Algumas pessoas querem que você seja o mesmo para sempre

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NÃO DÊ OUVIDOS A ELAS!

Não importa se são seus pais, amigos, namorado ou namorada. Alguém sempre vai ter expectativas não atendidas em relação a você. O que importa mesmo é a sua consciência tranquila e a certeza de que é e busca cada vez mais ser a pessoa que quer ser.

Algumas pessoas querem que você se petrifique no tempo e seja a mesma pessoa eternamente. Mas ninguém é, e você não precisa atender ao que os outros esperam de você. Não é que você vai descartar tudo que te falarem, mas é preciso saber absorver o que é pertinente e o que não passa de frustração de quem tá do outro lado e não enxerga em você o que gostaria de enxergar.

Não existe mal algum em buscar novos horizontes e descobrir novos interesses. Que graça teria a vida se tudo fosse sempre do mesmo jeito? Existe algo em você que nunca vai mudar, aquilo que é a sua essência: eu tendo a acreditar que ela está naquilo que chamamos de caráter, tem a ver com a forma como você trata as pessoas à sua volta e a forma como você lida com as pedras no caminho.

Se você segue esta ou aquela seita religiosa (ou não segue nenhuma), o que importa mesmo é a sua fé. E fé não tem nem mesmo relação com acreditar em Deus, necessariamente. Tem muito mais relação com acreditar na vida e em tudo de bom que ela pode te trazer.

Se você gosta de filmes de terror hoje e de comédias românticas amanhã, qual é o problema? É assim que você expande horizontes e se descobre ao longo da vida. Nós não somos estáticos, não precisamos ficar agarrados sempre no mesmo lugar, fazendo e gostando sempre das mesmas coisas.

Isso não é não ter personalidade. Isso é apenas se permitir abrir ao novo. E quando você se abrir ao novo, esteja preparado: algumas pessoas vão estar com pedras na mão, e críticas na ponta da língua. Mas permaneça com as suas crenças e com as mudanças que você se permite fazer (você e ninguém mais). Isso com certeza vai atrair quem se assemelha a você e vai excluir quem não respeita seu modo de ser. Essa exclusão pode ser temporária e durar o tempo necessário para que essa pessoa perceba que você não está no mundo para ser do jeito que ela deseja, ou pode mesmo ser permanente. Mas isso só o tempo dirá.

No fim das contas, duas coisas importam mesmo na vida: as pessoas que ficam, que são aquelas que te respeitam e gostam de você pelo que é e não pelo que elas gostariam que fosse; e se você tem coragem de bancar as consequências de todas as suas escolhas sem exigir que o outro faça isso por você.

Namastê.

🙂

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Vídeo: Falando sobre minimalismo

Oi, gente! Tudo bem?

Ontem foi dia de vídeo novo lá no canal do blog! Dessa vez, falamos sobre minimalismo: o que é e quais as nossas experiências e vivências relacionadas a esse estilo de vida.

Segue a lista de blogs que abordam o minimalismo para vocês conhecerem e se inspirarem também:

Inspirações da semana [7]

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Olá, pessoas lindas!

Mais uma semana começa e estou eu aqui para trazer o que nos inspirou nos últimos dias 🙂

Espiem lá:

Façamos uma semana linda 😉

Equilíbrio

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Ultimamente muitas coisas têm chegado até mim para me mostrar o quanto o equilíbrio é essencial em todos os momentos da vida.

Sempre fui uma pessoa muito extremista. Sempre me considerei “ou 8 ou 80”. E sempre tive consciência disso, mas nunca me questionei quais consequências poderia me trazer a longo prazo.

Como já falei em outros posts aqui no blog, estou vivenciando um processo intenso de autoconhecimento, e sinto que cada vez mais estou me conhecendo e aceitando mais. Sinto que posso ser eu mesma e, principalmente, posso ser feliz sendo quem eu sou. Posso simplesmente ser, independente do que digam ou pensem. Porém, esse não é um processo fácil. Quando você se entrega a ele, vive momentos felizes, sim, de grandes descobertas que mudam a forma de enxergar a vida e tudo ao seu redor. Mas algumas coisas não são tão fáceis assim… e, para mim, ser tão extremista dificultou bastante o processo.

Desde a primeira vez que ouvi sobre a importância da serenidade pela Joanna de Ângelis e do “caminho do meio” de Buda, percebi que esse equilíbrio é o que traz a felicidade verdadeira. Estar serena diante das tristezas, mas também das alegrias, é o que nos permite aproveitar verdadeiramente tudo o que nos acontece, seja para o nosso crescimento ou para o mais puro deleite. Se estamos serenos e equilibrados, não criamos tantas expectativas com o que pode vir a acontecer no futuro. E, depois de muitas quedas e dificuldades, estou aprendendo que não criar expectativas nos torna muito mais felizes.

