Equilíbrio

equilibrio

Ultimamente muitas coisas têm chegado até mim para me mostrar o quanto o equilíbrio é essencial em todos os momentos da vida.

Sempre fui uma pessoa muito extremista. Sempre me considerei “ou 8 ou 80”. E sempre tive consciência disso, mas nunca me questionei quais consequências poderia me trazer a longo prazo.

Como já falei em outros posts aqui no blog, estou vivenciando um processo intenso de autoconhecimento, e sinto que cada vez mais estou me conhecendo e aceitando mais. Sinto que posso ser eu mesma e, principalmente, posso ser feliz sendo quem eu sou. Posso simplesmente ser, independente do que digam ou pensem. Porém, esse não é um processo fácil. Quando você se entrega a ele, vive momentos felizes, sim, de grandes descobertas que mudam a forma de enxergar a vida e tudo ao seu redor. Mas algumas coisas não são tão fáceis assim… e, para mim, ser tão extremista dificultou bastante o processo.

Desde a primeira vez que ouvi sobre a importância da serenidade pela Joanna de Ângelis e do “caminho do meio” de Buda, percebi que esse equilíbrio é o que traz a felicidade verdadeira. Estar serena diante das tristezas, mas também das alegrias, é o que nos permite aproveitar verdadeiramente tudo o que nos acontece, seja para o nosso crescimento ou para o mais puro deleite. Se estamos serenos e equilibrados, não criamos tantas expectativas com o que pode vir a acontecer no futuro. E, depois de muitas quedas e dificuldades, estou aprendendo que não criar expectativas nos torna muito mais felizes.

Não criar expectativas não significa ser indiferente ao que nos acontece, mas é o que nos permite viver as coisas do jeito que elas verdadeiramente são. Quando não criamos expectativas com algo que pode ou está para acontecer amanhã, na semana ou mês que vem, além de não nos sentirmos ansiosos e conseguirmos viver mais plenamente o presente, aconteça o que acontecer, conseguiremos tirar o máximo de proveito do que vier. Quando vivemos plenamente aquilo que nos acontece, podemos viver e compreender cada situação da forma como ela verdadeiramente é. Tristeza excessiva pelo que nos acontece ou pode acontecer nos leva a estados depressivos que nos paralisam diante da vida e nos fazem olhar as situações apenas com um olhar negativo, nos esquecendo de que em tudo há algo de positivo e de que podemos aprender muito com cada situação. Da mesma forma, a alegria e a expectativa excessivas por algo bom que já aconteceu ou está para acontecer, além de nos levar para o passado ou para o futuro, tirando-nos do nosso momento presente, tira-nos do nosso eixo e muitas vezes nos distanciamos de nós mesmos para vivenciarmos apenas aquela emoção.

E aí é que entra o equilíbrio: não devemos nos manter indiferentes diante da vida, mas, serenos e equilibrados, podemos entender e viver cada acontecimento da forma como ele verdadeiramente é, e não somente como se apresenta em sua aparência. Poderemos, assim, tirar o máximo de proveito de cada lição que vêm a partir das alegrias e das dores, compreendendo que nem sempre a vida vai nos trazer somente flores, mas também espinhos. E que são esses espinhos que nos permitirão crescer e nos tornarmos quem verdadeiramente queremos ser.

 

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2 comentários sobre “Equilíbrio

  1. Esse texto bate muito com as ideias de Bagavah Gita de Krishna. Tenho ctz que você iria adorar ler!
    Quando não conseguir evitar estar em um dos extremos do pendulo, tente fazer uma sintese. Uma mistura de um lado com o outro para criar uma terceira opção nova, isso tbm é manifestação de equilibrio.

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