Ikigai – o estilo de vida japonês para a felicidade

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Conheci recentemente o conceito de Ikigai e fiquei encantada com tudo o que o envolve. Por isso, quero compartilhar com vocês algumas das minhas pesquisas e reflexões.

Curiosos com a longevidade existente em uma pequena aldeia de Okinawa, uma ilha no sul do Japão, onde grande parte dos seus habitantes vivem por mais de cem anos, alguns pesquisadores foram até o local conhecer mais sobre a cultura e o comportamento dessas pessoas.

É interessante considerar que nessa ilha foram perdidas 200.000 pessoas na segunda guerra mundial.

Existe uma expressão local que diz: “trate a todos como se fossem seus irmãos, mesmo que seja a primeira vez que os conheceu”.

Além disso, ter um propósito de vida, viver com calma, viver uma vida em comunidade, praticando o trabalho em equipe, cuidar das amizades, ter uma alimentação leve, descansar adequadamente e praticar exercícios são importantes fatores para uma vida com mais qualidade. Mas, acima de tudo isso, está a alegria de viver que impulsiona seguir celebrando cada novo amanhecer.

Esses “supercentenarios” consideram essencial o contato constante com a natureza para que se recarregue as baterias da alma. Assim como agradecer, viver o momento presente e praticar a resiliência – e é aí que entra o Ikigai.

Resiliência é a capacidade de superar as adversidades e recuperar o sentido da vida. É uma atitude para que nos mantenhamos focados no que é verdadeiramente importante na vida e não no que é urgente, sem nos deixarmos levar por emoções negativas, sabendo que é necessário flexibilidade, capacidade de se adaptar a mudanças e fatalidades do destino.

Ikigai é uma palavra japonesa que significa “a razão de ser”. Os japoneses acreditam que todos carregamos o Ikigai dentro de nós e é essencial descobri-lo, torná-lo nosso e carregá-lo como bandeira, porque assim poderemos nos comprometer conosco mesmos para enfrentarmos qualquer dificuldade.

Ele nos ajuda a recuperar a vontade, o ânimo, a motivação para viver melhor. Boa parte dos nossos transtornos afetivos apresentam uma boa melhora quando nos comprometemos conosco mesmos fazendo aquilo que gostamos e nos identificamos, porque o conjunto de crenças positivas e pensamentos são mais fortes do que as crenças limitantes e os medos.

Os japoneses dizem que devemos ser como guerreiros corajosos que cumprem um objetivo específico: manter a nossa integridade e afinidade com a nossa própria essência.

Segundo Sebastian Marashall, estudioso do conceito, descobrindo o nosso próprio Ikigai, estaremos cientes do nosso próprio potencial.

É necessário parar de adiar os objetivos que acalmam a nossa alma, as necessidades, prazeres e paixões que nos identificam  e poderiam definir o nosso estilo de vida.

O Ikigai é um estilo de vida e deve ser vivido no aqui e agora. Ao entrarmos em contato conosco mesmos e descobrirmos o que nos traz felicidade, seremos mais felizes. Muitas vezes temos objetivos e metas que não são próprios, mas que vem de uma sociedade que nos impregnou com valores que não são nossos. O peso das instituições sociais das quais fazemos parte nos definem de uma forma que nem sempre estamos conscientes.

Temos talentos e habilidades próprias que devemos colocar em prática e nunca devemos parar de fazer aquilo que amamos e nos faz sentir vivos, independentemente da nossa idade ou estado físico. Devemos investir o nosso tempo para fazermos as nossas atividades cada vez melhor, gerando energia para o nosso dia a dia.

Assim é o Ikigai:

Ikigai

 

O que temos feito com os nossos sonhos? Estamos sendo resilientes diante das dificuldades? Como temos levado a nossa vida? Estamos vivendo no aqui e agora, de acordo com o que acreditamos e carregamos em nossa essência?

