Sobre a morte e outras despedidas

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Quando pensamos em desapego, isso não está relacionado apenas a coisas e situações, mas também a pessoas… E essa pode ser a parte mais difícil de conseguir alcançar.

Acredito que devemos nos entregar de corpo e alma às relações (todas elas) e o desapego não significa não se importar, mas saber quando é hora de deixar a pessoa partir, seja por uma decisão dela ou porque o Universo quis que ela se juntasse a ele mais profundamente através da morte.

É muito triste ver como algumas pessoas se apegam tanto a ponto de forçar a permanência do outro em suas vidas. Quando alguém está muito doente, por exemplo, e o que mais se pede é que aquela pessoa não morra, a energia se torna tão pesada e densa, que parece até forçar o outro a ficar algumas vezes. Não sei até que ponto isso é possível, mas com certeza um apego desses torna o processo de luto muito mais difícil.

É tão triste ver quem amamos doente, sofrendo… Mas muitas pessoas parecem achar que a morte é mais triste. Eu sinceramente acho isso um tanto egoísta, porque você quer tanto aquela pessoa em sua vida que não importa nem o preço que ela vai pagar pra permanecer.

Enfim, não escrevo isso com a intenção de julgar ninguém nem de dizer como devem se portar diante de situações tão difíceis, mas para fazer pensar. A morte faz parte da vida e precisamos aprender a deixar aqueles que amamos irem, mesmo que isso signifique nosso sofrimento. Afinal, eles sempre ficam dentro de nós, independente de onde estejam.

Namastê!

🙂

E o caminho profissional, como está?

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Eu tenho “quase 30”. E você que me lê?

Quando se chega nessa idade, parece existir uma forte pressão pare definir o que vamos fazer da vida. Isso antes era cobrado bem mais cedo, porque as pessoas achavam que fazer faculdade era suficiente para definir as coisas. E embora existam os prodígios que com 20 e poucos já têm um caminho mais ou menos traçado, a verdade é que estamos todos perdidos. Como já escrevi por aqui outras vezes, estamos todos no mesmo barco, tateando em busca de um caminho que nos preencha.

Já tive tantas crises em relação ao meu caminho profissional que não dá nem pra contar. Com certeza cada uma delas me ensinou alguma lição preciosa (como tudo na vida), mas no final das contas a lição mais importante talvez tenha sido a aceitação. Não adianta brigarmos com o presente, não adianta nos revoltarmos, estarmos aqui querendo estar lá. Não vai ser isso que vai mudar nossas vidas. E qualquer mudança que venha a acontecer também não vai ser do dia pra noite. Então precisamos aceitar o presente e acolhê-lo. Vivê-lo com o nosso melhor. E isso vale sim para trabalho. Mesmo aquele que talvez você não goste tanto assim.

Portanto, para mim, a aceitação foi o melhor caminho. Sinto que ainda não encontrei totalmente meu rumo profissional. Tenho muitas ideias e dificuldade de colocá-las em prática (aposto que tem muita gente aí do outro lado se identificando com isso, certo?). Mas aprendi que o momento que estou vivendo é exatamente o que preciso viver e que por mais clichê que possa parecer, o caminho se faz caminhando. É isso que tenho feito. Não me acomodo, mas também não brigo com meu momento profissional atual. Sigo buscando outras coisas e formas de alcançar meu propósito, mas sem odiar o que faço hoje, pelo contrário, aprendi a gostar por várias razões – pelas pessoas, pela oportunidade de me sustentar, pelas portas que podem ser abertas, pela possibilidade de solucionar problemas.

Porém, como essa fase da vida pode ser bem complicadinha, nós mesmos podemos acabar nos cobrando demais uma decisão, um caminho minimamente definitivo e que nos dê satisfação e sustento. Mas a verdade é que isso não parece existir…nem agora e nem nunca. Nada é definitivo e a prova disso é a quantidade de pessoas de todas as idades que mudam de carreira anualmente.

Estamos sempre caminhando. E isso é maravilhoso, porque a vida é maravilhosa! Então continuemos caminhando mesmo, e sem nos cobrar tanto.

Namastê!

🙂

Texto inspirado na postagem da Bruna, do Uma Vida Mais Simples: As coisas por aqui

 

A gente nunca chega a conhecer uma pessoa

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É isso mesmo: não conhecemos ninguém. E isso acontece, penso eu, por dois motivos principais.

