A vida não é linear

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Você nasce, cresce um pouquinho e entra na escola, sai da escola para a faculdade, forma, encontra a pessoa que você ama, casa-se com ela e sai da casa de seus pais para construir a sua vida, daí você vive pra trabalhar, ganhar mais e mais dinheiro e juntar patrimônio. Algumas pessoas pensam que assim deve ser a vida, uma linha do tempo com pontos pré-determinados. Mas aí você morre e poucas dessas coisas continuam tendo importância.

Bom, sou obrigada a discordar. A vida é muito mais rica e complexa do que isso. A vida é plena de possibilidades e só quem sabe o próprio momento de agir é a pessoa que vive. Ninguém mais sabe. E a pessoa pode cometer erros, achar que um momento é certo quando não é tanto assim (e tá tudo bem), mas é por isso que temos sempre que assumir as consequências dos nossos atos, sejam elas boas ou ruins. A gente cresce com ambas e sempre é possível recomeçar.

A sociedade nos impõe modelos para tudo. Inclusive modelos para vivermos. Mas isso não significa que temos que seguir esses modelos e nem que eles são os melhores para nós. Na verdade, no meu ponto de vista, em grande parte das vezes os modelos a nós impostos não servem pra nada além de nos limitar.

Não sei vocês, mas eu não quero me encaixar numa gaveta predefinida que diz como devo ser e o que devo fazer. Eu quero ser feliz e felicidade vai muito além do que acham por aí que é bom pra nós. Felicidade vem de dentro e só nós podemos saber o que é melhor pra nós. E na pior das hipóteses, caso façamos uma escolha não muito boa, é só assumirmos as consequências e recomeçarmos. Não é tão difícil assim.

Namastê!

🙂

Ser

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Você já experimentou alguma vez, por alguns instantes, apenas ser?

Quantas vezes vivemos uma vida exterior, buscando o nosso lugar no mundo por meio de ações que não nos representam, em espaços que não nos sentimos bem, atuando em papéis sociais padronizados, para sermos aceitos pelos outros?

Há algumas semanas li um texto que dizia que sem a nossa existência o universo estaria incompleto, porque estamos existindo, cada um, de uma forma peculiar. Agimos da forma como só nós poderíamos agir, exatamente no lugar aonde deveríamos estar.

Essa foi a melhor definição que já li até hoje. Porque nos esquecemos de que somos interdependentes. Somos parte essencial desse todo que compõe o universo e estamos exatamente aonde deveríamos estar, ocupando o lugar predestinado para nós. Por isso, estamos no lugar certo e na hora certa, fazendo exatamente o que deveríamos fazer.

Nos preocupamos tanto em estar sempre ativos e atuantes socialmente, e acreditamos, grande parte das vezes, que essas ações devem ser praticadas para conquistarmos destaque em nossa vida social, profissional e pessoal. Quantas vezes não olhamos para a vida de alguém próximo a nós e nos comparamos a ele, diminuindo a nós e o sentido da nossa existência?

Por que não voltamos a nossa energia para o nosso interior, para existirmos em nosso próprio lugar, sendo quem nós realmente somos?

Às vezes, fatores exteriores nos trazem felicidade: é o emprego dos sonhos que conquistamos, a casa que, depois de tantos anos de trabalho, conseguimos investir, o relacionamento que finalmente deu certo… E são, sim, alegrias que devem ser aproveitadas. Se nos atentarmos, a vida é repleta de pequenas alegrias que nos dão força para continuarmos correndo atrás do que queremos conquistar.

Mas você já experimentou simplesmente ser feliz em sua existência particular?

Essa felicidade vem de dentro. Ela já existe, simplesmente pelo fato de existirmos e sermos quem somos. Porque somos peça fundamental para o funcionamento desse todo, mas muitas vezes não temos consciência disso.

Por muito tempo acreditei que as verdadeiras alegrias estavam no exterior que me cerca, mas hoje eu aprendi que ser feliz não custa nada. Basta apenas que eu seja em minha própria existência.

