Inspirações da semana [38]

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Olá, pessoas lindas!

Prontas para se inspirar? \o/

Aí vai!

  • O silêncio é indispensável para regenerar o cérebro ~ CONTI outra
  • Somos uma geração confusa: o que ser e fazer? ~ Ser (ainda!) mais feliz
  • Quando desejar demais afasta a realização dos seus sonhos ~ Personare
  • “Vende-se tudo”, texto excepcional de Martha Medeiros sobre o desapego ~ CONTI outra
  • #26 Antes de ir às compras, leia este post ~ parece óbvio

Namastê!

🙂

 

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Diário de jejum

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Olá, pessoas! Hoje vai ser um post “diferente”. Quero compartilhar com vocês minha primeira experiência com jejum.

Em primeiro lugar, não estou falando de jejum intermitente, porque isso eu faço há um bom tempo sem saber (geralmente como a noite e não me alimento de imediato ao acordar – ou seja, fico pelo menos 12h sem comer na minha rotina diária).

Em segundo lugar, não estou fazendo isso por emagrecimento (quem me conhece sabe que sou magrela hahahaha).

Decidi que queria passar por essa experiência depois de uma conversa sobre o assunto com uma colega. O motivo é sentir o meu corpo, experienciar como fica minha mente quando não atendo de imediato o que ela acha que são necessidades, desintoxicar meu organismo e meditar.

Minha última alimentação foi ontem às 20h. Acordei antes das 8h e demorei um pouco pra começar a sentir fome (como sempre acontece comigo). Tomei meu kombucha (não sei se isso quebraria o jejum, mas… rs) e fui viver meu dia.

Confesso que achei que seria desesperador, que eu não aguentaria, que passaria mal e só pensaria em comida. Tipo “socorro, pelamordedeus, voumorrer” e coisas assim. Não está acontecendo nada disso. Agora são quase meio dia e não estou me sentindo fraca. Estou até muito bem, obrigada! Por volta de 10h tomei um café sem açúcar, depois que vi na internet que não quebra o jejum e ajuda a “suportá-lo”. Estou bebendo muita água! Já tomei 1,5L.

Não sei se é efeito do jejum ou se é só efeito do domingo mesmo, mas sinto uma paz muito gostosa nesse momento. Como é meu último dia de férias, tenho bastante coisa pra fazer/organizar mas estou realizando tudo lentamente e com presença. Está sendo muito gostoso!

Pretendo comer lá pelas 16h e terei completado 20h em jejum. A ideia é tomar suco verde e comer só coisas bem leves até o final do dia. Mais tarde volto aqui para contar mais um pouco. 🙂

São 13:30. Fiz yoga e meditei. Engraçado que estava super tranquila, foi começar a meditar que mil pensamentos vieram e a fome pareceu aumentar. Meditação é essa coisa bem doida. hahaha Os primeiros minutos foram complicados, mas concluí que estar sentada não era tão difícil assim (ontem mesmo fui a um evento de meditação e sentar estava praticamente impossível).

Aos trancos e barrancos continuei. No final das contas acabei meditando dois minutos a mais do que os 15 a que havia me proposto. Com o passar dos minutos, minha mente foi acalmando e os pensamentos diminuíram. Respirar é maravilhoso. Não tive nenhum super insight nem nada parecido, mas é assim mesmo. O importante é persistir.

15:08 e continuo bem. Já nem sei mais se vou mesmo comer às 16h. Comecei a assistir um filme sobre comida depois da meditação e rapidamente percebi que era uma péssima ideia. Meu estômago roncou (e isso não acontecia desde cedo rs) e a fome quis bater. Mudei para “Yoga – arquitetura da paz” e estou plena… uma sensação de união com o todo e uma paz imensas. Agora vou tomar um chá de camomila enquanto faço banho de assento e termino o documentário pra me sentir ainda mais acolhida por mim mesma (também vi que não interrompe o jejum).

16:13. Quebrei o jejum com limão e água à temperatura ambiente. Estou muito bem e vou tomar um suco pra energizar ainda mais \o/

 

 

 

 

 

2 laranjas, 7 acerolas, um pedaço de inhame cru, vários pedacinhos de couve congelada e um pouquinho de água pra bater.

