Inspirações da semana [35]

tumblr_n7yjafVKls1r2q9tyo1_1280

Oi, gente linda! Tudo bem com vocês?

Hoje é dia de compartilharmos as nossas inspirações!

Boas leituras e bom restinho de semana! 😉

Anúncios

Minimalismo no dia-a-dia

minimalismo-2

Há algum tempo atrás fiz um post aqui no blog contando um pouco sobre as minhas experiências relacionadas ao Minimalismo. Nesse post, falei também sobre como o Minimalismo surgiu na minha vida e o quanto me ajudou a ser uma pessoa melhor.

Hoje, alguns anos depois, tenho ainda – e cada vez mais – o Minimalismo como um norte. Vim, então, compartilhar com vocês algumas coisas que mudaram nesse tempo, depois de ler, estudar e praticar sempre mais essa filosofia de vida.

Minimalismo nos gastos. Hoje posso dizer que aderi ao Minimalismo no que diz respeito aos meus gastos, mudando a forma como controlo as minhas finanças. Em vez de anotar tudo aquilo que gasto no mês, planejo antecipadamente os meus gastos. Separo mensalmente uma quantia fixa para cada área da minha vida e também para aquilo que já sei que vou precisar gastar naquele mês. Por exemplo: passagens de ônibus para o trabalho, cuidados estéticos, reposição de produtos que estejam acabando e alguma coisa que precise comprar, como um presente de aniversário ou uma roupa nova que esteja precisando. Planejar os gastos com antecedência nos permite ter maior controle do nosso dinheiro. Quando apenas anotamos os gastos ao fim do mês, o dinheiro nos domina; dessa forma, nós o dominamos. Isso vale também para planejamentos a longo prazo. Planejar o ano com antecedência, sabendo o que vai ser necessário em cada mês, é uma forma de economizar.

Penso sempre duas vezes antes de comprar qualquer coisa, por menor que seja. Me faço questionamentos como: “Eu realmente preciso disso?” “Posso viver sem isso agora?” “Por que isso é necessário para mim?” “Posso encontrar esse produto em um outro lugar por um preço melhor?” E, na maior parte das vezes, deixo de comprar aquilo que queria naquele momento. Muitas vezes temos o impulso de comprar alguma coisa, seja por velhos hábitos de consumo ou por um ímpeto de vontade. Nos maravilhamos com algum produto e sentimos que precisamos daquilo ali, naquela hora. Mas até que ponto essa é uma necessidade real? Fazer essas reflexões me permitiu diminuir os meus gastos e fazer uma pequena poupança. Além de ter um dinheiro reservado como garantia, essa poupança me permite dar preferência para comprar à vista e, com isso, compro muitas vezes com desconto. E somente com o planejamento anual e mensal isso se tornou possível.

Carregar pesos desnecessários (materiais ou não). Desde que conheci o Minimalismo, tenho me trabalhado incansavelmente para deixar de lado pesos desnecessários. Isso se refletiu material e emocionalmente. No dia-a-dia, levo na minha bolsa apenas aquilo que necessito: não uso mais carteira, apenas uma bolsinha onde levo o meu dinheiro e cartão de débito e um porta documentos; minha necessaire, que antes era cheia de maquiagens, hoje tem apenas pasta e escova de dentes, um absorvente e um batom; dou preferência para comprar livros em PDF ou epub para que, em vez de carregá-los, eu leve o meu leitor digital (tenho um LEV da Saraiva), o que diminuiu significativamente o peso. Antes eu adorava dizer que “carregava a casa na bolsa”. Hoje me sinto feliz quando vejo que sobra muito espaço não só na minha bolsa, mas também no meu guarda-roupa, na minha estante, no meu criado, etc.

Além dos pesos materiais, me trabalho diariamente para abolir de vez os pesos emocionais. Percebi que guardar mágoa e rancor de pessoas que me fizeram mal algum dia traz pesos enormes que atrapalham a caminhada e que, muitas vezes, nos deixam estagnados. Buscar compreender as pessoas, me esforçando por enxergar as situações pelos dois lados, foi a melhor atitude que tomei nesse sentido, porque me aproximou cada vez mais da prática do perdão. Perdoar torna a vida mais leve e tranquila.

Planejamento anual, mensal, semanal e diário e métodos de gestão do tempo. Desde que entendi o conceito de Minimalismo, percebi que precisava gerir melhor o meu tempo para tirar mais proveito de cada momento. Por isso, esse ano decidi comprar um Planner para me organizar (falei mais detalhadamente sobre isso nesse post aqui). Além de conseguir organizar melhor as minhas atividades, consigo gerir muito bem o meu tempo para cada uma, tornando-as mais proveitosas. Para me ajudar nisso, aderi também à técnica Pomodoro, especialmente para estudar, e percebi uma grande melhora no meu rendimento. Essa técnica consiste em se dedicar exclusivamente a uma atividade, sem interrupções, durante um determinado tempo (no meu caso, aumentei gradativamente: comecei com 45 minutos e cheguei até 1 hora, que hoje considero que seja o tempo ideal para mim) e, ao fim desse tempo, durante 10 minutos, se desligar completamente dela. Hoje, durante essa hora, me desconecto das redes sociais e do celular, e com isso percebi que a minha concentração aumentou consideravelmente.