Muitas vezes, me atentei apenas ao que era externo, desligada de mim mesma. Meditei ouvindo os pássaros cantando, uma música relaxante… e por vezes ainda uso esses suportes. Mas hoje, o que me traz plenitude é deitar em meu tapete, em uma posição confortável, e apenas ser. Ser, além de tudo que me cerca, que me define, que me enquadra socialmente. Ser, além das expectativas que deposito em mim, das cobranças que a mente me traz, do que os outros conquistaram e eu “deveria” ter. E, sendo, eu posso real e finalmente ocupar o meu lugar e fazer a diferença que por tantos anos eu busquei fora de mim.

Hoje, tenho a clareza de que nenhum dos nossos sonhos está abandonado, porque somos parte essencial de um universo que conta conosco para que as coisas fluam da forma como têm que ser.

Portanto, experimente por alguns instantes apenas ser. Ser sem rótulos, preconceitos e padrões. Respire e seja. .

Aquiete a mente e volte toda a sua atenção para você. Volte as suas energias, tantas vezes depositada no exterior, para você. Aprecie a sua companhia, o estar presente no aqui e no agora. Sinta a leveza de ser quem você é. E o mais importante: guarde em você essa sensação e leve-a para o seu dia a dia, para cada relacionamento e cada situação.

Apenas sendo, nós estamos contribuindo imensamente para a nossa e para a harmonia do todo que nos cerca.

 

Pare de se lamentar

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O texto que vou escrever hoje é, em primeiro lugar, pra mim mesma.

Dito isso, podemos começar.

Tenho passado por muitos momentos de crise recentemente. E em relação à todas as áreas da minha vida. Por conta disso sinto que acabei caindo no ciclo da reclamação. Comecei a falar mais sobre problemas e a mergulhar dentro deles de forma que comecei a me “afogar”.

Além disso, como todos passamos por dificuldades, essa se tornou a pauta da maioria das minhas conversas com amigos e com pessoas próximas. Comecei a ter a sensação de que está todo mundo mal mesmo, que o mundo está todo errado e não tem mais jeito. Só que quando digo “mal”, não é apenas isso: é fudido mesmo, comendo o pão que o diabo amassou. Talvez as pessoas tenham aumentado o próprio sofrimento ou eu mesma tenha enxergado o que elas falam de maneira maior do que a realidade se apresenta.

Comecei a me desesperar inclusive com o sofrimento dos outros. Me sentia mal por estar de mãos atadas e não poder “salvar” meus amigos. Me sentia paralisada diante de diversas situações que eles passavam e que eu simplesmente não era capaz de compreender plenamente. Fiquei sufocada dentro da minha própria vida e das minhas relações.

Até que resolvi que precisava parar. Precisava rever tudo. Tirar toda a bagunça que existe dentro de mim, buscar perceber o que tudo isso quer me ensinar, e começar a tirar a poeira e colocar as coisas no lugar.

Nesse processo (e com a ajuda do meu analista), me dei conta de que não é bem assim. Não está todo mundo fudido. Todos temos problemas sim, todos temos motivos para sofrer de alguma forma, mas é isso que é a vida. E felizmente é assim. Se fosse um “mar de rosas” não cresceríamos. E não sei vocês, mas acredito que estamos aqui para melhorarmos cada vez mais.  Lapidarmos quem somos e buscarmos nos tornar nossa melhor versão.

E tem mais uma coisa muito importante nisso tudo: aquilo que focamos parece tomar uma dimensão muito maior. Se estamos mal e colocamos todo o foco da nossa vida nisso, só conversamos sobre isso, parece realmente que está todo mundo no mesmo barco. Mas não é bem assim: é como quando você quer comprar um carro, por exemplo, e de repente todas as pessoas da sua cidade parecem ter o mesmo carro. Isso acontece porque damos tanta atenção a isso, que todos os outros carros (ou situações de vida das pessoas) se tornam invisíveis para nós.

