Você conhece a Psicologia Positiva? Desafio #SemanaDoBemEstar

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A Psicologia Positiva é uma ciência elaborada por um pesquisador chamado Martin Seligman e outros pesquisadores com o objetivo de explorar o que faz a vida valer a pena e criar as condições para isso. Inicialmente definida como a “Ciência da Felicidade”, teve sua teoria reformulada em seus elementos e seu objetivo alguns anos depois do seu surgimento, após alguns experimentos científicos desenvolvidos por Seligman.

Se o tema central era antes a felicidade, agora passa a ser o aumento do bem-estar.

De acordo com Seligman, o bem-estar é um construto elaborado a partir de alguns elementos que contribuem para o seu aumento. Esses elementos são cinco: emoções positivas, engajamento, sentido, relacionamentos positivos e realização. Além deles, existem as características adicionais para o florescimento que são: autoestima, otimismo, resiliência, vitalidade e autodeterminação.

Muito se fala sobre a importância do pensamento e atitudes positivas e suas implicações na melhoria da qualidade de vida. A Psicologia Positiva surge como uma ciência validada por métodos e experimentações científicas visando comprovar a eficácia de se viver melhor com o foco no positivo.

É pelo cultivo do positivo que somos capazes de aprender, crescer e florescer. Isso não é uma busca de um conceito longínquo de felicidade, mas o simples cultivo de diferentes tipos de emoções positivas que podem nos levar ao caminho do sucesso.

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Assim como Seligman relata em seu livro “Florescer”, foi a Psicologia Positiva que o escolheu, e não o contrário. O mesmo aconteceu comigo.

Logo que terminei o curso de Coaching, em janeiro deste ano, estudando a teoria ministrada no treinamento, a Psicologia Positiva me despertou um interesse especial. Conheci, então, pesquisadores como o próprio Seligman, que elaborou a teoria e os primeiros experimentos científicos, e outros autores que despertaram em mim, além do interesse, um sentimento intenso de identificação. Foi quando decidi começar a colocar em prática o que esses autores falam em suas teorias e práticas científicas.

Elaborei, então, duas rotinas – uma matinal e uma noturna – para praticar os conceitos que aprendi e logo na primeira semana já observei uma grande diferença nas minhas emoções, nos meus pensamentos e comportamentos.

Determinei, então, o meu nicho de atuação: Coaching de Bem-estar.

Foi assim que decidi lançar um desafio: a Semana do Bem-estar, com o objetivo de levar a vocês um pouco da prática dessa ciência que tem transformado a vida de tantas pessoas – assim como vem transformando a minha!

O desafio será desenvolvido ao longo de 7 dias e compartilhado em meu Facebook (facebook.com/marina.vassalli) e Instagram (@marina.vassalli) – por isso, me adicionem e sigam por lá para acompanhar. Consiste em postar, a cada dia, uma foto tirada durante o desenvolvimento da ação proposta, um depoimento ou apenas uma frase em seu perfil e marcar o meu perfil, juntamente com a hashtag #SemanaDoBemEstar para que eu e os outros participantes do desafio possamos vê-lo!

Cada dia será dedicado a um dos elementos constituintes da Psicologia Positiva.

É importante que, ao praticar cada ação ou tarefa, você perceba e sinta as sensações e emoções que surgem. Você pode anotá-las em um papel ou em um caderno e, se for de sua vontade, compartilhá-las em suas postagens.

Espero, assim, poder levar a vocês o mesmo bem-estar que tenho sentido.

Vou adorar ter vocês comigo nessa jornada!

Vamos juntos? 🙂

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Aprenda a se escutar

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Tudo que acontece na vida tem uma função. Quando essa função se cumpre, precisamos deixar ir. Nosso coração e nosso corpo nos dão os sinais. Aprendamos a escutá-los.

Esses dias passei por uma experiência dessas que nos deixa um aprendizado. Na verdade, nesse caso específico foram vários aprendizados vindos de um acontecimento só. É muito bom ter esta visão da vida: de que todas as experiências são boas, porque todas carregam algo a nos ensinar, mesmo e especialmente aquelas que numa olhada rápida pareçam ruins.

Por isso hoje estou aqui escrevendo depois de meses.

