[VÍDEOS] Trocando ideias: crises existenciais e como lidar melhor com elas

Oi, gente! Como vocês estão?

Hoje venho trazer dois vídeos que postamos semana passada e essa semana no nosso canal do YouTube.

No primeiro falamos um poucos sobre crises existenciais, demos nossos pitacos sobre porque elas acontecem e etc.

 

No segundo demos algumas dicas, a partir da nossa experiência, para lidar melhor com essas crises.

 

Venham assistir! 🙂

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A vida não é linear

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Você nasce, cresce um pouquinho e entra na escola, sai da escola para a faculdade, forma, encontra a pessoa que você ama, casa-se com ela e sai da casa de seus pais para construir a sua vida, daí você vive pra trabalhar, ganhar mais e mais dinheiro e juntar patrimônio. Algumas pessoas pensam que assim deve ser a vida, uma linha do tempo com pontos pré-determinados. Mas aí você morre e poucas dessas coisas continuam tendo importância.

Bom, sou obrigada a discordar. A vida é muito mais rica e complexa do que isso. A vida é plena de possibilidades e só quem sabe o próprio momento de agir é a pessoa que vive. Ninguém mais sabe. E a pessoa pode cometer erros, achar que um momento é certo quando não é tanto assim (e tá tudo bem), mas é por isso que temos sempre que assumir as consequências dos nossos atos, sejam elas boas ou ruins. A gente cresce com ambas e sempre é possível recomeçar.

A sociedade nos impõe modelos para tudo. Inclusive modelos para vivermos. Mas isso não significa que temos que seguir esses modelos e nem que eles são os melhores para nós. Na verdade, no meu ponto de vista, em grande parte das vezes os modelos a nós impostos não servem pra nada além de nos limitar.

Não sei vocês, mas eu não quero me encaixar numa gaveta predefinida que diz como devo ser e o que devo fazer. Eu quero ser feliz e felicidade vai muito além do que acham por aí que é bom pra nós. Felicidade vem de dentro e só nós podemos saber o que é melhor pra nós. E na pior das hipóteses, caso façamos uma escolha não muito boa, é só assumirmos as consequências e recomeçarmos. Não é tão difícil assim.

Namastê!

🙂

Ser

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Você já experimentou alguma vez, por alguns instantes, apenas ser?

Quantas vezes vivemos uma vida exterior, buscando o nosso lugar no mundo por meio de ações que não nos representam, em espaços que não nos sentimos bem, atuando em papéis sociais padronizados, para sermos aceitos pelos outros?

Há algumas semanas li um texto que dizia que sem a nossa existência o universo estaria incompleto, porque estamos existindo, cada um, de uma forma peculiar. Agimos da forma como só nós poderíamos agir, exatamente no lugar aonde deveríamos estar.

Essa foi a melhor definição que já li até hoje. Porque nos esquecemos de que somos interdependentes. Somos parte essencial desse todo que compõe o universo e estamos exatamente aonde deveríamos estar, ocupando o lugar predestinado para nós. Por isso, estamos no lugar certo e na hora certa, fazendo exatamente o que deveríamos fazer.

Nos preocupamos tanto em estar sempre ativos e atuantes socialmente, e acreditamos, grande parte das vezes, que essas ações devem ser praticadas para conquistarmos destaque em nossa vida social, profissional e pessoal. Quantas vezes não olhamos para a vida de alguém próximo a nós e nos comparamos a ele, diminuindo a nós e o sentido da nossa existência?

Por que não voltamos a nossa energia para o nosso interior, para existirmos em nosso próprio lugar, sendo quem nós realmente somos?

Às vezes, fatores exteriores nos trazem felicidade: é o emprego dos sonhos que conquistamos, a casa que, depois de tantos anos de trabalho, conseguimos investir, o relacionamento que finalmente deu certo… E são, sim, alegrias que devem ser aproveitadas. Se nos atentarmos, a vida é repleta de pequenas alegrias que nos dão força para continuarmos correndo atrás do que queremos conquistar.

Mas você já experimentou simplesmente ser feliz em sua existência particular?

Essa felicidade vem de dentro. Ela já existe, simplesmente pelo fato de existirmos e sermos quem somos. Porque somos peça fundamental para o funcionamento desse todo, mas muitas vezes não temos consciência disso.

Por muito tempo acreditei que as verdadeiras alegrias estavam no exterior que me cerca, mas hoje eu aprendi que ser feliz não custa nada. Basta apenas que eu seja em minha própria existência.