E é incrível como a mudança pode partir de nós. Da noite para o dia eu resolvi mudar o foco. O tom das minhas conversas mudou, a minha própria visão sobre a vida e o sofrimento se modificou, comecei a assistir outras coisas, buscar outras leituras e estou me sentindo muito mais leve. Não me sinto sufocada por todas essas questões.

Isso não significa que estou jogando o lixo pra debaixo do tapete. Estou apenas aceitando que é esse o meu momento e que não preciso me definir por ele. É importante, sim, conversar sobre o que incomoda, sobre onde o calo dói, mas não precisa ser assim o tempo todo.

Aliás, acredito que quanto mais a gente fala, mais toda dor ganha força sobre nós, toma uma dimensão maior. É importante estarmos atentos a isso também. E sabermos com quem falar. Nem todos vão nos entender, nem todos vão saber como nos ajudar. E também não temos o direito de sufocar as pessoas com nossas questões e exigir que elas nos salvem.

Essa foi uma reflexão que me doeu, mas que valeu a pena ser feita. O que vocês pensam sobre isso tudo? Como se comportam nos momentos de crise? Gostaria muito de saber, me contem nos comentários.

Namastê!

🙂

Como podemos agir diante de uma decisão difícil?

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Muitas vezes, diante de uma decisão difícil, nos sentimos perdidos, sem saber por onde caminhar e quais escolhas tomar. Nossa cabeça parece um turbilhão, cheia de pensamentos desconexos e com possibilidades desabrochando a todo momento.

Nos sentimos ansiosos e nossa energia é reduzida, gerando cansaço e mal estar. Nos sentimos constantemente esgotados. Como uma bola de neve, uma coisa vai gerando outras: a ansiedade de ter que tomar uma decisão gera mais ansiedade, angústia, e assim por diante.

Como lidar com tudo isso? Como agir quando não sabemos qual rumo devemos tomar?

Em primeiro lugar, respire. Muitos de nós não conhece a importância da respiração. Pare alguns minutos e se atente a ela, simplesmente. De início, os pensamentos continuarão insistentes, mas não desista e continue respirando calmamente, até sentir o seu corpo relaxar. Aos poucos você se sentirá mais tranquilo e consciente.

Então, analise as possibilidades. E, para isso, nada melhor do que colocá-las em um papel. Escreva os prós e os contras da decisão que você pretende tomar. Colocando as ideias no papel, ficará mais fácil conhecer as possibilidades sem muitos julgamentos e analisar cada uma delas detalhadamente.

Sinta a sua escolha. Não decida apenas racionalmente; busque escutar também escutar o seu coração. O equilíbrio entre o coração e a mente é fundamental para que façamos escolhas mais adequadas ao que buscamos. Ao entrar em contato com você mesmo e com o que verdadeiramente sente e deseja, você sentirá a leveza de estar no caminho certo.

Abandone o medo de falhar. Na maior parte das vezes, o que mais nos bloqueia é o medo. Temos medo de errar, de nos arrepender e de sermos criticados por isso. Ninguém escolhe querendo errar, mas se acontecer, tudo bem também! É somente arriscando que podemos sair da nossa zona de conforto.

Além disso, nos esquecemos de que todos somos seres falíveis e imperfeitos. Nos esquecemos também de que temos todo o potencial para sermos melhores, e são exatamente os erros que nos permitem refletir sobre as nossas condutas e, assim, buscarmos nos melhorar.

Toda escolha demanda uma renúncia, mas isso não significa que você escolheu equivocadamente. Muitas vezes olhamos para trás e nos cobramos, arrependidos das escolhas que fizemos. Mas é importante que não nos esqueçamos de que tudo é aprendizado. Se você fez uma escolha e se arrependeu, analise o que ela te trouxe de bom: experiências, aprendizados, superações. Olhando pelo lado bom, você sempre encontrará as razões exatas para aquela escolha que antes considerava equivocada.