[Inclusive desculpem por esse semi-abandono, anda complicado conseguir tempo e inspiração – mas tá tudo bem]

Em resumo, aprenda a se ouvir, esteja atento a você mesmo, às suas necessidades e aos sinais que a vida dá sobre o que você deve fazer. Sei que intuição pode parecer algo muito abstrato ou mesmo uma grande viagem para os céticos, mas se você me lê neste momento, provavelmente não pertence a este grupo…

Então, se permita sempre um contato íntimo consigo mesmo, seja através da meditação ou de qualquer outra prática que te leve a realizar essa viagem interna. A vida nos exige milhares de coisas. Mas no final das contas o que importa de verdade está dentro da gente e só olhando pra nós mesmos é que encontraremos quaisquer respostas que estejamos buscando.

Seja você, porque só assim você vai entregar ao mundo o seu melhor e preencher sua vida de propósito. Não importa o que o mundo diga.

Namastê!

🙂

 

Por que a sua paz não pode depender de ninguém?

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Ou “aprenda a ligar o foda-se e seja feliz”.

Muita gente fala sobre a necessidade de não se importar com a opinião dos outros. E isso não é só discurso vazio. Frequentemente podemos sentir na pele como se “blindar” pode ser essencial para uma existência mais pacífica.

A verdade é que não vamos agradar a todo mundo jamais. Pelo contrário, parece que as pessoas sempre vão encontrar algum motivo pra nos criticar, algum “defeitinho” que acham que precisamos mudar, seja em quem “nós somos”, no que fazemos (ou deixamos de fazer) ou em nossa aparência física.

O mais louco nisso tudo, é que essas pessoas não parecem se questionar se queremos a opinião delas ou mesmo se o que incomoda na visão delas está nos incomodando. E muito menos vão se dar conta que talvez estejamos tendo um trabalho de Hércules pra nos aceitar, e que críticas só vão nos jogar pra baixo.

Por isso não tem muito jeito: ou aprendemos a lidar com criticas destrutivas de uma forma que não nos afete tanto, ou nosso emocional e nossa auto-estima vão viver em montanha russa.

Além disso, é importante também não “surtarmos” com o que os outros estão pensando sobre nós, porque muitas vezes a realidade é que estão todos tão focados nas próprias vidas que nem estão reparando. Você julga e repara nos outros o tempo todo?

O jeito então, pessoas, é construir a nossa própria forma de felicidade em todos os âmbitos da vida. Tratemos de sermos felizes conosco mesmos e vamos deixar a opinião dos outros pra eles mesmos. Se estão vendo algum problema em nós, na verdade é um problema deles mesmos que se recusam a lidar.

Partiu ser feliz?!

Namastê!

🙂

Você tem lembrado da sua máscara de oxigênio?

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Acredito que a maioria das pessoas já deve ter se deparado com a analogia da máscara de oxigênio no avião. A aeromoça explica que em caso de emergência, máscaras de oxigênio cairão à sua frente, e que você deve colocar a sua antes de prestar socorro à pessoa ao seu lado, seja ela quem for.

E não é assim na vida? Precisamos nos “salvar” antes de tentar salvar os outros. Em alguns momentos, é possível, sim, guardarmos um pouco nossos problemas pra ajudar aos outros, mas a verdade é que isso não pode ser feito indefinidamente. Precisamos nos olhar e nos acolher tanto ou mais do que fazemos pelos outros. E em primeiro lugar, inclusive.

Uma pessoa em pedaços, não vai ser capaz de juntar os cacos de outra. Por isso, se colocar em primeiro lugar não é egoísmo. Na verdade é praticamente urgente que façamos isso, porque todos estamos precisando de cura em algum aspecto.

Por isso, jamais se culpe por se olhar e se cuidar. Jamais se culpe por precisar fazer algo por você que você preferia não ter que fazer. Se ame em primeiro lugar! A vida sempre manda sinais do que precisamos no momento. Esteja atento a esses sinais e fique feliz por se ouvir.

Você merece ser curar tanto quanto qualquer outra pessoa.

Namastê!

🙂

Ps: Pessoas de Juiz de Fora, estou abrindo uma turma de yoga. Se alguém tiver interesse pode comentar aqui ou, melhor ainda, me chamar nas redes sociais. \o/

 

Minha transformação pessoal com “O poder do Agora”

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Eu acredito que existe um momento certo para tudo porque cada vez mais isso tem se comprovado na minha vida.