Não criar expectativas não significa ser indiferente ao que nos acontece, mas é o que nos permite viver as coisas do jeito que elas verdadeiramente são. Quando não criamos expectativas com algo que pode ou está para acontecer amanhã, na semana ou mês que vem, além de não nos sentirmos ansiosos e conseguirmos viver mais plenamente o presente, aconteça o que acontecer, conseguiremos tirar o máximo de proveito do que vier. Quando vivemos plenamente aquilo que nos acontece, podemos viver e compreender cada situação da forma como ela verdadeiramente é. Tristeza excessiva pelo que nos acontece ou pode acontecer nos leva a estados depressivos que nos paralisam diante da vida e nos fazem olhar as situações apenas com um olhar negativo, nos esquecendo de que em tudo há algo de positivo e de que podemos aprender muito com cada situação. Da mesma forma, a alegria e a expectativa excessivas por algo bom que já aconteceu ou está para acontecer, além de nos levar para o passado ou para o futuro, tirando-nos do nosso momento presente, tira-nos do nosso eixo e muitas vezes nos distanciamos de nós mesmos para vivenciarmos apenas aquela emoção.

E aí é que entra o equilíbrio: não devemos nos manter indiferentes diante da vida, mas, serenos e equilibrados, podemos entender e viver cada acontecimento da forma como ele verdadeiramente é, e não somente como se apresenta em sua aparência. Poderemos, assim, tirar o máximo de proveito de cada lição que vêm a partir das alegrias e das dores, compreendendo que nem sempre a vida vai nos trazer somente flores, mas também espinhos. E que são esses espinhos que nos permitirão crescer e nos tornarmos quem verdadeiramente queremos ser.

 

A parte difícil do autoconhecimento

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Hoje é praticamente “moda” esse tal de autoconhecimento. Não é por acaso que esse blog existe e temos (eu e Marina) vivenciado sempre o quanto é maravilhosa essa jornada.

Mas nesse momento decidi escrever sobre a parte da dor. Porque nem sempre é fácil. Porque às vezes a gente cansa e sente vontade de entregar os pontos. E aí a gente percebe que isso nem mesmo é possível, porque uma vez iniciada a caminhada, já não existe mais volta.

O autoconhecer-se implica em assumir responsabilidade pelo que nos acontece, pela forma como reagimos às situações e pelo que sentimos. E isso pode, sim, ser muito difícil.

De repente você se vê em uma situação em que sente raiva do outro, mas você já chegou num ponto da jornada em que sabe que o outro não te causa raiva e começa a analisar o que tem ali que te atingiu de forma que lhe trouxesse esse sentimento. Você não se permite apenas sentir, você precisa entender o que causou aquilo dentro de você.

E isso é importante, porque não é certo jogar pra cima do outro uma responsabilidade que, de fato, é nossa, e não dele. Mas ao mesmo tempo pode ser sufocante não nos permitirmos sentir.

Por vezes eu me vejo em situações em que começo a achar que não tenho “direito” de sentir determinadas coisas e isso traz uma sensação de estar presa dentro de mim mesma. Não tem sido fácil vivenciar isso tudo.

Mas como tudo pode trazer um aprendizado, tenho pensado que talvez a tônica seja “nem tanto ao mar, nem tando à terra”. Mais uma vez, equilíbrio é tudo. A ideia budista do caminho do meio tem feito cada dia mais sentido pra mim.

Como já disse no último texto que escrevi aqui pro blog, precisamos nos permitir sentir, precisamos nos permitir doer, mesmo que as vezes nem faça sentido. Mesmo que no fundo você saiba que não precisava ser daquele jeito. Estamos aqui aprendendo e só o fato de estarmos tentando diariamente nos conhecer e nos aprimorar já é uma vitória linda!

Deixa doer que também faz parte.

Namastê!

🙂

 

Inspirações da semana [5]

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Olá!

Hoje é dia de postar as nossas inspirações da semana que passou.

Seguem os links:

Boa semana pra vocês! 🙂

5 reflexões sobre ansiedade

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Oi, gente! Tudo bem?

No último vídeo que gravamos para o canal (se você ainda não assistiu, assista aqui), falamos sobre ansiedade. Citei essas 5 reflexões e decidi aprofundá-las nesse texto. Espero que gostem e que possa ser útil, auxiliando no controle e superação da ansiedade.

1. Você não é a sua ansiedade
Somos, ao longo da vida, muitas vezes rotulados pelas nossas características físicas ou de personalidade. Não é novidade que muitos de nós crescemos ouvindo as pessoas exaltarem os nossos defeitos, resumindo-nos a eles. E, com isso, acabamos introjetando a ideia de que somos apenas aquilo que dizem e definem sobre nós.
No entanto, possuímos também diversas outras características que grande parte das vezes não são percebidas pelas pessoas.