Se arrependeu? Sempre é tempo de recomeçar! A vida é constante movimento, e os aprendizados que temos com as nossas experiências são sempre úteis para as nossas próximas vivências. Portanto, aprender a valorizar aquilo que aprendemos diante de uma escolha que não ocorreu da forma como imaginamos nos dá mais força e coragem para enfrentar os próximos desafios. Somente com os erros é possível amadurecer.

E é aí que está a importância do tão falado autoconhecimento: vivendo a vida de forma mais consciente, somos capazes de avaliar e compreender as nossas escolhas e atitudes, evitando julgamentos e cobranças e buscando melhorar sempre. Quando conseguimos compreender que todas as coisas têm uma razão e um momento certo para acontecer, e que muitas delas não dependem apenas de nós, conseguimos levar a vida com mais leveza e determinação e com menos arrependimentos, cobranças e sentimentos negativos.

Algumas pessoas querem que você seja o mesmo para sempre

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NÃO DÊ OUVIDOS A ELAS!

Não importa se são seus pais, amigos, namorado ou namorada. Alguém sempre vai ter expectativas não atendidas em relação a você. O que importa mesmo é a sua consciência tranquila e a certeza de que é e busca cada vez mais ser a pessoa que quer ser.

Algumas pessoas querem que você se petrifique no tempo e seja a mesma pessoa eternamente. Mas ninguém é, e você não precisa atender ao que os outros esperam de você. Não é que você vai descartar tudo que te falarem, mas é preciso saber absorver o que é pertinente e o que não passa de frustração de quem tá do outro lado e não enxerga em você o que gostaria de enxergar.

Não existe mal algum em buscar novos horizontes e descobrir novos interesses. Que graça teria a vida se tudo fosse sempre do mesmo jeito? Existe algo em você que nunca vai mudar, aquilo que é a sua essência: eu tendo a acreditar que ela está naquilo que chamamos de caráter, tem a ver com a forma como você trata as pessoas à sua volta e a forma como você lida com as pedras no caminho.

Se você segue esta ou aquela seita religiosa (ou não segue nenhuma), o que importa mesmo é a sua fé. E fé não tem nem mesmo relação com acreditar em Deus, necessariamente. Tem muito mais relação com acreditar na vida e em tudo de bom que ela pode te trazer.

Se você gosta de filmes de terror hoje e de comédias românticas amanhã, qual é o problema? É assim que você expande horizontes e se descobre ao longo da vida. Nós não somos estáticos, não precisamos ficar agarrados sempre no mesmo lugar, fazendo e gostando sempre das mesmas coisas.

Isso não é não ter personalidade. Isso é apenas se permitir abrir ao novo. E quando você se abrir ao novo, esteja preparado: algumas pessoas vão estar com pedras na mão, e críticas na ponta da língua. Mas permaneça com as suas crenças e com as mudanças que você se permite fazer (você e ninguém mais). Isso com certeza vai atrair quem se assemelha a você e vai excluir quem não respeita seu modo de ser. Essa exclusão pode ser temporária e durar o tempo necessário para que essa pessoa perceba que você não está no mundo para ser do jeito que ela deseja, ou pode mesmo ser permanente. Mas isso só o tempo dirá.

No fim das contas, duas coisas importam mesmo na vida: as pessoas que ficam, que são aquelas que te respeitam e gostam de você pelo que é e não pelo que elas gostariam que fosse; e se você tem coragem de bancar as consequências de todas as suas escolhas sem exigir que o outro faça isso por você.

Namastê.

🙂

A parte difícil do autoconhecimento

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Hoje é praticamente “moda” esse tal de autoconhecimento. Não é por acaso que esse blog existe e temos (eu e Marina) vivenciado sempre o quanto é maravilhosa essa jornada.