Em primeiro lugar, estamos sempre (ou quase sempre) julgando as pessoas, seja positiva ou negativamente. Achamos que as conhecemos pelo que dizem ou fazem, acreditamos que seus comportamentos serão sempre os mesmos e que porque convivemos por X anos, já sabemos tudo que há para saber sobre o outro sem nos permitirmos nos surpreender.

Em segundo lugar, raramente nos damos conta (de verdade) que o ser humano está em constante construção e reconstrução de si mesmo. Estamos sempre mudando! Por vezes nos damos conta disso em nós mesmos, mas poucos são aqueles que dão o “direito” ao outro de mudar também.

Além disso, outro fator que agrava ainda mais nossa (falsa) percepção em relação ao outro é que por mais que se fale por aí em autoconhecimento, e que isso esteja até “na moda”, pouquíssimos são os corajosos que se permitem essa viagem… Que se permitem mergulhar dentro de si mesmos e começarem a separar o que é seu e o que é do outro.

Digo isso justamente por conta das projeções que estamos sempre fazendo. Não nos permitimos enxergar o outro porque apenas vemos nele aquilo que existe em nós. Por isso é tão relevante e urgente esse tal autoconhecimento: precisamos dele pra não projetarmos no outro tudo de ruim e difícil que há em nós.

Por isso é importante refletirmos sempre e não nos esquecermos que assim como nós, o outro também está em constante modificação de si mesmo. É preciso sempre respeitar o mundo do outro e é ótimo estarmos abertos a nos surpreender.

Namastê!

🙂

Inspirações da semana [15]

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Oi, gente! Tudo bem?

Vamos nos inspirar?

  • Minimalismo: uma maneira mais feliz de viver ~ souminimalista
  • 6 atitudes para manter a positividade e o otimismo ~ Desassossegada
  • Como estar sempre em um “estado de felicidade” ~ Nowmastê
  • 6 dicas para aproveitar o resto do ano (sem se sentir um fracasso) ~ Desancorando
  • Domine a arte de viver no momento presente em 10 simples passos ~ Jardim do Mundo

🙂

As coisas acontecem no momento exato

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Por favor, não se arrependa. Não se arrependa do que fez e das decisões que tomou. Elas aconteceram na hora exata em que precisavam acontecer. Seja para você viver algo realmente bom ou pra aprender alguma coisa.

Aquele momento em que você iniciou um relacionamento, em que terminou, em que decidiu parar de sofrer por algo do passado, que decidiu largar o emprego, sair de casa, se casar, ter um gato, um cachorro, filhos… tudo isso se deu no momento exato em que precisava se dar.

Não existe “se arrepender”, não existe achar que deveria ter sido da forma X ou Y. Simplesmente porque não foi. Foi como foi. É como é. E assim é a vida. Vamos dançando conforme a musica sem nos descabelarmos ou nos colocarmos na posição de vítimas das circunstâncias (por favor, não seja essa pessoa).

A gente tem mania de achar que tudo tem que ser do nosso jeito, na hora que queremos. No fundo somos todos crianças mimadas querendo dominar o “play”. Mas a vida não é um fábrica de realização de desejos (ouvi em um filme uma vez e achei genial). Estamos aqui para crescer, aprender, sofrer e, de alguma forma, sermos felizes no meio dessa bagunça toda.

Só não vale confundir, jamais, não se arrepender com não assumir as consequências pelos erros de percurso cometidos. Assim como tomamos decisões e atitudes, devemos tomar para nós também qualquer que seja nossa responsabilidade.

Então sigamos o baile da vida. Com amorosidade conosco mesmos, sem arrependimentos e com responsabilidade sobre o que fazemos e sentimos.

Namastê!

🙂

A vida não é linear

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Você nasce, cresce um pouquinho e entra na escola, sai da escola para a faculdade, forma, encontra a pessoa que você ama, casa-se com ela e sai da casa de seus pais para construir a sua vida, daí você vive pra trabalhar, ganhar mais e mais dinheiro e juntar patrimônio. Algumas pessoas pensam que assim deve ser a vida, uma linha do tempo com pontos pré-determinados. Mas aí você morre e poucas dessas coisas continuam tendo importância.

Bom, sou obrigada a discordar. A vida é muito mais rica e complexa do que isso. A vida é plena de possibilidades e só quem sabe o próprio momento de agir é a pessoa que vive. Ninguém mais sabe. E a pessoa pode cometer erros, achar que um momento é certo quando não é tanto assim (e tá tudo bem), mas é por isso que temos sempre que assumir as consequências dos nossos atos, sejam elas boas ou ruins. A gente cresce com ambas e sempre é possível recomeçar.