Por duas vezes eu havia pegado o livro “O poder do Agora” para ler e não conseguia dar continuidade. Nesse contexto, acredito que cada livro também tem o seu momento certo para ser lido e alguns nem sempre cabem em certos momentos da nossa vida. Na terceira vez, há algumas semanas atrás, tinha recém iniciado um Treinamento em Mindfulness e já havia estudado grande parte da teoria que fundamenta o Self Coaching, metodologia própria do IBC – curso que conclui em janeiro deste ano. E dessa vez, claramente, era o momento certo! O livro fez tanto sentido para mim que parecia que eu estava lendo todas aquelas palavras pela primeira vez.

Mas um conceito em especial, que fundamenta a teoria de Eckhart Tolle, é em relação ao sofrimento. A cada pequeno intervalo que tenho pego o livro para ler, e quando li esse trecho estava no ônibus indo para o trabalho – relato isso para mostrar o quanto me marcou, e poderia dizer que instantaneamente passei a enxergar a vida de outra forma. Para situar melhor o conceito, deixo aqui um trecho que explica basicamente o que representa o “poder do Agora”:

Você alguma vez já vivenciou, realizou, pensou ou sentiu alguma coisa fora do Agora? Acha que conseguirá algum dia? É possível alguma coisa acontecer fora do Agora? A resposta é óbvia, não é mesmo?

Nada jamais aconteceu no passado, aconteceu no Agora.

Nada jamais irá acontecer no futuro, aconteceu no Agora.

O que consideramos como passado é um traço da memória, armazenado na mente, de um Agora anterior. Quando lembramos do passado, reativamos um traço da memória e fazemos isso agora. O futuro é um Agora imaginado, uma projeção da mente. Quando o futuro acontece, acontece como sendo o Agora. Quando pensamos sobre o futuro, fazemos isso no Agora. Obviamente o passado e o futuro não têm realidade própria.

(Pág. 53)

Por que o Agora é a coisa mais importante que existe? Primeiramente, porque é a única coisa. É tudo o que existe. O eterno presente é o espaço dentro do qual se desenvolve toda a nossa vida, o único fator que permanece constante. A vida é agora. Nunca houve uma época em que a nossa vida não fosse agora, nem haverá.

(Pág. 52)

E esse foi o trecho que transformou a minha forma de enxergar a vida:

O sofrimento que sentimos neste exato momento é sempre alguma forma de não-aceitação, uma forma de resistência inconsciente ao que é. Aceite, depois aja. O que quer que o momento atual contenha, aceite-o como uma escolha sua. Trabalhe sempre com ele, não contra. Torne-o um amigo e aliado, não seu inimigo. Isso transformará toda a sua vida, como por um milagre.

(Pág. 38)

Juntamente com essa leitura, estou praticando constantemente uma das meditações do Mindfulness, exatamente para me tornar mais consciente e presente no Agora. E desde que comecei a prática, percebo que estou me tornando uma pessoa melhor para mim e para os outros, exatamente por conseguir me manter grande parte do tempo no presente, usufruindo de todas as experiências – sejam elas boas ou não.

Quando vivemos uma vida de forma inconsciente, em outro tempo – passado ou futuro – fugindo do que realmente é, em um embate constante com o presente, estamos nos livrando ou aumentando o nosso sofrimento?

Se tudo o que temos é o Agora, e esse Agora é constituído por todas as nossas escolhas e tudo o que vivemos até esse momento, por que por tantas vezes resistimos ao momento presente?

O sofrimento não existe no presente, assim como no passado que já se foi e no futuro que ainda não aconteceu. O que existe é a não-aceitação do momento. E aceitá-lo é o primeiro passo para eliminarmos definitivamente qualquer sofrimento de nossas vidas.

A aceitação do que é foi o conceito que me levou a enxergar a vida de uma outra forma. Fugir para um tempo que já não existe ou para aquele que não sabemos nem se irá existir nunca foi e nunca será a solução para eliminarmos o sofrimento da nossa vida. É apenas uma ilusão. Estarmos completamente conscientes e presentes no Agora, sim, porque estaremos vivenciando a única coisa que verdadeiramente existe, e somente aceitando para depois agir poderemos traçar metas, estabelecer objetivos ou soluções para os nossos sofrimentos.

