Afinal, o que é a simplicidade?

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Falamos muito sobre simplicidade por aqui, principalmente sobre a importância de vivermos uma vida com menos coisas – materiais e emocionais – considerando que o menos é sempre mais. Mas, na prática, o que é ser simples?

Há algum tempo li talvez o melhor livro que já comprei até hoje: “Simplicidade voluntária”, de Duane Elgin. Essa semana decidi, além de reler, fazer um fichamento das partes mais importantes, o que me gerou muitas reflexões.

Muitas vezes, a ideia de simplicidade está relacionada à escassez. Mário Sérgio Cortella, um dos maiores filósofos contemporâneos, tem uma fala muito interessante sobre vida simples. Ele diz (nesse vídeo aqui):

Simplicidade não é sinônimo de carência. Simplicidade é sinônimo de suficiência. Uma vida simples não é aquela na qual haja carência; uma vida simples é aquela na qual haja suficiência. Suficiência de comida, suficiência de afeto, suficiência de socorro de saúde. Nós não podemos confundir abundância com desperdício. Nós não podemos confundir abundância com descarte inútil.

Hoje a sociedade vive aquilo que a gente chama de uma “consumolatria”, uma adoração do consumo, que gera infelicidade em sequência.

Duane Elgin elabora o conceito de  simplicidade voluntária, ou seja, uma simplicidade escolhida, intencional, que busca uma qualidade de vida superior. E diz que ao contrário do que propõe a mídia, o consumismo gera vida de sacrifícios, enquanto a simplicidade proporciona vidas de oportunidade: maior realização no trabalho, mais compaixão pelos semelhantes, sentimento de fraternidade em todas as formas de vida e êxtase por vivermos em um universo vivo. É uma alternativa para vivermos sem stress, excesso de compromissos e a alienação da vida moderna.

Ao listar algumas formas de compreensão da simplicidade, ele diz ainda que muitas pessoas associam-na a regresso, à uma volta ao passado, em que famílias abandonam as suas vidas para viver na roça, em um trailler ou em um barco, sem televisão, computador, banheiro ou carro. Mas a simplicidade consciente nada tem a ver com isso: é uma transformação do nosso modo de viver – o trabalho que fazemos, o transporte que usamos, o alimento que ingerimos, as roupas que vestimos, etc. Essa simplicidade procura melhorar o nosso relacionamento com a Terra, com os semelhantes e com o universo sagrado.

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Assim, temos uma definição de simplicidade. Simplicidade é o que nos permite viver com o suficiente, com o que é essencial, abandonando hábitos de consumo destrutivos e nos tornando mais conscientes das nossas escolhas. Para mim, isso é o que faz toda a diferença, porque permite que tenhamos uma vida em harmonia conosco mesmos e com o que nos cerca – a natureza e todos os outros seres vivos.

Nem sempre é simples transformar velhos hábitos, especialmente os de consumo, quando temos apelos o tempo todo nos induzindo a comprar e a viver a nossa vida de acordo com um padrão, seguindo o fluxo de forma automática. Mas a simplicidade nos permite escolher de forma consciente como queremos perceber e viver a nossa vida. Nos permite ser autênticos em uma sociedade que impõe formas ideais de vida.

Portanto, estar consciente é o primeiro passo para uma vida mais simples. A maioria de nós vive ou viveu uma grande parte da vida de forma inconsciente, sem refletir sobre as próprias escolhas e, com isso, vivendo a vida de outras pessoas que não a nossa, nos esquecendo de que somos nós quem temos as rédeas para conduzi-la. Isso se reflete especialmente nas redes sociais, onde muitas vezes expomos aquilo que os outros querem ver, e não aquilo que realmente somos e estamos vivendo.

Sermos autênticos é um grande passo para alcançarmos a felicidade. Precisamos estar sempre em contato interior para que saibamos o que é verdadeiro e essencial para nós, quais são os nossos sonhos, planos, desejos, metas e objetivos. A partir do momento em que buscamos nos conhecer e nos conscientizamos das nossas escolhas, podemos viver de acordo com o que é melhor para nós, abandonando a necessidade de estar sempre buscando atender às expectativas do outro ou fazendo o que dizem ser certo, deixando de lado o caos de uma sociedade que nos exaure de diferentes formas.

Dessa forma, auxiliaremos na reestruturação do planeta que há tanto tempo vem nos pedindo socorro.

E vocês, tem vivido de forma consciente ou estão nesse caminho de busca pela simplicidade? Vamos trocar ideias sobre isso! 🙂

 

 

 

 

 

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Inspirações da semana [37]

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Oi, gente! Como vocês estão?

