemos que viver no presente e ser grato pelo que temos (tirando o foco do que não temos ou do que queremos mas não podemos ter no momento) pode amenizar (e muito!) as dificuldades, não há mais como voltar atrás. Com essas pequenas mas valiosas atitudes, começamos uma transformação interior que leva tempo, mas que nos torna mais fortes, conscientes e felizes.

Desafio: #30diasdegratidão

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Olá pessoas 🙂

Quem me acompanha lá no Instagram (@mariii_mendes) ou mesmo pelo Facebook, sabe que esse mês comecei um projeto de 30 dias de gratidão. Como algumas pessoas me perguntaram como funciona, achei que seria interessante escrever um post sobre isso aqui no blog.

É bem simples, na verdade! Todos os dias, antes de dormir, eu escolho uma foto (ou mais de uma e faço uma montagem) de algo que me fez sentir gratidão naquele dia e posto com algumas hashtags. Por isso é importante lembrar de fotografar pelo menos uma coisa que despertou esse sentimento durante o dia.

Tem sido um exercício muito gostoso. Eu pulei apenas dois dias no inicinho, mas depois retomei e desde então to seguindo à risca o comprometimento que fiz comigo mesma.

É interessante que, ao menos pra mim, funciona melhor do que o potinho da gratidão, porque é como se houvesse um compromisso não só comigo mesma, mas também com as pessoas que me acompanham.

Já passei da metade do projeto e agradeço por ter começado – os dias não tem sido fáceis e é sempre bom lembrar que temos coisas a agradecer diariamente.

Então fica aqui minha sugestão: tentem entrar para o desafio, porque é um exercício diário que vale muito a pena! E se o fizerem, não deixem de contar por aqui, pois vou adorar ler sobre a experiência de vocês!

Algumas fotos 🙂

Inspirações da semana

 

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Oi, gente! Tudo bem?

Semanalmente, às segundas-feiras, iremos fazer um compilado de links de textos, vídeos e outras inspirações da semana anterior.

Confiram abaixo as nossas inspirações da semana:

Somos todos responsáveis

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Você já parou para pensar na responsabilidade que tem diante do presente e do futuro do nosso país e do nosso planeta?

Muitas vezes tenho a sensação de que estamos adormecidos em nós mesmos, vivendo maquinalmente os nossos dias, sem nos preocuparmos com as nossas responsabilidades. Deixamos de viver o presente para viver um futuro muitas vezes irreal, porque nunca começamos a construí-lo.

Quantas vezes jogamos no outro a culpa pelos nossos atos? Quantas vezes deixamos de refletir sobre as nossas atitudes diante dos outros e conosco mesmos e apontamos o dedo para o outro, responsabilizando-o pelos nossos próprios erros? Quantas vezes reclamamos dos políticos e praticamos a corrupção nas pequenas atitudes do dia a dia?

Não nos conhecemos mais, porque nos perdemos de nós mesmos. Não buscamos ir atrás do que amamos, mas daquilo que é mais fácil de ser realizado, que nos dê um maior retorno financeiro ou uma melhor posição e visibilidade social.

Estamos deixando cada vez mais de amar – a nós mesmos e aos outros. Seguimos o fluxo. “Se o outro age de forma errada, por que eu não posso fazer o mesmo?” E assim vamos vivendo os nossos dias… cegos para o presente e sem pensar que o futuro começa a ser construído AGORA, em cada pequeno  ato cotidiano. Reclamamos da nossa realidade, mas não movemos um palmo para começar a transformá-la.

Somos nós os responsáveis pela nossa melhoria, pela nossa transformação. Se alguém te fez mal, não é ele o culpado da sua tristeza. Nós é que depositamos a nossa confiança – muitas vezes cegamente – geramos em nós uma grande expectativa e esperamos que ele aja da forma como queremos. Mas, na maioria das vezes, é mais fácil culpar o outro, porque assim não é necessário refletir sobre as nossas atitudes.

Percebe como tudo gira em torno de nós?

Exigimos respeito mas não respeitamos. Vamos à rua lutar pelos direitos de todos mas nos achamos superiores aos outros. Culpamos a política mas praticamos corrupção todos os dias.

Enquanto não tomarmos consciência do nosso papel nesse planeta, nada irá mudar. A mudança não está somente na política, mas principalmente em nós mesmos. Nós somos a força necessária para promover qualquer mudança.