Experimente estar completamente presente no Agora por alguns minutos, livre das interferências constantes da mente, em qualquer atividade que esteja realizando – essa é uma proposta do livro. Perceba como essa atitude simples traz uma enorme sensação de plenitude e paz interior.

Leve isso para todas as situações da sua vida e perceba a sua transformação.

Quando nos entregamos ao momento presente, aceitando e nos percebendo em todas as situações, é possível levarmos uma vida muito mais leve e feliz.

Para quem não conhece o livro, recomendo muito a leitura. Os trechos que postei acima são apenas uma pequena parte de toda a reflexão, que é realmente transformadora. Deixo aqui o link para o download em PDF ou EPUB:

http://lelivros.love/book/download-o-poder-do-agora-eckhart-tolle-em-epub-mobi-e-pdf/

Para quem já leu o livro, o que mais te marcou ou auxiliou de alguma forma? E para quem pratica Mindfulness, como tem sido a sua experiência?

Vamos conversar sobre isso! 🙂

 

 

 

Como transformar crenças e ser mais feliz – Colaboração para blog “Ser (ainda!) mais feliz”

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Oi, gente! Tudo bem com vocês?

No post dessa semana, venho compartilhar uma colaboração que fiz para o blog da Sofia, o Ser (ainda!) mais feliz, que com muito carinho nos convidou para falar sobre felicidade! Falei, então, sobre como transformar crenças e ser mais feliz.

Convido vocês a conhecerem o blog dela, que é também uma grande inspiração para nós!

Obrigada, Sofia, pelo espaço e pelo carinho de sempre! Saiba que é recíproco da nossa parte! ❤

O link para acessar a postagem é esse:

https://aindamaisfeliz.blogspot.com.br/2018/03/como-transformar-crencas-e-ser-mais.html

🙂

 

Afinal, o que é a simplicidade?

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Falamos muito sobre simplicidade por aqui, principalmente sobre a importância de vivermos uma vida com menos coisas – materiais e emocionais – considerando que o menos é sempre mais. Mas, na prática, o que é ser simples?

Há algum tempo li talvez o melhor livro que já comprei até hoje: “Simplicidade voluntária”, de Duane Elgin. Essa semana decidi, além de reler, fazer um fichamento das partes mais importantes, o que me gerou muitas reflexões.

Muitas vezes, a ideia de simplicidade está relacionada à escassez. Mário Sérgio Cortella, um dos maiores filósofos contemporâneos, tem uma fala muito interessante sobre vida simples. Ele diz (nesse vídeo aqui):

Simplicidade não é sinônimo de carência. Simplicidade é sinônimo de suficiência. Uma vida simples não é aquela na qual haja carência; uma vida simples é aquela na qual haja suficiência. Suficiência de comida, suficiência de afeto, suficiência de socorro de saúde. Nós não podemos confundir abundância com desperdício. Nós não podemos confundir abundância com descarte inútil.

Hoje a sociedade vive aquilo que a gente chama de uma “consumolatria”, uma adoração do consumo, que gera infelicidade em sequência.

Duane Elgin elabora o conceito de  simplicidade voluntária, ou seja, uma simplicidade escolhida, intencional, que busca uma qualidade de vida superior. E diz que ao contrário do que propõe a mídia, o consumismo gera vida de sacrifícios, enquanto a simplicidade proporciona vidas de oportunidade: maior realização no trabalho, mais compaixão pelos semelhantes, sentimento de fraternidade em todas as formas de vida e êxtase por vivermos em um universo vivo. É uma alternativa para vivermos sem stress, excesso de compromissos e a alienação da vida moderna.

Ao listar algumas formas de compreensão da simplicidade, ele diz ainda que muitas pessoas associam-na a regresso, à uma volta ao passado, em que famílias abandonam as suas vidas para viver na roça, em um trailler ou em um barco, sem televisão, computador, banheiro ou carro. Mas a simplicidade consciente nada tem a ver com isso: é uma transformação do nosso modo de viver – o trabalho que fazemos, o transporte que usamos, o alimento que ingerimos, as roupas que vestimos, etc. Essa simplicidade procura melhorar o nosso relacionamento com a Terra, com os semelhantes e com o universo sagrado.