Mas nesse momento decidi escrever sobre a parte da dor. Porque nem sempre é fácil. Porque às vezes a gente cansa e sente vontade de entregar os pontos. E aí a gente percebe que isso nem mesmo é possível, porque uma vez iniciada a caminhada, já não existe mais volta.

O autoconhecer-se implica em assumir responsabilidade pelo que nos acontece, pela forma como reagimos às situações e pelo que sentimos. E isso pode, sim, ser muito difícil.

De repente você se vê em uma situação em que sente raiva do outro, mas você já chegou num ponto da jornada em que sabe que o outro não te causa raiva e começa a analisar o que tem ali que te atingiu de forma que lhe trouxesse esse sentimento. Você não se permite apenas sentir, você precisa entender o que causou aquilo dentro de você.

E isso é importante, porque não é certo jogar pra cima do outro uma responsabilidade que, de fato, é nossa, e não dele. Mas ao mesmo tempo pode ser sufocante não nos permitirmos sentir.

Por vezes eu me vejo em situações em que começo a achar que não tenho “direito” de sentir determinadas coisas e isso traz uma sensação de estar presa dentro de mim mesma. Não tem sido fácil vivenciar isso tudo.

Mas como tudo pode trazer um aprendizado, tenho pensado que talvez a tônica seja “nem tanto ao mar, nem tando à terra”. Mais uma vez, equilíbrio é tudo. A ideia budista do caminho do meio tem feito cada dia mais sentido pra mim.

Como já disse no último texto que escrevi aqui pro blog, precisamos nos permitir sentir, precisamos nos permitir doer, mesmo que as vezes nem faça sentido. Mesmo que no fundo você saiba que não precisava ser daquele jeito. Estamos aqui aprendendo e só o fato de estarmos tentando diariamente nos conhecer e nos aprimorar já é uma vitória linda!

Deixa doer que também faz parte.

Namastê!

🙂

 

Tá tudo bem (mesmo quando não está)

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Recentemente me dei conta de que as pessoas acham que minha vida está maravilhosa, que não tenho problemas e sou sempre grata por tudo, que sou motivada e faço tudo que quero e preciso, sempre achando tudo lindo.

Sim, minhas redes sociais são bastante positivas. Sim, eu tento manter essa positividade sempre presente. Sim, eu amo muitas coisas em minha vida (especialmente as pessoas). E sim, eu sou (talvez) a pessoa mais positiva que conheço.

Mas não, nem tudo são flores! Eu também passo por dificuldades, eu tenho mil problemas como todo mundo. Eu passo por algumas “bads” bem complicadas e tem dias que não sinto a menor vontade de sair de casa. Eu sou normal, gente! E é normal ter altos e baixos, a vida é feita disso. Se não fosse assim, como daríamos valor aos bons momentos? Às coisas boas que nos acontecem?

Esses dias, em uma conversa com uma amiga, ela se mostrou meio chocada quando disse que estava mal. Particularmente fiquei chocada com o choque dela. Redes sociais não mostram o que está dentro do gente. E aliás, muito do que posto nas minhas são mensagens pra mim mesma muito mais do que pra motivar qualquer outra pessoa.

Estou escrevendo esse texto pra dizer que está tudo bem. Tá tudo bem ficar mal. Tá tudo bem não ser positivo sempre. Tá tudo bem em alguns momentos não conseguir sentir gratidão. Também precisamos abraçar nossa sombra, ser pacientes conosco mesmas e nos permitir sentir qualquer dor que tenha nos alcançado.

Eu só sinto que não quero passar isso pra todas as pessoas. Gosto sim de emanar mensagens positivas. Até porque é isso que gosto que chegue até mim. Eu desabafo, falo, coloco pra fora tudo que preciso colocar, mas não me entrego ao sofrimento. Acolho o que sinto e me permito sentir, mas não me deixo dominar de forma que não consiga mais sair.