Hoje é dia de compartilharmos as nossas inspirações da semana! 🙂

  • A importância de evitar o vício em distrações mentais ~ Valores Reais
  • O poder dos consumidores ~ Âncora Verde
  • Quem controla a sua mente? Você é consumido por aquilo que consome? ~ Valores Reais
  • Como seria a vida se todas as pessoas estivessem conscientes? ~ Mais com Menos

Bom restinho de semana! 😉

Inspirações da semana [35]

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Oi, gente linda! Tudo bem com vocês?

Hoje é dia de compartilharmos as nossas inspirações!

Boas leituras e bom restinho de semana! 😉

Minimalismo no dia-a-dia

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Há algum tempo atrás fiz um post aqui no blog contando um pouco sobre as minhas experiências relacionadas ao Minimalismo. Nesse post, falei também sobre como o Minimalismo surgiu na minha vida e o quanto me ajudou a ser uma pessoa melhor.

Hoje, alguns anos depois, tenho ainda – e cada vez mais – o Minimalismo como um norte. Vim, então, compartilhar com vocês algumas coisas que mudaram nesse tempo, depois de ler, estudar e praticar sempre mais essa filosofia de vida.

Minimalismo nos gastos. Hoje posso dizer que aderi ao Minimalismo no que diz respeito aos meus gastos, mudando a forma como controlo as minhas finanças. Em vez de anotar tudo aquilo que gasto no mês, planejo antecipadamente os meus gastos. Separo mensalmente uma quantia fixa para cada área da minha vida e também para aquilo que já sei que vou precisar gastar naquele mês. Por exemplo: passagens de ônibus para o trabalho, cuidados estéticos, reposição de produtos que estejam acabando e alguma coisa que precise comprar, como um presente de aniversário ou uma roupa nova que esteja precisando. Planejar os gastos com antecedência nos permite ter maior controle do nosso dinheiro. Quando apenas anotamos os gastos ao fim do mês, o dinheiro nos domina; dessa forma, nós o dominamos. Isso vale também para planejamentos a longo prazo. Planejar o ano com antecedência, sabendo o que vai ser necessário em cada mês, é uma forma de economizar.

Penso sempre duas vezes antes de comprar qualquer coisa, por menor que seja. Me faço questionamentos como: “Eu realmente preciso disso?” “Posso viver sem isso agora?” “Por que isso é necessário para mim?” “Posso encontrar esse produto em um outro lugar por um preço melhor?” E, na maior parte das vezes, deixo de comprar aquilo que queria naquele momento. Muitas vezes temos o impulso de comprar alguma coisa, seja por velhos hábitos de consumo ou por um ímpeto de vontade. Nos maravilhamos com algum produto e sentimos que precisamos daquilo ali, naquela hora. Mas até que ponto essa é uma necessidade real? Fazer essas reflexões me permitiu diminuir os meus gastos e fazer uma pequena poupança. Além de ter um dinheiro reservado como garantia, essa poupança me permite dar preferência para comprar à vista e, com isso, compro muitas vezes com desconto. E somente com o planejamento anual e mensal isso se tornou possível.

Carregar pesos desnecessários (materiais ou não). Desde que conheci o Minimalismo, tenho me trabalhado incansavelmente para deixar de lado pesos desnecessários. Isso se refletiu material e emocionalmente. No dia-a-dia, levo na minha bolsa apenas aquilo que necessito: não uso mais carteira, apenas uma bolsinha onde levo o meu dinheiro e cartão de débito e um porta documentos; minha necessaire, que antes era cheia de maquiagens, hoje tem apenas pasta e escova de dentes, um absorvente e um batom; dou preferência para comprar livros em PDF ou epub para que, em vez de carregá-los, eu leve o meu leitor digital (tenho um LEV da Saraiva), o que diminuiu significativamente o peso. Antes eu adorava dizer que “carregava a casa na bolsa”. Hoje me sinto feliz quando vejo que sobra muito espaço não só na minha bolsa, mas também no meu guarda-roupa, na minha estante, no meu criado, etc.

Além dos pesos materiais, me trabalho diariamente para abolir de vez os pesos emocionais. Percebi que guardar mágoa e rancor de pessoas que me fizeram mal algum dia traz pesos enormes que atrapalham a caminhada e que, muitas vezes, nos deixam estagnados. Buscar compreender as pessoas, me esforçando por enxergar as situações pelos dois lados, foi a melhor atitude que tomei nesse sentido, porque me aproximou cada vez mais da prática do perdão. Perdoar torna a vida mais leve e tranquila.