Com o tempo, começamos também a nos definir daquela forma. No meu caso, sempre me enxerguei como uma pessoa ansiosa. Mudar esse conceito era muito difícil e até doloroso, porque eu sentia que, deixando de ser ansiosa, deixaria de lado alguma coisa importante de mim, da minha personalidade, que chamava atenção e me diferenciava das outras pessoas.

Foi um longo processo, mas quando percebi que eu me sentia muito mais feliz estando em paz comigo mesma, vivendo uma vida mais simples, tranquila e livre da ansiedade (ou de grande parte dela), compreendi que estava me aproximando cada vez mais da minha essência, que não se resumia a uma pessoa ansiosa, mas com muitas outras características, negativas ou positivas. E, nesse processo, percebemos que isso é o que realmente importa: se conhecer verdadeiramente e estar em paz consigo mesmo, independentemente do que pensam ou esperam de você.

2. Aceite a sua ansiedade
Quantas vezes travamos uma luta interminável contra a ansiedade, como se fossemos capaz de vencê-la e eliminá-la das nossas vidas esbravejando, raivosos?
Lutar contra a ansiedade gera um ciclo vicioso: nos sentimos ansiosos e isso nos gera raiva; começamos a brigar com aquele sentimento e, quando percebemos, ele triplicou de tamanho. Você já passou por isso?
Depois de muito lutar contra a ansiedade, que tantas vezes me paralisou e me fez achar que eu poderia perder o controle, comecei a perceber que, acolhendo-a e buscando compreendê-la, ela era amenizada.

Temos uma tendência quase instintiva de brigar com aquilo que nos incomoda. Mas podemos mudar essa atitude criando um novo hábito.

Quando se sentir ansioso, tente acolher essa sensação, mesmo que de início te gere desconforto. Logo, ao contrário do que parecia inicialmente, você vai sentir que está se tranquilizando. Aproveite essa sensação para buscar a causa da ansiedade que você está vivendo naquele momento. Essa tranquilidade irá ajudar a entender o que você está passando.

3. Se conscientize do que te gera ansiedade
Esse ítem é uma extensão do anterior. Se tranquilizar internamente amplia a possibilidade de contato interior e consequentemente amplia a nossa visão do que estamos vivendo naquele momento.

Aproveite esse momento de tranquilidade para buscar o que está te gerando ansiedade. Mas não busque apenas uma resposta racional; tente também ouvir o seu coração. Aos poucos, repetindo frequentemente essa atitude, você irá começar a perceber o que desencadeia a sua ansiedade e buscará formas de superá-la.

4. Procure formas de aliviá-la a curto e a longo prazo
A ansiedade pode se manifestar de diversas formas. Às vezes vivemos grande parte das nossas vidas nos sentindo ansiosos, sem nenhuma consequência maior. Mas há aqueles que passam por crises de pânico, insônia, etc.

É importante buscar combater o problema em sua raiz, buscando as causas que fazem sentir assim. Mas é importante também conseguir manter o controle durante uma crise.

Uma técnica interessante é voltar a atenção à sua respiração. Perceba que, ansioso, você respira superficial e rapidamente. Se conscientize disso e tente, aos poucos, tranquilizar esse ritmo. Feche os olhos e se concentre nessa ação. Quando sentir que a respiração se tranquilizou, observe que a ansiedade também diminuiu.

A ansiedade nos liga ao futuro, enquanto a respiração consciente nos traz para o presente. Se possível, se atente aos sons ao seu redor, aos pés fixos no chão, e se sinta ali, vivendo apenas aquele momento. Isso trará um grande alívio.
A meditação é importante para nos trazer para o momento presente. Você pode meditar se conscientizando da sua respiração, ouvindo um mantra ou uma música que te tranquilize, lendo algo edificante… Enfim, volte o foco a algo que te faz bem e te traz tranquilidade. Isso também é meditar.

Essas técnicas podem te ajudar a combater a ansiedade momentaneamente e a longo prazo.

5. Tudo é o seu pensamento
Quando estamos ansiosos, especialmente durante uma crise, temos a sensação de que iremos perder o controle de tudo. Por isso é importante compreendermos que nós é que temos o controle do nosso corpo e dos nossos pensamentos.
Estando mais presente no dia-a-dia, você compreenderá que o controle está em VOCÊ, mesmo que nos momentos de crise pareça o contrário. Aliando esse hábito às técnicas de respiração e meditação, será mais fácil superar os momentos difíceis e as sensações ruins geradas pela ansiedade.