É claro que existem condições clínicas. A minha forma de encarar as coisas não resolve todos os problemas. Positividade e gratidão não resolvem todos os problemas. Mas até amigas que passaram ou passam por depressão, por exemplo, sabem que só conseguem sair disso se quiserem, remédios também não fazem milagres. Mas isso  é assunto pra outro post (que eu nem me atreveria a escrever, na verdade, porque não experienciei).

Então isso tudo é só um lembrete de que a felicidade não é obrigação, faz parte da vida ficarmos tristes, inconformados ou seja lá o que estivermos sentindo. E negar os sentimentos ruins só faz piorá-los. Lembremo-nos disso.

Namastê!

🙂

 

Minha rotina após a prática de Yoga

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Hoje, ao acordar, apesar de um certo desânimo por não ter dormido tão bem, levantei, arrumei a minha cama e decidi dar uma “geral” em muitos materiais que estavam sobrando aqui. Arrumei minha estante de livros, separei alguns papéis para jogar no lixo e tirei da escrivaninha muitas coisas que não estavam mais sendo úteis.

Preferi deixar para fazer Yoga depois de arrumar o que estava fora do lugar para me concentrar melhor e começar bem o dia, mas já nessa primeira atividade percebi algumas dificuldades: meu desânimo estava piorando e eu não estava conseguindo me concentrar muito. Então, acabei de organizar tudo e fui à prática.

Após dez minutos de Yoga (procuro fazer todos os dias pela manhã as primeiras posturas da 1ª série de Hatha-Yoga) e dez minutos de relaxamento, aquele desânimo havia desaparecido quase que por completo. Após o relaxamento, li mais alguns minutos de um livro espírita e naquele momento senti estava pronta para começar o meu dia.

Sentei na escrivaninha e organizei a minha agenda do dia. Geralmente faço isso no dia anterior, mas às vezes não consigo e acabo fazendo no dia seguinte. Olhei a programação da semana, passei mentalmente tudo o que precisava e gostaria de fazer naquele dia e distribuí as atividades por horários. Mais um passo para melhorar a minha disposição.

Depois, fui lavar o cabelo. Gosto de tomar banho pela manhã porque me sinto mais animada e disposta, então procuro fazer isso sempre que possível. Percebo que, diferente de como eu estava antes dessas práticas, me sinto muito mais presente em cada pequena ação. Pequenos atos que parecem não ter importância, como o de passar shampoo no cabelo, são aproveitados de formas diferentes nos dias em que faço apenas dez minutos de Yoga.

Li alguns blogs que gosto e decidi almoçar. Comer pode parecer uma das nossas atividades mais simples. Às vezes é até automático. Mas não deveria ser assim. Quantas vezes almoçamos mexendo no celular, assistindo alguma coisa na TV ou concentrados em qualquer outra coisa? Se agimos dessa forma, não estamos aproveitando plenamente a nossa alimentação. Não estamos presentes naquele momento, o que causa uma série de problemas; desconectados de nós mesmos, comemos rápido e mal mastigamos o alimento. Ao mesmo tempo, se comemos conversando com alguém no Whatsapp, por exemplo, também não aproveitamos aquela conversa da forma como poderíamos.

A Yoga, assim como a meditação e outras práticas espirituais, não devem durar somente aqueles minutos em que estamos concentrados, mas devem ser praticadas ao longo de todo o dia. Se estou presente ao tomar banho e espalhar o shampoo e o condicionador pelo cabelo, estou meditando; se mastigo com calma os alimentos na hora do almoço, me dedicando somente àquela atividade, continuo meditando. O mesmo acontece se faço uma leitura e me concentro, ou, se me sinto ansiosa, paro por alguns minutos, me atento à minha respiração e entro em contato comigo mesma (essa foi uma das melhores práticas que descobri).

Desde que comecei a praticar Yoga frequentemente, me sinto muito mais presente, me dedico mais à cada pequena atividade, me concentro melhor e passo o dia muito mais tranquila. E nas situações que me afetam de alguma forma e começam a me tiram desse eixo, tenho nas mãos as ferramentas para voltar àquela tranquilidade de antes.