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Assim, temos uma definição de simplicidade. Simplicidade é o que nos permite viver com o suficiente, com o que é essencial, abandonando hábitos de consumo destrutivos e nos tornando mais conscientes das nossas escolhas. Para mim, isso é o que faz toda a diferença, porque permite que tenhamos uma vida em harmonia conosco mesmos e com o que nos cerca – a natureza e todos os outros seres vivos.

Nem sempre é simples transformar velhos hábitos, especialmente os de consumo, quando temos apelos o tempo todo nos induzindo a comprar e a viver a nossa vida de acordo com um padrão, seguindo o fluxo de forma automática. Mas a simplicidade nos permite escolher de forma consciente como queremos perceber e viver a nossa vida. Nos permite ser autênticos em uma sociedade que impõe formas ideais de vida.

Portanto, estar consciente é o primeiro passo para uma vida mais simples. A maioria de nós vive ou viveu uma grande parte da vida de forma inconsciente, sem refletir sobre as próprias escolhas e, com isso, vivendo a vida de outras pessoas que não a nossa, nos esquecendo de que somos nós quem temos as rédeas para conduzi-la. Isso se reflete especialmente nas redes sociais, onde muitas vezes expomos aquilo que os outros querem ver, e não aquilo que realmente somos e estamos vivendo.

Sermos autênticos é um grande passo para alcançarmos a felicidade. Precisamos estar sempre em contato interior para que saibamos o que é verdadeiro e essencial para nós, quais são os nossos sonhos, planos, desejos, metas e objetivos. A partir do momento em que buscamos nos conhecer e nos conscientizamos das nossas escolhas, podemos viver de acordo com o que é melhor para nós, abandonando a necessidade de estar sempre buscando atender às expectativas do outro ou fazendo o que dizem ser certo, deixando de lado o caos de uma sociedade que nos exaure de diferentes formas.

Dessa forma, auxiliaremos na reestruturação do planeta que há tanto tempo vem nos pedindo socorro.

E vocês, tem vivido de forma consciente ou estão nesse caminho de busca pela simplicidade? Vamos trocar ideias sobre isso! 🙂

 

 

 

 

 

Minimalismo no dia-a-dia

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Há algum tempo atrás fiz um post aqui no blog contando um pouco sobre as minhas experiências relacionadas ao Minimalismo. Nesse post, falei também sobre como o Minimalismo surgiu na minha vida e o quanto me ajudou a ser uma pessoa melhor.

Hoje, alguns anos depois, tenho ainda – e cada vez mais – o Minimalismo como um norte. Vim, então, compartilhar com vocês algumas coisas que mudaram nesse tempo, depois de ler, estudar e praticar sempre mais essa filosofia de vida.

Minimalismo nos gastos. Hoje posso dizer que aderi ao Minimalismo no que diz respeito aos meus gastos, mudando a forma como controlo as minhas finanças. Em vez de anotar tudo aquilo que gasto no mês, planejo antecipadamente os meus gastos. Separo mensalmente uma quantia fixa para cada área da minha vida e também para aquilo que já sei que vou precisar gastar naquele mês. Por exemplo: passagens de ônibus para o trabalho, cuidados estéticos, reposição de produtos que estejam acabando e alguma coisa que precise comprar, como um presente de aniversário ou uma roupa nova que esteja precisando. Planejar os gastos com antecedência nos permite ter maior controle do nosso dinheiro. Quando apenas anotamos os gastos ao fim do mês, o dinheiro nos domina; dessa forma, nós o dominamos. Isso vale também para planejamentos a longo prazo. Planejar o ano com antecedência, sabendo o que vai ser necessário em cada mês, é uma forma de economizar.

Penso sempre duas vezes antes de comprar qualquer coisa, por menor que seja. Me faço questionamentos como: “Eu realmente preciso disso?” “Posso viver sem isso agora?” “Por que isso é necessário para mim?” “Posso encontrar esse produto em um outro lugar por um preço melhor?” E, na maior parte das vezes, deixo de comprar aquilo que queria naquele momento. Muitas vezes temos o impulso de comprar alguma coisa, seja por velhos hábitos de consumo ou por um ímpeto de vontade. Nos maravilhamos com algum produto e sentimos que precisamos daquilo ali, naquela hora. Mas até que ponto essa é uma necessidade real? Fazer essas reflexões me permitiu diminuir os meus gastos e fazer uma pequena poupança. Além de ter um dinheiro reservado como garantia, essa poupança me permite dar preferência para comprar à vista e, com isso, compro muitas vezes com desconto. E somente com o planejamento anual e mensal isso se tornou possível.