Muitas vezes, me atentei apenas ao que era externo, desligada de mim mesma. Meditei ouvindo os pássaros cantando, uma música relaxante… e por vezes ainda uso esses suportes. Mas hoje, o que me traz plenitude é deitar em meu tapete, em uma posição confortável, e apenas ser. Ser, além de tudo que me cerca, que me define, que me enquadra socialmente. Ser, além das expectativas que deposito em mim, das cobranças que a mente me traz, do que os outros conquistaram e eu “deveria” ter. E, sendo, eu posso real e finalmente ocupar o meu lugar e fazer a diferença que por tantos anos eu busquei fora de mim.

Hoje, tenho a clareza de que nenhum dos nossos sonhos está abandonado, porque somos parte essencial de um universo que conta conosco para que as coisas fluam da forma como têm que ser.

Portanto, experimente por alguns instantes apenas ser. Ser sem rótulos, preconceitos e padrões. Respire e seja. .

Aquiete a mente e volte toda a sua atenção para você. Volte as suas energias, tantas vezes depositada no exterior, para você. Aprecie a sua companhia, o estar presente no aqui e no agora. Sinta a leveza de ser quem você é. E o mais importante: guarde em você essa sensação e leve-a para o seu dia a dia, para cada relacionamento e cada situação.

Apenas sendo, nós estamos contribuindo imensamente para a nossa e para a harmonia do todo que nos cerca.

 

Pare de se lamentar

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O texto que vou escrever hoje é, em primeiro lugar, pra mim mesma.

Dito isso, podemos começar.

Tenho passado por muitos momentos de crise recentemente. E em relação à todas as áreas da minha vida. Por conta disso sinto que acabei caindo no ciclo da reclamação. Comecei a falar mais sobre problemas e a mergulhar dentro deles de forma que comecei a me “afogar”.

Além disso, como todos passamos por dificuldades, essa se tornou a pauta da maioria das minhas conversas com amigos e com pessoas próximas. Comecei a ter a sensação de que está todo mundo mal mesmo, que o mundo está todo errado e não tem mais jeito. Só que quando digo “mal”, não é apenas isso: é fudido mesmo, comendo o pão que o diabo amassou. Talvez as pessoas tenham aumentado o próprio sofrimento ou eu mesma tenha enxergado o que elas falam de maneira maior do que a realidade se apresenta.

Comecei a me desesperar inclusive com o sofrimento dos outros. Me sentia mal por estar de mãos atadas e não poder “salvar” meus amigos. Me sentia paralisada diante de diversas situações que eles passavam e que eu simplesmente não era capaz de compreender plenamente. Fiquei sufocada dentro da minha própria vida e das minhas relações.

Até que resolvi que precisava parar. Precisava rever tudo. Tirar toda a bagunça que existe dentro de mim, buscar perceber o que tudo isso quer me ensinar, e começar a tirar a poeira e colocar as coisas no lugar.

Nesse processo (e com a ajuda do meu analista), me dei conta de que não é bem assim. Não está todo mundo fudido. Todos temos problemas sim, todos temos motivos para sofrer de alguma forma, mas é isso que é a vida. E felizmente é assim. Se fosse um “mar de rosas” não cresceríamos. E não sei vocês, mas acredito que estamos aqui para melhorarmos cada vez mais.  Lapidarmos quem somos e buscarmos nos tornar nossa melhor versão.

E tem mais uma coisa muito importante nisso tudo: aquilo que focamos parece tomar uma dimensão muito maior. Se estamos mal e colocamos todo o foco da nossa vida nisso, só conversamos sobre isso, parece realmente que está todo mundo no mesmo barco. Mas não é bem assim: é como quando você quer comprar um carro, por exemplo, e de repente todas as pessoas da sua cidade parecem ter o mesmo carro. Isso acontece porque damos tanta atenção a isso, que todos os outros carros (ou situações de vida das pessoas) se tornam invisíveis para nós.

E é incrível como a mudança pode partir de nós. Da noite para o dia eu resolvi mudar o foco. O tom das minhas conversas mudou, a minha própria visão sobre a vida e o sofrimento se modificou, comecei a assistir outras coisas, buscar outras leituras e estou me sentindo muito mais leve. Não me sinto sufocada por todas essas questões.

Isso não significa que estou jogando o lixo pra debaixo do tapete. Estou apenas aceitando que é esse o meu momento e que não preciso me definir por ele. É importante, sim, conversar sobre o que incomoda, sobre onde o calo dói, mas não precisa ser assim o tempo todo.

