Minimalismo no dia-a-dia

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Há algum tempo atrás fiz um post aqui no blog contando um pouco sobre as minhas experiências relacionadas ao Minimalismo. Nesse post, falei também sobre como o Minimalismo surgiu na minha vida e o quanto me ajudou a ser uma pessoa melhor.

Hoje, alguns anos depois, tenho ainda – e cada vez mais – o Minimalismo como um norte. Vim, então, compartilhar com vocês algumas coisas que mudaram nesse tempo, depois de ler, estudar e praticar sempre mais essa filosofia de vida.

Minimalismo nos gastos. Hoje posso dizer que aderi ao Minimalismo no que diz respeito aos meus gastos, mudando a forma como controlo as minhas finanças. Em vez de anotar tudo aquilo que gasto no mês, planejo antecipadamente os meus gastos. Separo mensalmente uma quantia fixa para cada área da minha vida e também para aquilo que já sei que vou precisar gastar naquele mês. Por exemplo: passagens de ônibus para o trabalho, cuidados estéticos, reposição de produtos que estejam acabando e alguma coisa que precise comprar, como um presente de aniversário ou uma roupa nova que esteja precisando. Planejar os gastos com antecedência nos permite ter maior controle do nosso dinheiro. Quando apenas anotamos os gastos ao fim do mês, o dinheiro nos domina; dessa forma, nós o dominamos. Isso vale também para planejamentos a longo prazo. Planejar o ano com antecedência, sabendo o que vai ser necessário em cada mês, é uma forma de economizar.

Penso sempre duas vezes antes de comprar qualquer coisa, por menor que seja. Me faço questionamentos como: “Eu realmente preciso disso?” “Posso viver sem isso agora?” “Por que isso é necessário para mim?” “Posso encontrar esse produto em um outro lugar por um preço melhor?” E, na maior parte das vezes, deixo de comprar aquilo que queria naquele momento. Muitas vezes temos o impulso de comprar alguma coisa, seja por velhos hábitos de consumo ou por um ímpeto de vontade. Nos maravilhamos com algum produto e sentimos que precisamos daquilo ali, naquela hora. Mas até que ponto essa é uma necessidade real? Fazer essas reflexões me permitiu diminuir os meus gastos e fazer uma pequena poupança. Além de ter um dinheiro reservado como garantia, essa poupança me permite dar preferência para comprar à vista e, com isso, compro muitas vezes com desconto. E somente com o planejamento anual e mensal isso se tornou possível.

Carregar pesos desnecessários (materiais ou não). Desde que conheci o Minimalismo, tenho me trabalhado incansavelmente para deixar de lado pesos desnecessários. Isso se refletiu material e emocionalmente. No dia-a-dia, levo na minha bolsa apenas aquilo que necessito: não uso mais carteira, apenas uma bolsinha onde levo o meu dinheiro e cartão de débito e um porta documentos; minha necessaire, que antes era cheia de maquiagens, hoje tem apenas pasta e escova de dentes, um absorvente e um batom; dou preferência para comprar livros em PDF ou epub para que, em vez de carregá-los, eu leve o meu leitor digital (tenho um LEV da Saraiva), o que diminuiu significativamente o peso. Antes eu adorava dizer que “carregava a casa na bolsa”. Hoje me sinto feliz quando vejo que sobra muito espaço não só na minha bolsa, mas também no meu guarda-roupa, na minha estante, no meu criado, etc.

Além dos pesos materiais, me trabalho diariamente para abolir de vez os pesos emocionais. Percebi que guardar mágoa e rancor de pessoas que me fizeram mal algum dia traz pesos enormes que atrapalham a caminhada e que, muitas vezes, nos deixam estagnados. Buscar compreender as pessoas, me esforçando por enxergar as situações pelos dois lados, foi a melhor atitude que tomei nesse sentido, porque me aproximou cada vez mais da prática do perdão. Perdoar torna a vida mais leve e tranquila.