Carregar pesos desnecessários (materiais ou não). Desde que conheci o Minimalismo, tenho me trabalhado incansavelmente para deixar de lado pesos desnecessários. Isso se refletiu material e emocionalmente. No dia-a-dia, levo na minha bolsa apenas aquilo que necessito: não uso mais carteira, apenas uma bolsinha onde levo o meu dinheiro e cartão de débito e um porta documentos; minha necessaire, que antes era cheia de maquiagens, hoje tem apenas pasta e escova de dentes, um absorvente e um batom; dou preferência para comprar livros em PDF ou epub para que, em vez de carregá-los, eu leve o meu leitor digital (tenho um LEV da Saraiva), o que diminuiu significativamente o peso. Antes eu adorava dizer que “carregava a casa na bolsa”. Hoje me sinto feliz quando vejo que sobra muito espaço não só na minha bolsa, mas também no meu guarda-roupa, na minha estante, no meu criado, etc.

Além dos pesos materiais, me trabalho diariamente para abolir de vez os pesos emocionais. Percebi que guardar mágoa e rancor de pessoas que me fizeram mal algum dia traz pesos enormes que atrapalham a caminhada e que, muitas vezes, nos deixam estagnados. Buscar compreender as pessoas, me esforçando por enxergar as situações pelos dois lados, foi a melhor atitude que tomei nesse sentido, porque me aproximou cada vez mais da prática do perdão. Perdoar torna a vida mais leve e tranquila.

Planejamento anual, mensal, semanal e diário e métodos de gestão do tempo. Desde que entendi o conceito de Minimalismo, percebi que precisava gerir melhor o meu tempo para tirar mais proveito de cada momento. Por isso, esse ano decidi comprar um Planner para me organizar (falei mais detalhadamente sobre isso nesse post aqui). Além de conseguir organizar melhor as minhas atividades, consigo gerir muito bem o meu tempo para cada uma, tornando-as mais proveitosas. Para me ajudar nisso, aderi também à técnica Pomodoro, especialmente para estudar, e percebi uma grande melhora no meu rendimento. Essa técnica consiste em se dedicar exclusivamente a uma atividade, sem interrupções, durante um determinado tempo (no meu caso, aumentei gradativamente: comecei com 45 minutos e cheguei até 1 hora, que hoje considero que seja o tempo ideal para mim) e, ao fim desse tempo, durante 10 minutos, se desligar completamente dela. Hoje, durante essa hora, me desconecto das redes sociais e do celular, e com isso percebi que a minha concentração aumentou consideravelmente.

Minimalismo e Slow Living. Viver uma vida mais devagar, tirando proveito de cada momento como uma experiência única é a base do Slow Living. Buscar uma rotina mais devagar em um mundo que valoriza a rapidez tem sido o que me permite viver os meus dias com mais serenidade. Aliado ao Minimalismo, ele me permite priorizar o essencial e viver cada momento imersa no presente, no aqui e agora, que é o único momento que efetivamente temos. Isso reduziu muito a minha ansiedade e me permitiu ressignificar o meu passado e, consequentemente, me amar e me aceitar mais.

O Minimalismo, aliado às minhas práticas espirituais como yoga, meditação e estudos espíritas, além do desenvolvimento pessoal, tem me permitido viver cada vez mais uma vida mais leve e tranquila, aproveitando e vivendo presententemente cada momento, vendo-os como grandes oportunidades de aprendizado.

E você, já conhecia o Minimalismo? Como o aplica na sua vida? 🙂

A linha tênue que separa o auto-amor e a auto-aceitação da autossabotagem

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Algumas semanas atrás comecei um sadhana de 21 dias (aqui, entenda a palavra como uma prática diária espiritual) que consistia em fazer uma meditação ativa específica de 45 minutos.

Nos primeiros dias estava tudo bem. Até que comecei a sentir raiva. Dos sons, dos movimentos, de quase tudo. Comecei a me questionar o que aquilo significava e se eu deveria mesmo permanecer em uma prática que estava aparentemente me fazendo mal.

Então eu parei. Troquei de meditação e reiniciei os 21 dias. Agora, estou recitando um mantra específico 108 vezes. Dura bem menos do que 45 minutos. E eu voltei pra minha zona de conforto. A verdade é que não existe muita dificuldade para mim em sentar e recitar este mantra (que por sinal é um dos que mais gosto).