A sociedade nos impõe modelos para tudo. Inclusive modelos para vivermos. Mas isso não significa que temos que seguir esses modelos e nem que eles são os melhores para nós. Na verdade, no meu ponto de vista, em grande parte das vezes os modelos a nós impostos não servem pra nada além de nos limitar.

Não sei vocês, mas eu não quero me encaixar numa gaveta predefinida que diz como devo ser e o que devo fazer. Eu quero ser feliz e felicidade vai muito além do que acham por aí que é bom pra nós. Felicidade vem de dentro e só nós podemos saber o que é melhor pra nós. E na pior das hipóteses, caso façamos uma escolha não muito boa, é só assumirmos as consequências e recomeçarmos. Não é tão difícil assim.

Namastê!

🙂

Pare de se lamentar

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O texto que vou escrever hoje é, em primeiro lugar, pra mim mesma.

Dito isso, podemos começar.

Tenho passado por muitos momentos de crise recentemente. E em relação à todas as áreas da minha vida. Por conta disso sinto que acabei caindo no ciclo da reclamação. Comecei a falar mais sobre problemas e a mergulhar dentro deles de forma que comecei a me “afogar”.

Além disso, como todos passamos por dificuldades, essa se tornou a pauta da maioria das minhas conversas com amigos e com pessoas próximas. Comecei a ter a sensação de que está todo mundo mal mesmo, que o mundo está todo errado e não tem mais jeito. Só que quando digo “mal”, não é apenas isso: é fudido mesmo, comendo o pão que o diabo amassou. Talvez as pessoas tenham aumentado o próprio sofrimento ou eu mesma tenha enxergado o que elas falam de maneira maior do que a realidade se apresenta.

Comecei a me desesperar inclusive com o sofrimento dos outros. Me sentia mal por estar de mãos atadas e não poder “salvar” meus amigos. Me sentia paralisada diante de diversas situações que eles passavam e que eu simplesmente não era capaz de compreender plenamente. Fiquei sufocada dentro da minha própria vida e das minhas relações.

Até que resolvi que precisava parar. Precisava rever tudo. Tirar toda a bagunça que existe dentro de mim, buscar perceber o que tudo isso quer me ensinar, e começar a tirar a poeira e colocar as coisas no lugar.

Nesse processo (e com a ajuda do meu analista), me dei conta de que não é bem assim. Não está todo mundo fudido. Todos temos problemas sim, todos temos motivos para sofrer de alguma forma, mas é isso que é a vida. E felizmente é assim. Se fosse um “mar de rosas” não cresceríamos. E não sei vocês, mas acredito que estamos aqui para melhorarmos cada vez mais.  Lapidarmos quem somos e buscarmos nos tornar nossa melhor versão.

E tem mais uma coisa muito importante nisso tudo: aquilo que focamos parece tomar uma dimensão muito maior. Se estamos mal e colocamos todo o foco da nossa vida nisso, só conversamos sobre isso, parece realmente que está todo mundo no mesmo barco. Mas não é bem assim: é como quando você quer comprar um carro, por exemplo, e de repente todas as pessoas da sua cidade parecem ter o mesmo carro. Isso acontece porque damos tanta atenção a isso, que todos os outros carros (ou situações de vida das pessoas) se tornam invisíveis para nós.

E é incrível como a mudança pode partir de nós. Da noite para o dia eu resolvi mudar o foco. O tom das minhas conversas mudou, a minha própria visão sobre a vida e o sofrimento se modificou, comecei a assistir outras coisas, buscar outras leituras e estou me sentindo muito mais leve. Não me sinto sufocada por todas essas questões.

Isso não significa que estou jogando o lixo pra debaixo do tapete. Estou apenas aceitando que é esse o meu momento e que não preciso me definir por ele. É importante, sim, conversar sobre o que incomoda, sobre onde o calo dói, mas não precisa ser assim o tempo todo.

Aliás, acredito que quanto mais a gente fala, mais toda dor ganha força sobre nós, toma uma dimensão maior. É importante estarmos atentos a isso também. E sabermos com quem falar. Nem todos vão nos entender, nem todos vão saber como nos ajudar. E também não temos o direito de sufocar as pessoas com nossas questões e exigir que elas nos salvem.

Essa foi uma reflexão que me doeu, mas que valeu a pena ser feita. O que vocês pensam sobre isso tudo? Como se comportam nos momentos de crise? Gostaria muito de saber, me contem nos comentários.

Namastê!

🙂