Planejamento anual, mensal, semanal e diário e métodos de gestão do tempo. Desde que entendi o conceito de Minimalismo, percebi que precisava gerir melhor o meu tempo para tirar mais proveito de cada momento. Por isso, esse ano decidi comprar um Planner para me organizar (falei mais detalhadamente sobre isso nesse post aqui). Além de conseguir organizar melhor as minhas atividades, consigo gerir muito bem o meu tempo para cada uma, tornando-as mais proveitosas. Para me ajudar nisso, aderi também à técnica Pomodoro, especialmente para estudar, e percebi uma grande melhora no meu rendimento. Essa técnica consiste em se dedicar exclusivamente a uma atividade, sem interrupções, durante um determinado tempo (no meu caso, aumentei gradativamente: comecei com 45 minutos e cheguei até 1 hora, que hoje considero que seja o tempo ideal para mim) e, ao fim desse tempo, durante 10 minutos, se desligar completamente dela. Hoje, durante essa hora, me desconecto das redes sociais e do celular, e com isso percebi que a minha concentração aumentou consideravelmente.

Minimalismo e Slow Living. Viver uma vida mais devagar, tirando proveito de cada momento como uma experiência única é a base do Slow Living. Buscar uma rotina mais devagar em um mundo que valoriza a rapidez tem sido o que me permite viver os meus dias com mais serenidade. Aliado ao Minimalismo, ele me permite priorizar o essencial e viver cada momento imersa no presente, no aqui e agora, que é o único momento que efetivamente temos. Isso reduziu muito a minha ansiedade e me permitiu ressignificar o meu passado e, consequentemente, me amar e me aceitar mais.

O Minimalismo, aliado às minhas práticas espirituais como yoga, meditação e estudos espíritas, além do desenvolvimento pessoal, tem me permitido viver cada vez mais uma vida mais leve e tranquila, aproveitando e vivendo presententemente cada momento, vendo-os como grandes oportunidades de aprendizado.

E você, já conhecia o Minimalismo? Como o aplica na sua vida? 🙂

Inspirações da semana [33]

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Oi, gente! Como vocês estão?

Vamos às inspirações da semana!

Boa semana! 😉

Ikigai – o estilo de vida japonês para a felicidade

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Conheci recentemente o conceito de Ikigai e fiquei encantada com tudo o que o envolve. Por isso, quero compartilhar com vocês algumas das minhas pesquisas e reflexões.

Curiosos com a longevidade existente em uma pequena aldeia de Okinawa, uma ilha no sul do Japão, onde grande parte dos seus habitantes vivem por mais de cem anos, alguns pesquisadores foram até o local conhecer mais sobre a cultura e o comportamento dessas pessoas.

É interessante considerar que nessa ilha foram perdidas 200.000 pessoas na segunda guerra mundial.

Existe uma expressão local que diz: “trate a todos como se fossem seus irmãos, mesmo que seja a primeira vez que os conheceu”.

Além disso, ter um propósito de vida, viver com calma, viver uma vida em comunidade, praticando o trabalho em equipe, cuidar das amizades, ter uma alimentação leve, descansar adequadamente e praticar exercícios são importantes fatores para uma vida com mais qualidade. Mas, acima de tudo isso, está a alegria de viver que impulsiona seguir celebrando cada novo amanhecer.

Esses “supercentenarios” consideram essencial o contato constante com a natureza para que se recarregue as baterias da alma. Assim como agradecer, viver o momento presente e praticar a resiliência – e é aí que entra o Ikigai.

Resiliência é a capacidade de superar as adversidades e recuperar o sentido da vida. É uma atitude para que nos mantenhamos focados no que é verdadeiramente importante na vida e não no que é urgente, sem nos deixarmos levar por emoções negativas, sabendo que é necessário flexibilidade, capacidade de se adaptar a mudanças e fatalidades do destino.

Ikigai é uma palavra japonesa que significa “a razão de ser”. Os japoneses acreditam que todos carregamos o Ikigai dentro de nós e é essencial descobri-lo, torná-lo nosso e carregá-lo como bandeira, porque assim poderemos nos comprometer conosco mesmos para enfrentarmos qualquer dificuldade.

Ele nos ajuda a recuperar a vontade, o ânimo, a motivação para viver melhor. Boa parte dos nossos transtornos afetivos apresentam uma boa melhora quando nos comprometemos conosco mesmos fazendo aquilo que gostamos e nos identificamos, porque o conjunto de crenças positivas e pensamentos são mais fortes do que as crenças limitantes e os medos.