Para algumas pessoas pode parecer apenas que eu fiz uma escolha que me deixou mais confortável. Mas quem foi que disse que meditação é pra te deixar mais confortável? Não é. E meditação também não é para “relaxar”.

“Se você sente muita resistência à meditação isso significa simplesmente que no fundo sua mente está alerta a algo que pode acontecer e mudar toda a sua vida. Você tem medo de renascer (…). Meditar nada mais é do que tentar limpar o seu ser, tentar se tornar novo e jovem, tentar ficar mais vivo e mais alerta. Se você tem medo da meditação é porque você tem medo da vida”. (Osho – A música mais antiga do universo)

O que isso quer dizer? Que algo realmente poderia sair daquele sadhana. Inclusive descobri porque sentia raiva. Vi que algumas coisas que decidi logo depois desses poucos dias iniciais vieram como consequência dessa meditação específica.

E é por isso que estou aqui compartilhando essa experiência com vocês. Porque percebi que nem sempre aceitar algumas coisas em nós significa nos amarmos. Algumas vezes significa apenas que preferimos permanecer na nossa zona de conforto, onde já estamos acostumados a estar e onde nada muda.

Por isso quanto mais o tempo passa, mais aumenta minha certeza de que precisamos sempre buscar o autoconhecimento, porque é apenas através dele que vamos perceber se nossa atitude diante de determinadas situações é sinal de auto-aceitação e auto-amor ou se é apenas autossabotagem.

Você já passou por alguma situação que te fizesse pensar sobre isso? Conta nos comentários.

Namastê!

🙂

Sobre auto-aceitação, auto-amor e perdão

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Sempre fui uma extremamente insegura. Tinha medo quase tudo. Na maioria das vezes, quando me pediam para fazer algo, relutava por medo de errar.

Minha autoestima ao longo de toda a vida foi baixíssima. Nunca me achei suficientemente boa para fazer qualquer coisa, por menor e mais simples que fosse.

Foi quando comecei a praticar o auto-amor e o auto-perdão. Compreendi que nem sempre vamos estar prontos para fazer o que quisermos, porque ainda temos muito a aprender ao longo de toda a vida. Mas quando me abri para mim mesma e me permiti mergulhar fundo nas minhas fraquezas – por mais que isso doesse na maior parte das vezes – eu encontrei um espacinho lá dentro onde posso me aconchegar, me sentir acolhida e envolta em muito amor.

Eu, que sempre senti que faltava uma parte minha, hoje me sinto completa. O que faltava era a minha completude. Faltava a aceitação da minha sombra, do meu lado que eu não queria mostrar para o mundo e nem para mim mesma. Hoje, acolho esse lado com amor e perdão.

Olho para o meu passado, marcado de falhas, e consigo compreender uma a uma. Olho para a criança que fui lá atrás e para o que restou dela aqui dentro e sou capaz de perdoá-la por cada desvio, cada atitude intempestiva. E, mais do que isso, sou capaz de amá-la como nunca amei. Durante toda a vida, ela teve uma sede insaciável de amor que não era sanada. Era uma criança triste e amargurada e hoje sorri na maior parte do tempo. Pequenina, às vezes vem ao meu encontro e me abraça apertado pelas pernas. Nos olhamos nos olhos e finalmente somos capazes de nos conectar.

Hoje, somos capazes de nos amar e aceitar como nunca antes conseguimos.

Não tenha medo de ser você por completo, com suas falhas, erros e incoerências. Olhe para dentro sem medo. Mergulhe mais profundo um pouquinho a cada dia e abrace com amor o seu passado e o seu presente. Se perdoe. Se ame. Lembre-se que todo erro tem por trás uma boa intenção. Tudo o que fazemos é com o objetivo de de acertar, nunca de errar. Se erramos é porque ainda somos imperfeitos e falíveis.

Acolha as suas imperfeições e aceite as suas falhas. Mas não se acomode: a nossa liberdade vem quando nos abrimos ao processo de autoconhecimento, nos amamos, acolhemos, respeitamos e transcendemos a existência, buscando sermos melhores. Assim, descobrimos dentro de nós inúmeras potencialidades e uma enorme força que nunca imaginamos possuir.