O conceito do ikigai me levou a refletir bastante sobre como tenho levado a minha vida. Viver dentro da minha realidade sem deixar de lado a minha essência tem sido um dos maiores aprendizados dos últimos dias, e essa filosofia de vida contribuiu muito para as minhas reflexões e vivências!

Espero que o mesmo aconteça a vocês. 🙂

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Vamos falar de Ano Novo e relação com dinheiro?

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Acho que muita gente, quando chega Dezembro, acaba ficando mais introspectiva, refletindo sobre o ano que passou e o que está por vir. Eu sou muito assim! Inclusive isso as vezes me causa até certa ansiedade.

Mas… “segue o baile”! Rs

A verdade é que é muito bom fazermos um balanço, olharmos pra dentro e decidirmos o que vale a pena mudar em nós mesmos. No meio dessas reflexões, cheguei à uma conclusão “interessante”. Estou fazendo um curso sobre finanças e, por isso, tenho refletido bastante sobre a minha relação com dinheiro, consumo, experiências e tudo que, direta ou indiretamente, se relaciona com esses assuntos. Me dei conta que estou sempre reclamando que estou sem dinheiro, que queria fazer a coisa X e não posso, recusando convites por “não ter dinheiro” e por aí vai.

Mas refletindo bastante, me dei conta de que não estou sem dinheiro. Estou apenas definindo o que é prioridade pra mim e uso essa “desculpa” na tentativa de “me justificar” (inclusive pra mim mesma) e não ferir os sentimentos de pessoas importantes pra mim. Mas a verdade é que pra fazer o que eu quero de fato sempre dou um jeito (esse ano, por exemplo, comecei a fazer um curso de formação em yoga e em setembro voltei a nadar – coisa que planeja há meses, mas sempre adiava com a desculpa de não ter dinheiro – sempre a mesma “conversinha” hahahah).

Esses foram apenas dois exemplos. Mas o próprio curso de finanças que citei no início do texto é outro exemplo de investimento que estou fazendo em mim mesma.

Por conta dessas reflexões, resolvi que em 2018 não quero mais dizer “ah, to pobre, não posso” pra deixar de fazer as coisas. Quero ser honesta comigo mesma e com meus amigos. Até porque, se forem de fato meus amigos vão compreender. Ao menos pra mim é super tranquilo quando alguém fala que não está com vontade de fazer algo. Não significa que seja pessoal. Se eu chamar a Marina, por exemplo, pra assistir algum filme relacionado ao universo do Harry Potter ela com certeza não vai. E não teria porque eu ficar chateada.

E vocês, o que pensam sobre essa doideira toda? Faz sentido pra vocês? Será que as pessoas vão compreender? Alguém já aplicou isso na própria vida?

Vamos interagir nos comentários!

Namastê!

🙂

 

A escalada

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Quantas vezes adiamos para amanhã o primeiro passo para realizarmos um sonho ou simplesmente cumprirmos com aquilo que planejamos para nós mesmos?

Muitas vezes duvidamos de nossas capacidades e nos esquecemos de que temos em nós todo o potencial para a realização do que desejamos. O medo nos bloqueia e a nossa mente nos faz pensar que somos pequenos demais para grandes realizações.

Mas somos grandes. Somos muito maiores do que supomos. O que nos falta, muitas vezes, é apenas dar o primeiro passo.

Quando sonhamos em conquistar algo e nos sentimos fracos e incapazes, ficamos acomodados em um lugar seguro, que é a nossa zona de conforto. Mas dentro dela não alcançamos nada além do que já temos hoje. E posso afirmar que na maior parte das vezes isso não é o suficiente.

Temos a tendência de olhar ansiosos para o futuro e queremos, como em um passe de mágica, que aquilo que está em nossa mente se realize. Nos esquecemos de que é o nosso esforço e a nossa superação que irão nos fortalecer, e de que a nossa conquista só será realmente valiosa se pudermos olhar para trás e valorizar aquilo que nós mesmos construímos. Dessa forma perceberemos a força imensa que carregamos dentro de nós e que tantas vezes nos esquecemos.