 

 

E assim foi minha primeira experiência com o jejum. 20h e estou viva. Não me senti mal, pelo contrário – senti como se estivesse dando espaço ao meu organismo para que ele pudesse se cuidar (sem ter o gasto energético de ter que digerir algo o tempo todo). Ao mesmo tempo, estou me sentindo muito forte, vi que posso, sim, assumir o controle sobre mim mesma e não ser “enganada” pela minha mente.

Estou feliz!

E você, já fez algum tipo de jejum? Como foi a experiência? Vamos trocar ideias.

Namastê!

🙂

 

Afinal, o que é a simplicidade?

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Falamos muito sobre simplicidade por aqui, principalmente sobre a importância de vivermos uma vida com menos coisas – materiais e emocionais – considerando que o menos é sempre mais. Mas, na prática, o que é ser simples?

Há algum tempo li talvez o melhor livro que já comprei até hoje: “Simplicidade voluntária”, de Duane Elgin. Essa semana decidi, além de reler, fazer um fichamento das partes mais importantes, o que me gerou muitas reflexões.

Muitas vezes, a ideia de simplicidade está relacionada à escassez. Mário Sérgio Cortella, um dos maiores filósofos contemporâneos, tem uma fala muito interessante sobre vida simples. Ele diz (nesse vídeo aqui):

Simplicidade não é sinônimo de carência. Simplicidade é sinônimo de suficiência. Uma vida simples não é aquela na qual haja carência; uma vida simples é aquela na qual haja suficiência. Suficiência de comida, suficiência de afeto, suficiência de socorro de saúde. Nós não podemos confundir abundância com desperdício. Nós não podemos confundir abundância com descarte inútil.

Hoje a sociedade vive aquilo que a gente chama de uma “consumolatria”, uma adoração do consumo, que gera infelicidade em sequência.

Duane Elgin elabora o conceito de  simplicidade voluntária, ou seja, uma simplicidade escolhida, intencional, que busca uma qualidade de vida superior. E diz que ao contrário do que propõe a mídia, o consumismo gera vida de sacrifícios, enquanto a simplicidade proporciona vidas de oportunidade: maior realização no trabalho, mais compaixão pelos semelhantes, sentimento de fraternidade em todas as formas de vida e êxtase por vivermos em um universo vivo. É uma alternativa para vivermos sem stress, excesso de compromissos e a alienação da vida moderna.

Ao listar algumas formas de compreensão da simplicidade, ele diz ainda que muitas pessoas associam-na a regresso, à uma volta ao passado, em que famílias abandonam as suas vidas para viver na roça, em um trailler ou em um barco, sem televisão, computador, banheiro ou carro. Mas a simplicidade consciente nada tem a ver com isso: é uma transformação do nosso modo de viver – o trabalho que fazemos, o transporte que usamos, o alimento que ingerimos, as roupas que vestimos, etc. Essa simplicidade procura melhorar o nosso relacionamento com a Terra, com os semelhantes e com o universo sagrado.

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Assim, temos uma definição de simplicidade. Simplicidade é o que nos permite viver com o suficiente, com o que é essencial, abandonando hábitos de consumo destrutivos e nos tornando mais conscientes das nossas escolhas. Para mim, isso é o que faz toda a diferença, porque permite que tenhamos uma vida em harmonia conosco mesmos e com o que nos cerca – a natureza e todos os outros seres vivos.

Nem sempre é simples transformar velhos hábitos, especialmente os de consumo, quando temos apelos o tempo todo nos induzindo a comprar e a viver a nossa vida de acordo com um padrão, seguindo o fluxo de forma automática. Mas a simplicidade nos permite escolher de forma consciente como queremos perceber e viver a nossa vida. Nos permite ser autênticos em uma sociedade que impõe formas ideais de vida.

Portanto, estar consciente é o primeiro passo para uma vida mais simples. A maioria de nós vive ou viveu uma grande parte da vida de forma inconsciente, sem refletir sobre as próprias escolhas e, com isso, vivendo a vida de outras pessoas que não a nossa, nos esquecendo de que somos nós quem temos as rédeas para conduzi-la. Isso se reflete especialmente nas redes sociais, onde muitas vezes expomos aquilo que os outros querem ver, e não aquilo que realmente somos e estamos vivendo.