Antes de começar a me dedicar à Yoga e à meditação, vivia a maior parte dos meus dias de forma automática, sempre ansiosa pelo futuro e sem tanto contato interior. Aos poucos fui percebendo os pequenos benefícios que essas práticas espirituais traziam para a minha rotina, e esses benefícios, juntos, me auxiliam todos os dias a ser uma pessoa melhor e aproveitar muito mais cada pequeno momento.

As ferramentas são muitas para que possamos nos descobrir e estar constantemente em contato conosco mesmos. Nem sempre as que funcionam para mim funcionarão para você, mas é importante buscar as que nos fazem sentir melhor. Não são poucos os momentos difíceis, mas quando percebemos que viver no presente e ser grato pelo que temos (tirando o foco do que não temos ou do que queremos mas não podemos ter no momento) pode amenizar (e muito!) as dificuldades, não há mais como voltar atrás. Com essas pequenas mas valiosas atitudes, começamos uma transformação interior que leva tempo, mas que nos torna mais fortes, conscientes e felizes.

Somos todos responsáveis

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Você já parou para pensar na responsabilidade que tem diante do presente e do futuro do nosso país e do nosso planeta?

Muitas vezes tenho a sensação de que estamos adormecidos em nós mesmos, vivendo maquinalmente os nossos dias, sem nos preocuparmos com as nossas responsabilidades. Deixamos de viver o presente para viver um futuro muitas vezes irreal, porque nunca começamos a construí-lo.

Quantas vezes jogamos no outro a culpa pelos nossos atos? Quantas vezes deixamos de refletir sobre as nossas atitudes diante dos outros e conosco mesmos e apontamos o dedo para o outro, responsabilizando-o pelos nossos próprios erros? Quantas vezes reclamamos dos políticos e praticamos a corrupção nas pequenas atitudes do dia a dia?

Não nos conhecemos mais, porque nos perdemos de nós mesmos. Não buscamos ir atrás do que amamos, mas daquilo que é mais fácil de ser realizado, que nos dê um maior retorno financeiro ou uma melhor posição e visibilidade social.

Estamos deixando cada vez mais de amar – a nós mesmos e aos outros. Seguimos o fluxo. “Se o outro age de forma errada, por que eu não posso fazer o mesmo?” E assim vamos vivendo os nossos dias… cegos para o presente e sem pensar que o futuro começa a ser construído AGORA, em cada pequeno  ato cotidiano. Reclamamos da nossa realidade, mas não movemos um palmo para começar a transformá-la.

Somos nós os responsáveis pela nossa melhoria, pela nossa transformação. Se alguém te fez mal, não é ele o culpado da sua tristeza. Nós é que depositamos a nossa confiança – muitas vezes cegamente – geramos em nós uma grande expectativa e esperamos que ele aja da forma como queremos. Mas, na maioria das vezes, é mais fácil culpar o outro, porque assim não é necessário refletir sobre as nossas atitudes.

Percebe como tudo gira em torno de nós?

Exigimos respeito mas não respeitamos. Vamos à rua lutar pelos direitos de todos mas nos achamos superiores aos outros. Culpamos a política mas praticamos corrupção todos os dias.

Enquanto não tomarmos consciência do nosso papel nesse planeta, nada irá mudar. A mudança não está somente na política, mas principalmente em nós mesmos. Nós somos a força necessária para promover qualquer mudança.

Portanto, toda mudança começa em nós. Só precisamos acordar, nos conscientizar disso e começarmos a agir.

Pare de viver no automático. A vida não se resume a trabalhar, consumir e curtir nos finais de semana. Somos muito maiores do que supomos e não estamos aqui apenas de passagem.

Conscientize-se do agora. O que você tem feito por você mesmo? O que você quer fazer pelo outro? As suas escolhas (profissionais e pessoais) condizem com o que está em seu coração? Você se conhece verdadeiramente? O que quer para si mesmo e para o seu futuro?