Portanto, se você tem dentro de si algo grandioso que acha impossível de ser realizado, se permita olhar para dentro e reconheça que todo o potencial está aí, somente aguardando para ser utilizado. Quantas vezes você achou que não conseguiria e quando precisou, descobriu uma força que jamais imaginou existir? Essa mesma força ainda está dentro de você, latente, pronta para desabrochar.

Comece a caminhada e mantenha os pés firmes, certo de que para alcançar grandes feitos precisamos partir do primeiro passo de uma grande escalada, onde subiremos, pedra por pedra, até chegarmos ao topo. Muitas vezes essa caminhada será exaustiva e enfrentaremos muitas dificuldades, principalmente conosco mesmos e com os nossos monstros internos. Mas quando alcançarmos o cume dessa grande montanha, lá do alto, olharemos para o solo firme que nos sustentava e perceberemos que ali estávamos seguros, mas não poderíamos apreciar a linda vista que temos à frente. Lá, não poderíamos usufruir do silêncio e da paz que sentimos agora.

Aqui do alto podemos olhar para o horizonte e perceber o quanto temos para alcançar. Um horizonte infinito se abre à nossa frente e nos mostra que a vida vai muito além da pequena realidade criada por nós mesmos.

Lá do alto reconheceremos verdadeiramente a nossa infinita potencialidade. E perceberemos que somos capazes de realizar o que quisermos e que podemos, sempre, ir muito além do que um dia imaginamos.

 

Inspirações da semana [16]

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Oi, gente! Tudo bem com vocês?

Vamos às nossas inspirações da semana?

Boa semana! 🙂

Julgamentos

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Acredito que um dos piores hábitos que adquirimos com o tempo foi o do julgamento.

Nunca estamos satisfeitos com o que nos acontece. Seja com as nossas ou com as atitudes das pessoas ao nosso redor, seja com o que a vida nos oferta; não importa: sempre encontramos motivos para julgar, sem percebermos que, dessa forma, não conseguimos realmente tirar real proveito das situações.

Lembre-se de alguma situação ruim que aconteceu com você nos últimos dias. Algo que te trouxe raiva, te chateou ou causou qualquer outro desconforto. Automaticamente, surge um sentimento incômodo e a sua mente já começa a trabalhar, julgando e acusando pessoas e situações.

Muitas vezes acreditamos que não temos controle sobre o que pensamos ou sentimos, principalmente em situações em que nos sentimos prejudicados de alguma forma. Acreditamos ainda que temos o direito de julgar e determinar culpados e inocentes (e geralmente acreditamos que somos esses últimos).

Agora, diante dessa mesma situação, perceba-se como um observador distante. Tente se retirar do seu papel de agente atuante e compreender o que ocorreu de forma imparcial, como se observasse esse momento acontecer com qualquer outra pessoa. Provavelmente alguma coisa mudou dentro de você.

Estamos a todo momento julgando o que nos acontece. Nos julgamos errados e nos menosprezamos; nos julgamos certos e menosprezamos alguém; julgamos merecer e nos entregamos a um sofrimento ou uma dor que chega. E isso nos coloca de formas diferentes diante da vida.

Sempre que alguma situação te trouxer sofrimento, tente se perceber como esse observador distante. Em vez de reagir ao que acontece, podemos escolher agir de forma consciente. Em vez de nos colocarmos como vítimas da vida, podemos optar por enxergar por novos ângulos.

Se alguém te magoou sem razão aparente, não reaja acusando-o. Às vezes deixamos que um pequeno aborrecimento tire a nossa paz e prejudique todo o nosso dia. Em vez de julgar, por que não tentar compreender?