Portanto, toda mudança começa em nós. Só precisamos acordar, nos conscientizar disso e começarmos a agir.

Pare de viver no automático. A vida não se resume a trabalhar, consumir e curtir nos finais de semana. Somos muito maiores do que supomos e não estamos aqui apenas de passagem.

Conscientize-se do agora. O que você tem feito por você mesmo? O que você quer fazer pelo outro? As suas escolhas (profissionais e pessoais) condizem com o que está em seu coração? Você se conhece verdadeiramente? O que quer para si mesmo e para o seu futuro?

Reflita em torno das suas atitudes, do que você admira e do que gostaria de mudar em você. Todos os dias reserve um tempo para meditar e refletir sobre essas questões.

Dê ao outro o direito de errar, assim como você erra, sem se esquecer que a responsabilidade pelos atos é de cada um. Seja você mesmo em qualquer situação. Não siga o fluxo cegamente esperando que as mudanças aconteçam magicamente diante dos seus olhos. Seja o que você quer ver no mundo. Seja amor onde quer que você vá. Doe-se sem esperar nada em troca. Seja verdadeiro consigo mesmo em todas as situações. Faça a sua parte, por mais que ninguém se importe ou que pareça não dar nenhum resultado. Ter a consciência tranquila é o suficiente. Desenvolva a empatia. Preocupe-se com o outro. Ofereça ajuda. No fim, nós é que somos os mais ajudados.

Somos nós que fazemos o presente e o futuro acontecer. Depende de cada um de nós a melhoria do nosso mundo, porque ela começa dentro de cada um.

Só conseguiremos fazer desse mundo um lugar melhor para se viver quando começarmos a nos transformar individualmente, dia após dia.

Reflexões sobre o tempo

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Ah o tempo… esse implacável! Nos faz crescer, viver, sofrer, envelhecer, amadurecer.

Alguns dizem que o tempo nem mesmo é real, mas como nos guiamos a todo momento por ele, creio ser importante refletirmos sobre seu significado em nossas vidas.

Primeiramente, o ontem. Acredito que nunca devemos nos prender ao passado. Devemos sim aprender lições e buscar não cometer os mesmos erros, mas nunca olhar pra trás com pesar ou nos considerando pessoas ruins pelo que fizemos ou deixamos de fazer. Afinal, a pessoa que fomos ontem não é a mesma que somos hoje, então de nada adianta olharmos para trás julgando nossos atos com os olhos do presente. Costumo sempre falar isso quando vejo pessoas próximas se atormentando por algo que fizeram ou deixaram de fazer. No final das contas a visão que temos hoje costuma ser bem diferente da que tínhamos anos, meses e, em alguns casos, até dias atrás.

E o agora? É só ele que de fato temos. Precisamos ser felizes no presente, dentro das circunstâncias em que nos encontramos, com o que somos e com o que temos. Por isso é tão importante buscarmos olhar de forma positiva para a vida. Por mais que não tenhamos controle sobre tudo que nos acontece, temos controle sobre nós mesmos e sobre como reagimos às circunstâncias – salvo em casos de doenças e questões psicológicas. Mas em condições normais de temperatura e pressão (hahah) podemos sofrer o que tivermos que sofrer, mas não precisamos nos entregar a isso. Podemos sim mudar a forma como nos sentimos. Você que está lendo esse texto provavelmente é tão privilegiado quanto eu pelo simples fato de poder fazer essas reflexões. Sorria 🙂

Por fim, o amanhã. Muitas pessoas que falam sobre a importância de viver no presente parecem não pensar muito sobre o futuro. Porém, acredito que parte de ser feliz no agora tem relação com o futuro: a motivação é algo que pode trazer felicidade no presente. Explico: é importante construirmos bases para o depois; trabalharmos pelo que virá; termos objetivos que nos motivem a seguir adiante e nunca estagnarmos. Seja na vida pessoal, profissional, espiritual… Mas precisamos sempre lembrar que podemos mudar de planos, que não somos estáticos. E que por mais que isso seja importante, não devemos nos permitir ficar ansiosos com o que virá a ponto de nos esquecermos de aproveitar os momentos.

Por isso precisamos estar sempre atentos pra não nos perdermos. Nem no passado e nem no futuro. Sigamos, então, aprendendo com o passado, sendo felizes no presente e construindo bases para o futuro que desejamos.

Namastê!

🙂