Sermos autênticos é um grande passo para alcançarmos a felicidade. Precisamos estar sempre em contato interior para que saibamos o que é verdadeiro e essencial para nós, quais são os nossos sonhos, planos, desejos, metas e objetivos. A partir do momento em que buscamos nos conhecer e nos conscientizamos das nossas escolhas, podemos viver de acordo com o que é melhor para nós, abandonando a necessidade de estar sempre buscando atender às expectativas do outro ou fazendo o que dizem ser certo, deixando de lado o caos de uma sociedade que nos exaure de diferentes formas.

Dessa forma, auxiliaremos na reestruturação do planeta que há tanto tempo vem nos pedindo socorro.

E vocês, tem vivido de forma consciente ou estão nesse caminho de busca pela simplicidade? Vamos trocar ideias sobre isso! 🙂

 

 

 

 

 

Inspirações da semana [36]

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Oi, gente linda! Tudo bem com vocês?

Hoje é dia de compartilharmos as nossas inspirações 🙂

Boas inspirações!

Namastê!

🙂

Benefícios que o yoga me trouxe

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Em primeiro lugar, quero frisar que yoga vai muito além dos ásanas (posturas). Arrisco dizer que a parte física é a menos importante na minha jornada – sim, este texto é absolutamente pessoal. Para mim, essa arte milenar é uma filosofia/estilo de vida e, mais do que isso, é um caminho espiritual.

No curso de formação, eu me encontrei como nunca antes em minha vida. Foi um encontro profundo comigo mesma, com quem sou, com quem quero ser, um encontro com pessoas, com o mundo, com a percepção de unicidade que é uma das coisas mais incríveis que já vivenciei. Esses, talvez, sejam os benefícios mais incríveis!

Na verdade, eu poderia escrever um livro, mas vou citar apenas algumas coisas que me vem de imediato à mente.

  • Estou me tornando uma pessoa mais leve, carregando menos pesos pela vida (emocionais e físicos) e, por isso, tenho tido mais facilidade de desapegar das coisas e pessoas.
  • Estou aprendendo a fluir mais com a vida. Obviamente, sou humana e tenho meus altos e baixos, mas no geral tenho buscado não me agarrar nem aos sofrimentos e nem às alegrias, afinal, tudo passa.
  • Um dos niyamas (se refere à parte ética do yoga) é “santosha” , que significa contentamento. Por isso estou buscando sempre esse contentamento, que significa que a despeito do que esteja acontecendo externamente (coisas boas ou ruins), por dentro me sinto bem. Dessa forma, encarando os acontecimentos de maneira mais fluida, me sinto mais feliz.
  • Estou respirando melhor. Com o yoga, você adquire uma consciência corporal que não tinha antes. E isso transforma alguns atos muito simples em experiências maravilhosas. O ato de respirar é um deles e com isso você se habitua a uma respiração de muito mais qualidade.
  • Minha autoestima está melhorando diariamente e isso se deve ao fato de que estou desenvolvendo autoamor e autocuidado. Me sinto bem melhor dentro do corpo que me permite experienciar esta vida na Terra. E não apenas isso, estou aprendendo a acolher meus defeitos e saber que é aos poucos que as mudanças positivas vão ocorrer.
  • Em termos de espiritualidade, há tempos não sinto necessidade de ter uma religião. E isso o yoga parece ter reforçado. Minha prática e meus estudos me dão uma sensação tão gostosa de estar no caminho certo e de comunhão com o todo, que é quase como se eu estivesse o tempo todo em prece. Minha vida é espiritual e não preciso de validações externas pra isso.
  • Pra terminar (embora eu pudesse continuar indefinidamente), fisicamente sinto que minha postura está melhorando cada dia mais, tenho menos dores nas costas e me sinto muito mais disposta.

Usei muito gerúndio porque é tudo um processo, um vir a ser, vir a tornar-se. Estou sempre caminhando para algo e o importante é mesmo o caminho.

Você pratica yoga? Adoraria saber o que melhorou na sua vida. Me conta nos comentários?

Namastê!

🙂

Ps: Em breve vou escrever um texto sobre a parte ética do yoga e vai ser lindo falar desse tema ❤