Minimalismo e Slow Living. Viver uma vida mais devagar, tirando proveito de cada momento como uma experiência única é a base do Slow Living. Buscar uma rotina mais devagar em um mundo que valoriza a rapidez tem sido o que me permite viver os meus dias com mais serenidade. Aliado ao Minimalismo, ele me permite priorizar o essencial e viver cada momento imersa no presente, no aqui e agora, que é o único momento que efetivamente temos. Isso reduziu muito a minha ansiedade e me permitiu ressignificar o meu passado e, consequentemente, me amar e me aceitar mais.

O Minimalismo, aliado às minhas práticas espirituais como yoga, meditação e estudos espíritas, além do desenvolvimento pessoal, tem me permitido viver cada vez mais uma vida mais leve e tranquila, aproveitando e vivendo presententemente cada momento, vendo-os como grandes oportunidades de aprendizado.

E você, já conhecia o Minimalismo? Como o aplica na sua vida? 🙂

Que tal pensarmos sobre privilégios?

Hoje é domingo e, pra minha sorte, tenho a oportunidade de estar aqui em frente ao computador pra compartilhar minhas ideias com vocês.

E a verdade é que muitas pessoas não teriam essa oportunidade.

Enquanto temos um teto, uma cama e um prato de comida, alguns lutam diariamente pra conseguir esse mínimo. E isso me faz pensar no quanto somos privilegiados e não nos damos conta disso.

É muito fácil se falar em fazer o que ama, ir em busca dos seus sonhos, ser minimalista, ser vegetariano e mais um tanto de coisas que eu mesma busco e “defendo” quando temos esta ESCOLHA.

Mas é importante lembrarmos que não podemos jogar essas escolhas no colo de quem não pode nem mesmo refletir sobre fazê-las ou não. Acho uma baita crueldade esquecermos disso e agirmos como se fosse fácil pra todo mundo.

Pra algumas pessoas a vida é bem mais dura do que é pra você e pra mim. Não negligenciemos essas outras realidades.

Nem sempre querer é o suficiente. Lembre-mo-nos disso sempre que estivermos prontos a “julgar” realidades tão diferentes das nossas…

 

Ps: Eu tinha uma imagem perfeita pra esse post, mas não consegui encontrá-la por nada…

Inspirações da semana [33]

maxresdefault

Oi, gente! Como vocês estão?

Vamos às inspirações da semana!

Boa semana! 😉

Ikigai – o estilo de vida japonês para a felicidade

istock_33017982_xxxlarge

Conheci recentemente o conceito de Ikigai e fiquei encantada com tudo o que o envolve. Por isso, quero compartilhar com vocês algumas das minhas pesquisas e reflexões.

Curiosos com a longevidade existente em uma pequena aldeia de Okinawa, uma ilha no sul do Japão, onde grande parte dos seus habitantes vivem por mais de cem anos, alguns pesquisadores foram até o local conhecer mais sobre a cultura e o comportamento dessas pessoas.

É interessante considerar que nessa ilha foram perdidas 200.000 pessoas na segunda guerra mundial.

Existe uma expressão local que diz: “trate a todos como se fossem seus irmãos, mesmo que seja a primeira vez que os conheceu”.

Além disso, ter um propósito de vida, viver com calma, viver uma vida em comunidade, praticando o trabalho em equipe, cuidar das amizades, ter uma alimentação leve, descansar adequadamente e praticar exercícios são importantes fatores para uma vida com mais qualidade. Mas, acima de tudo isso, está a alegria de viver que impulsiona seguir celebrando cada novo amanhecer.

Esses “supercentenarios” consideram essencial o contato constante com a natureza para que se recarregue as baterias da alma. Assim como agradecer, viver o momento presente e praticar a resiliência – e é aí que entra o Ikigai.

Resiliência é a capacidade de superar as adversidades e recuperar o sentido da vida. É uma atitude para que nos mantenhamos focados no que é verdadeiramente importante na vida e não no que é urgente, sem nos deixarmos levar por emoções negativas, sabendo que é necessário flexibilidade, capacidade de se adaptar a mudanças e fatalidades do destino.

Ikigai é uma palavra japonesa que significa “a razão de ser”. Os japoneses acreditam que todos carregamos o Ikigai dentro de nós e é essencial descobri-lo, torná-lo nosso e carregá-lo como bandeira, porque assim poderemos nos comprometer conosco mesmos para enfrentarmos qualquer dificuldade.