Aliás, acredito que quanto mais a gente fala, mais toda dor ganha força sobre nós, toma uma dimensão maior. É importante estarmos atentos a isso também. E sabermos com quem falar. Nem todos vão nos entender, nem todos vão saber como nos ajudar. E também não temos o direito de sufocar as pessoas com nossas questões e exigir que elas nos salvem.

Essa foi uma reflexão que me doeu, mas que valeu a pena ser feita. O que vocês pensam sobre isso tudo? Como se comportam nos momentos de crise? Gostaria muito de saber, me contem nos comentários.

Namastê!

🙂

Inpirações da semana [9]

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Oi gente, tudo bem?

Hoje é dia de inspirações!

Vejam quanta coisa linda:

Ótima semana para nós 🙂

Como podemos agir diante de uma decisão difícil?

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Muitas vezes, diante de uma decisão difícil, nos sentimos perdidos, sem saber por onde caminhar e quais escolhas tomar. Nossa cabeça parece um turbilhão, cheia de pensamentos desconexos e com possibilidades desabrochando a todo momento.

Nos sentimos ansiosos e nossa energia é reduzida, gerando cansaço e mal estar. Nos sentimos constantemente esgotados. Como uma bola de neve, uma coisa vai gerando outras: a ansiedade de ter que tomar uma decisão gera mais ansiedade, angústia, e assim por diante.

Como lidar com tudo isso? Como agir quando não sabemos qual rumo devemos tomar?

Em primeiro lugar, respire. Muitos de nós não conhece a importância da respiração. Pare alguns minutos e se atente a ela, simplesmente. De início, os pensamentos continuarão insistentes, mas não desista e continue respirando calmamente, até sentir o seu corpo relaxar. Aos poucos você se sentirá mais tranquilo e consciente.

Então, analise as possibilidades. E, para isso, nada melhor do que colocá-las em um papel. Escreva os prós e os contras da decisão que você pretende tomar. Colocando as ideias no papel, ficará mais fácil conhecer as possibilidades sem muitos julgamentos e analisar cada uma delas detalhadamente.

Sinta a sua escolha. Não decida apenas racionalmente; busque escutar também escutar o seu coração. O equilíbrio entre o coração e a mente é fundamental para que façamos escolhas mais adequadas ao que buscamos. Ao entrar em contato com você mesmo e com o que verdadeiramente sente e deseja, você sentirá a leveza de estar no caminho certo.

Abandone o medo de falhar. Na maior parte das vezes, o que mais nos bloqueia é o medo. Temos medo de errar, de nos arrepender e de sermos criticados por isso. Ninguém escolhe querendo errar, mas se acontecer, tudo bem também! É somente arriscando que podemos sair da nossa zona de conforto.

Além disso, nos esquecemos de que todos somos seres falíveis e imperfeitos. Nos esquecemos também de que temos todo o potencial para sermos melhores, e são exatamente os erros que nos permitem refletir sobre as nossas condutas e, assim, buscarmos nos melhorar.

Toda escolha demanda uma renúncia, mas isso não significa que você escolheu equivocadamente. Muitas vezes olhamos para trás e nos cobramos, arrependidos das escolhas que fizemos. Mas é importante que não nos esqueçamos de que tudo é aprendizado. Se você fez uma escolha e se arrependeu, analise o que ela te trouxe de bom: experiências, aprendizados, superações. Olhando pelo lado bom, você sempre encontrará as razões exatas para aquela escolha que antes considerava equivocada.

Se arrependeu? Sempre é tempo de recomeçar! A vida é constante movimento, e os aprendizados que temos com as nossas experiências são sempre úteis para as nossas próximas vivências. Portanto, aprender a valorizar aquilo que aprendemos diante de uma escolha que não ocorreu da forma como imaginamos nos dá mais força e coragem para enfrentar os próximos desafios. Somente com os erros é possível amadurecer.

E é aí que está a importância do tão falado autoconhecimento: vivendo a vida de forma mais consciente, somos capazes de avaliar e compreender as nossas escolhas e atitudes, evitando julgamentos e cobranças e buscando melhorar sempre. Quando conseguimos compreender que todas as coisas têm uma razão e um momento certo para acontecer, e que muitas delas não dependem apenas de nós, conseguimos levar a vida com mais leveza e determinação e com menos arrependimentos, cobranças e sentimentos negativos.