Reflita em torno das suas atitudes, do que você admira e do que gostaria de mudar em você. Todos os dias reserve um tempo para meditar e refletir sobre essas questões.

Dê ao outro o direito de errar, assim como você erra, sem se esquecer que a responsabilidade pelos atos é de cada um. Seja você mesmo em qualquer situação. Não siga o fluxo cegamente esperando que as mudanças aconteçam magicamente diante dos seus olhos. Seja o que você quer ver no mundo. Seja amor onde quer que você vá. Doe-se sem esperar nada em troca. Seja verdadeiro consigo mesmo em todas as situações. Faça a sua parte, por mais que ninguém se importe ou que pareça não dar nenhum resultado. Ter a consciência tranquila é o suficiente. Desenvolva a empatia. Preocupe-se com o outro. Ofereça ajuda. No fim, nós é que somos os mais ajudados.

Somos nós que fazemos o presente e o futuro acontecer. Depende de cada um de nós a melhoria do nosso mundo, porque ela começa dentro de cada um.

Só conseguiremos fazer desse mundo um lugar melhor para se viver quando começarmos a nos transformar individualmente, dia após dia.

Reflexões sobre o tempo

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Ah o tempo… esse implacável! Nos faz crescer, viver, sofrer, envelhecer, amadurecer.

Alguns dizem que o tempo nem mesmo é real, mas como nos guiamos a todo momento por ele, creio ser importante refletirmos sobre seu significado em nossas vidas.

Primeiramente, o ontem. Acredito que nunca devemos nos prender ao passado. Devemos sim aprender lições e buscar não cometer os mesmos erros, mas nunca olhar pra trás com pesar ou nos considerando pessoas ruins pelo que fizemos ou deixamos de fazer. Afinal, a pessoa que fomos ontem não é a mesma que somos hoje, então de nada adianta olharmos para trás julgando nossos atos com os olhos do presente. Costumo sempre falar isso quando vejo pessoas próximas se atormentando por algo que fizeram ou deixaram de fazer. No final das contas a visão que temos hoje costuma ser bem diferente da que tínhamos anos, meses e, em alguns casos, até dias atrás.

E o agora? É só ele que de fato temos. Precisamos ser felizes no presente, dentro das circunstâncias em que nos encontramos, com o que somos e com o que temos. Por isso é tão importante buscarmos olhar de forma positiva para a vida. Por mais que não tenhamos controle sobre tudo que nos acontece, temos controle sobre nós mesmos e sobre como reagimos às circunstâncias – salvo em casos de doenças e questões psicológicas. Mas em condições normais de temperatura e pressão (hahah) podemos sofrer o que tivermos que sofrer, mas não precisamos nos entregar a isso. Podemos sim mudar a forma como nos sentimos. Você que está lendo esse texto provavelmente é tão privilegiado quanto eu pelo simples fato de poder fazer essas reflexões. Sorria 🙂

Por fim, o amanhã. Muitas pessoas que falam sobre a importância de viver no presente parecem não pensar muito sobre o futuro. Porém, acredito que parte de ser feliz no agora tem relação com o futuro: a motivação é algo que pode trazer felicidade no presente. Explico: é importante construirmos bases para o depois; trabalharmos pelo que virá; termos objetivos que nos motivem a seguir adiante e nunca estagnarmos. Seja na vida pessoal, profissional, espiritual… Mas precisamos sempre lembrar que podemos mudar de planos, que não somos estáticos. E que por mais que isso seja importante, não devemos nos permitir ficar ansiosos com o que virá a ponto de nos esquecermos de aproveitar os momentos.

Por isso precisamos estar sempre atentos pra não nos perdermos. Nem no passado e nem no futuro. Sigamos, então, aprendendo com o passado, sendo felizes no presente e construindo bases para o futuro que desejamos.

Namastê!

🙂