Planejamento anual, mensal, semanal e diário e métodos de gestão do tempo. Desde que entendi o conceito de Minimalismo, percebi que precisava gerir melhor o meu tempo para tirar mais proveito de cada momento. Por isso, esse ano decidi comprar um Planner para me organizar (falei mais detalhadamente sobre isso nesse post aqui). Além de conseguir organizar melhor as minhas atividades, consigo gerir muito bem o meu tempo para cada uma, tornando-as mais proveitosas. Para me ajudar nisso, aderi também à técnica Pomodoro, especialmente para estudar, e percebi uma grande melhora no meu rendimento. Essa técnica consiste em se dedicar exclusivamente a uma atividade, sem interrupções, durante um determinado tempo (no meu caso, aumentei gradativamente: comecei com 45 minutos e cheguei até 1 hora, que hoje considero que seja o tempo ideal para mim) e, ao fim desse tempo, durante 10 minutos, se desligar completamente dela. Hoje, durante essa hora, me desconecto das redes sociais e do celular, e com isso percebi que a minha concentração aumentou consideravelmente.

Minimalismo e Slow Living. Viver uma vida mais devagar, tirando proveito de cada momento como uma experiência única é a base do Slow Living. Buscar uma rotina mais devagar em um mundo que valoriza a rapidez tem sido o que me permite viver os meus dias com mais serenidade. Aliado ao Minimalismo, ele me permite priorizar o essencial e viver cada momento imersa no presente, no aqui e agora, que é o único momento que efetivamente temos. Isso reduziu muito a minha ansiedade e me permitiu ressignificar o meu passado e, consequentemente, me amar e me aceitar mais.

O Minimalismo, aliado às minhas práticas espirituais como yoga, meditação e estudos espíritas, além do desenvolvimento pessoal, tem me permitido viver cada vez mais uma vida mais leve e tranquila, aproveitando e vivendo presententemente cada momento, vendo-os como grandes oportunidades de aprendizado.

E você, já conhecia o Minimalismo? Como o aplica na sua vida? 🙂

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4 comentários sobre “Minimalismo no dia-a-dia

  1. Olá Marina!
    Eu neste momento, tenho 2 motivações para aplicar o minimalismo: uma, porque realmente me identifico com este estilo de vida e, outra, porque realmente compensa em termos financeiros. O meu sonho é, um dia, poder ser minimalista única e exclusivamente pela 1ª razão 🙂
    Como aplico o minimalismo hoje? Não o aplico de forma muito consciente mas, de facto, acabo por tê-lo sempre presente na forma como penso e encaro a vida. E isso acaba por se refletir nas várias opções que faço. E o minimalismo acaba por ir muito além do material, ou seja, dou por mim a ser, por exemplo, muito seletiva na forma como invisto o meu tempo e a quem dedico o meu amor e energia.
    Sei que há ainda muito espaço para o minimalismo crescer em mim, mas aceito que este crescimento aconteça a seu tempo, de forma orgânica.
    Beijinhos Marina 🙂

    P.S. – também gostei da tua explicação de minimalismo no Insta Stories 😉

    Curtido por 1 pessoa

    • Oi, Sofia!
      O Minimalismo é um estilo de vida que transforma a nossa forma de enxergar as coisas, né?
      É bem isso que você disse… Vai muito além do material! Começamos a definir prioridades e ser seletivos em todas as esferas da nossa vida! E isso faz toda a diferença!
      Fico feliz em saber que gostou do que postei no insta stories. Isso me dá ainda mais incentivo pra continuar postando por lá! 🙂
      Beijo grande!

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  2. Marina,

    “Eu realmente preciso disso?” “Posso viver sem isso agora?” “Por que isso é necessário para mim?”
    Sempre me faço essas perguntas . E quase sempre o resultado é a desistência da compra.

    Gostei do que falou sobre os pesos emocionais. Muitas vezes eles acabam com o brilho da vida.

    Abraços,
    Simplicidade e Harmonia

    Curtido por 1 pessoa

    • Oi! 🙂
      Comigo acontece da mesma forma. Geralmente acabo desistindo de comprar aquilo que queria, porque era apenas um desejo momentâneo e irracional.
      Uma dica que recebi da Mariana uma vez e levei pra vida foi: sempre que pensar em comprar algo, nunca compre no impulso; pense durante alguns dias e veja se aquilo é realmente necessário ou é só uma vontade passageira. Dá muito certo pra mim também!
      Beijos!

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