Se algo não saiu como você esperava, por que não tentar aproveitar e agradecer até aquilo que te traz sofrimento? Se toda dor vem para nos auxiliar a crescer, podemos sempre buscar pelo menos uma razão para que ela exista em nós.

Julgue-se menos e compreenda-se mais. Se você agiu de alguma forma que não gostaria, o que pode fazer para mudar essa situação em vez de se culpar e carregar por tanto tempo o peso do arrependimento?

Quando nos retiramos emocionalmente de uma situação por alguns instantes, podemos percebê-la com novos olhares e somos capazes de lidar melhor com tudo o que nos acontece. Agindo de forma consciente, podemos escolher como trilhar o nosso caminho. E é isso que nos permite, efetivamente, crescer.

Escolha ser feliz!

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Quem é você diante da vida? Sujeito ativo ou apenas espectador que observa os movimentos, sem ser capaz de efetivamente aprender as suas lições e se transformar?

Se olharmos para trás, veremos que estamos aqui por um grande número de acontecimentos que se seguiram ao longo do tempo.

Observe o seu passado. Como um observador distante, olhe para a sua infância, depois para a sua adolescência e, se for o caso, para a sua vida adulta. Tente se lembrar de algumas fases que você viveu, boas e ruins.

Atente-se, nesse momento, às fases ruins. Lembre-se de como você se sentiu enquanto vivenciava um momento difícil em qualquer âmbito da sua vida. Provavelmente você acreditava que a dor nunca iria passar e que ela não cederia lugar a alegria de viver novamente. E possivelmente isso aconteceu inúmeras vezes e você foi capaz de superá-las.

Agora, lembre-se de alguns momentos felizes. Das suas conquistas, dos momentos bons em que você esteve ao lado das pessoas que ama, dos dias em que acordou disposto sem nenhum motivo aparente e se deixou levar por esse sentimento ao longo de todo o seu dia…

Agora, olhe para você. Perceba-se no aqui e no agora. Quem é você hoje? Qual é o caminho que te trouxe até aqui?

Olhando para o seu passado, perceba como tudo aconteceu para que você se tornasse quem é hoje. Percebe como, apesar de todas as reviravoltas e transformações, tudo seguiu uma direção certa?

Aqueles momentos difíceis que pareciam não acabar, passaram. Dificuldades foram superadas e te fortaleceram. Você amadureceu. O caminho que parecia não ser o certo foi o que te trouxe até aqui, onde você está agora, permitindo ser exatamente quem você é.

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Por muitas vezes, enquanto vivemos momentos difíceis, nos esquecemos de toda a nossa jornada. Nos esquecemos do quanto as tristezas e decepções nos fortaleceram e mudaram a nossa percepção sobre a vida. Nos esquecemos de que até mesmo as alegrias passam, abrindo espaço para que novos sentimentos cheguem e nos transformem no melhor que podemos ser a cada momento.

Não somos os mesmos que éramos há um mês ou uma semana atrás, porque estamos constantemente nos construindo, e esse é um processo que irá continuar até o fim da vida. Os acontecimentos seguem um fluxo que por tantas vezes julgamos errado, e nos sentimos perdidos e sem direção. Tudo parece estar contribuindo para o nosso fracasso.

Sempre que se sentir triste ou perdido, repita esse exercício. Perceba o fluxo da vida. Perceba que você só chegou até aqui porque vivenciou os dois sentimentos: a alegria e a tristeza.

O olhar positivo torna a vida mais leve de ser vivida. Nos auxilia a enxergar que os momentos ruins são necessários para o nosso crescimento, até mais do que os bons. E que se nos entregarmos verdadeiramente a esse fluxo, nos permitindo sofrer e sorrir quando necessário, estaremos sempre nos fortalecendo e caminhando na direção do nosso aprimoramento.

Observe os acontecimentos do passado e do presente com um novo olhar e perceba que tudo depende da nossa forma de encarar o que nos ocorre. A escolha é sempre nossa.