Ele nos ajuda a recuperar a vontade, o ânimo, a motivação para viver melhor. Boa parte dos nossos transtornos afetivos apresentam uma boa melhora quando nos comprometemos conosco mesmos fazendo aquilo que gostamos e nos identificamos, porque o conjunto de crenças positivas e pensamentos são mais fortes do que as crenças limitantes e os medos.

Os japoneses dizem que devemos ser como guerreiros corajosos que cumprem um objetivo específico: manter a nossa integridade e afinidade com a nossa própria essência.

Segundo Sebastian Marashall, estudioso do conceito, descobrindo o nosso próprio Ikigai, estaremos cientes do nosso próprio potencial.

É necessário parar de adiar os objetivos que acalmam a nossa alma, as necessidades, prazeres e paixões que nos identificam  e poderiam definir o nosso estilo de vida.

O Ikigai é um estilo de vida e deve ser vivido no aqui e agora. Ao entrarmos em contato conosco mesmos e descobrirmos o que nos traz felicidade, seremos mais felizes. Muitas vezes temos objetivos e metas que não são próprios, mas que vem de uma sociedade que nos impregnou com valores que não são nossos. O peso das instituições sociais das quais fazemos parte nos definem de uma forma que nem sempre estamos conscientes.

Temos talentos e habilidades próprias que devemos colocar em prática e nunca devemos parar de fazer aquilo que amamos e nos faz sentir vivos, independentemente da nossa idade ou estado físico. Devemos investir o nosso tempo para fazermos as nossas atividades cada vez melhor, gerando energia para o nosso dia a dia.

Assim é o Ikigai:

Ikigai

 

O que temos feito com os nossos sonhos? Estamos sendo resilientes diante das dificuldades? Como temos levado a nossa vida? Estamos vivendo no aqui e agora, de acordo com o que acreditamos e carregamos em nossa essência?

O conceito do ikigai me levou a refletir bastante sobre como tenho levado a minha vida. Viver dentro da minha realidade sem deixar de lado a minha essência tem sido um dos maiores aprendizados dos últimos dias, e essa filosofia de vida contribuiu muito para as minhas reflexões e vivências!

Espero que o mesmo aconteça a vocês. 🙂

Inspirações da semana [32]

3bce6a77c80dc9419ddfd4bbe703241c

Oi, gente linda! Como vocês estão?

Vamos nos inspirar? 🙂

Bom restinho de semana! 😉

A linha tênue que separa o auto-amor e a auto-aceitação da autossabotagem

Imagem relacionada

Algumas semanas atrás comecei um sadhana de 21 dias (aqui, entenda a palavra como uma prática diária espiritual) que consistia em fazer uma meditação ativa específica de 45 minutos.

Nos primeiros dias estava tudo bem. Até que comecei a sentir raiva. Dos sons, dos movimentos, de quase tudo. Comecei a me questionar o que aquilo significava e se eu deveria mesmo permanecer em uma prática que estava aparentemente me fazendo mal.

Então eu parei. Troquei de meditação e reiniciei os 21 dias. Agora, estou recitando um mantra específico 108 vezes. Dura bem menos do que 45 minutos. E eu voltei pra minha zona de conforto. A verdade é que não existe muita dificuldade para mim em sentar e recitar este mantra (que por sinal é um dos que mais gosto).

Para algumas pessoas pode parecer apenas que eu fiz uma escolha que me deixou mais confortável. Mas quem foi que disse que meditação é pra te deixar mais confortável? Não é. E meditação também não é para “relaxar”.

“Se você sente muita resistência à meditação isso significa simplesmente que no fundo sua mente está alerta a algo que pode acontecer e mudar toda a sua vida. Você tem medo de renascer (…). Meditar nada mais é do que tentar limpar o seu ser, tentar se tornar novo e jovem, tentar ficar mais vivo e mais alerta. Se você tem medo da meditação é porque você tem medo da vida”. (Osho – A música mais antiga do universo)

O que isso quer dizer? Que algo realmente poderia sair daquele sadhana. Inclusive descobri porque sentia raiva. Vi que algumas coisas que decidi logo depois desses poucos dias iniciais vieram como consequência dessa meditação específica.

E é por isso que estou aqui compartilhando essa experiência com vocês. Porque percebi que nem sempre aceitar algumas coisas em nós significa nos amarmos. Algumas vezes significa apenas que preferimos permanecer na nossa zona de conforto, onde já estamos acostumados a estar e onde nada muda.

Por isso quanto mais o tempo passa, mais aumenta minha certeza de que precisamos sempre buscar o autoconhecimento, porque é apenas através dele que vamos perceber se nossa atitude diante de determinadas situações é sinal de auto-aceitação e auto-amor ou se é apenas autossabotagem.

Você já passou por alguma situação que te fizesse pensar sobre isso? Conta nos comentários.

Namastê!

🙂