Os japoneses dizem que devemos ser como guerreiros corajosos que cumprem um objetivo específico: manter a nossa integridade e afinidade com a nossa própria essência.

Segundo Sebastian Marashall, estudioso do conceito, descobrindo o nosso próprio Ikigai, estaremos cientes do nosso próprio potencial.

É necessário parar de adiar os objetivos que acalmam a nossa alma, as necessidades, prazeres e paixões que nos identificam  e poderiam definir o nosso estilo de vida.

O Ikigai é um estilo de vida e deve ser vivido no aqui e agora. Ao entrarmos em contato conosco mesmos e descobrirmos o que nos traz felicidade, seremos mais felizes. Muitas vezes temos objetivos e metas que não são próprios, mas que vem de uma sociedade que nos impregnou com valores que não são nossos. O peso das instituições sociais das quais fazemos parte nos definem de uma forma que nem sempre estamos conscientes.

Temos talentos e habilidades próprias que devemos colocar em prática e nunca devemos parar de fazer aquilo que amamos e nos faz sentir vivos, independentemente da nossa idade ou estado físico. Devemos investir o nosso tempo para fazermos as nossas atividades cada vez melhor, gerando energia para o nosso dia a dia.

Assim é o Ikigai:

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O que temos feito com os nossos sonhos? Estamos sendo resilientes diante das dificuldades? Como temos levado a nossa vida? Estamos vivendo no aqui e agora, de acordo com o que acreditamos e carregamos em nossa essência?

O conceito do ikigai me levou a refletir bastante sobre como tenho levado a minha vida. Viver dentro da minha realidade sem deixar de lado a minha essência tem sido um dos maiores aprendizados dos últimos dias, e essa filosofia de vida contribuiu muito para as minhas reflexões e vivências!

Espero que o mesmo aconteça a vocês. 🙂

Inspirações da semana [32]

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Oi, gente linda! Como vocês estão?

Vamos nos inspirar? 🙂

Bom restinho de semana! 😉

Sobre auto-aceitação, auto-amor e perdão

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Sempre fui uma extremamente insegura. Tinha medo quase tudo. Na maioria das vezes, quando me pediam para fazer algo, relutava por medo de errar.

Minha autoestima ao longo de toda a vida foi baixíssima. Nunca me achei suficientemente boa para fazer qualquer coisa, por menor e mais simples que fosse.

Foi quando comecei a praticar o auto-amor e o auto-perdão. Compreendi que nem sempre vamos estar prontos para fazer o que quisermos, porque ainda temos muito a aprender ao longo de toda a vida. Mas quando me abri para mim mesma e me permiti mergulhar fundo nas minhas fraquezas – por mais que isso doesse na maior parte das vezes – eu encontrei um espacinho lá dentro onde posso me aconchegar, me sentir acolhida e envolta em muito amor.

Eu, que sempre senti que faltava uma parte minha, hoje me sinto completa. O que faltava era a minha completude. Faltava a aceitação da minha sombra, do meu lado que eu não queria mostrar para o mundo e nem para mim mesma. Hoje, acolho esse lado com amor e perdão.

Olho para o meu passado, marcado de falhas, e consigo compreender uma a uma. Olho para a criança que fui lá atrás e para o que restou dela aqui dentro e sou capaz de perdoá-la por cada desvio, cada atitude intempestiva. E, mais do que isso, sou capaz de amá-la como nunca amei. Durante toda a vida, ela teve uma sede insaciável de amor que não era sanada. Era uma criança triste e amargurada e hoje sorri na maior parte do tempo. Pequenina, às vezes vem ao meu encontro e me abraça apertado pelas pernas. Nos olhamos nos olhos e finalmente somos capazes de nos conectar.

Hoje, somos capazes de nos amar e aceitar como nunca antes conseguimos.

Não tenha medo de ser você por completo, com suas falhas, erros e incoerências. Olhe para dentro sem medo. Mergulhe mais profundo um pouquinho a cada dia e abrace com amor o seu passado e o seu presente. Se perdoe. Se ame. Lembre-se que todo erro tem por trás uma boa intenção. Tudo o que fazemos é com o objetivo de de acertar, nunca de errar. Se erramos é porque ainda somos imperfeitos e falíveis.

Acolha as suas imperfeições e aceite as suas falhas. Mas não se acomode: a nossa liberdade vem quando nos abrimos ao processo de autoconhecimento, nos amamos, acolhemos, respeitamos e transcendemos a existência, buscando sermos melhores. Assim, descobrimos dentro de nós inúmeras potencialidades e uma enorme força que nunca imaginamos possuir.