Julgamentos

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Acredito que um dos piores hábitos que adquirimos com o tempo foi o do julgamento.

Nunca estamos satisfeitos com o que nos acontece. Seja com as nossas ou com as atitudes das pessoas ao nosso redor, seja com o que a vida nos oferta; não importa: sempre encontramos motivos para julgar, sem percebermos que, dessa forma, não conseguimos realmente tirar real proveito das situações.

Lembre-se de alguma situação ruim que aconteceu com você nos últimos dias. Algo que te trouxe raiva, te chateou ou causou qualquer outro desconforto. Automaticamente, surge um sentimento incômodo e a sua mente já começa a trabalhar, julgando e acusando pessoas e situações.

Muitas vezes acreditamos que não temos controle sobre o que pensamos ou sentimos, principalmente em situações em que nos sentimos prejudicados de alguma forma. Acreditamos ainda que temos o direito de julgar e determinar culpados e inocentes (e geralmente acreditamos que somos esses últimos).

Agora, diante dessa mesma situação, perceba-se como um observador distante. Tente se retirar do seu papel de agente atuante e compreender o que ocorreu de forma imparcial, como se observasse esse momento acontecer com qualquer outra pessoa. Provavelmente alguma coisa mudou dentro de você.

Estamos a todo momento julgando o que nos acontece. Nos julgamos errados e nos menosprezamos; nos julgamos certos e menosprezamos alguém; julgamos merecer e nos entregamos a um sofrimento ou uma dor que chega. E isso nos coloca de formas diferentes diante da vida.

Sempre que alguma situação te trouxer sofrimento, tente se perceber como esse observador distante. Em vez de reagir ao que acontece, podemos escolher agir de forma consciente. Em vez de nos colocarmos como vítimas da vida, podemos optar por enxergar por novos ângulos.

Se alguém te magoou sem razão aparente, não reaja acusando-o. Às vezes deixamos que um pequeno aborrecimento tire a nossa paz e prejudique todo o nosso dia. Em vez de julgar, por que não tentar compreender?

Se algo não saiu como você esperava, por que não tentar aproveitar e agradecer até aquilo que te traz sofrimento? Se toda dor vem para nos auxiliar a crescer, podemos sempre buscar pelo menos uma razão para que ela exista em nós.

Julgue-se menos e compreenda-se mais. Se você agiu de alguma forma que não gostaria, o que pode fazer para mudar essa situação em vez de se culpar e carregar por tanto tempo o peso do arrependimento?

Quando nos retiramos emocionalmente de uma situação por alguns instantes, podemos percebê-la com novos olhares e somos capazes de lidar melhor com tudo o que nos acontece. Agindo de forma consciente, podemos escolher como trilhar o nosso caminho. E é isso que nos permite, efetivamente, crescer.

Escolha ser feliz!

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Quem é você diante da vida? Sujeito ativo ou apenas espectador que observa os movimentos, sem ser capaz de efetivamente aprender as suas lições e se transformar?

Se olharmos para trás, veremos que estamos aqui por um grande número de acontecimentos que se seguiram ao longo do tempo.

Observe o seu passado. Como um observador distante, olhe para a sua infância, depois para a sua adolescência e, se for o caso, para a sua vida adulta. Tente se lembrar de algumas fases que você viveu, boas e ruins.

Atente-se, nesse momento, às fases ruins. Lembre-se de como você se sentiu enquanto vivenciava um momento difícil em qualquer âmbito da sua vida. Provavelmente você acreditava que a dor nunca iria passar e que ela não cederia lugar a alegria de viver novamente. E possivelmente isso aconteceu inúmeras vezes e você foi capaz de superá-las.

Agora, lembre-se de alguns momentos felizes. Das suas conquistas, dos momentos bons em que você esteve ao lado das pessoas que ama, dos dias em que acordou disposto sem nenhum motivo aparente e se deixou levar por esse sentimento ao longo de todo o seu dia…

Agora, olhe para você. Perceba-se no aqui e no agora. Quem é você hoje? Qual é o caminho que te trouxe até aqui?

Olhando para o seu passado, perceba como tudo aconteceu para que você se tornasse quem é hoje. Percebe como, apesar de todas as reviravoltas e transformações, tudo seguiu uma direção certa?

Aqueles momentos difíceis que pareciam não acabar, passaram. Dificuldades foram superadas e te fortaleceram. Você amadureceu. O caminho que parecia não ser o certo foi o que te trouxe até aqui, onde você está agora, permitindo ser exatamente quem você é.

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Por muitas vezes, enquanto vivemos momentos difíceis, nos esquecemos de toda a nossa jornada. Nos esquecemos do quanto as tristezas e decepções nos fortaleceram e mudaram a nossa percepção sobre a vida. Nos esquecemos de que até mesmo as alegrias passam, abrindo espaço para que novos sentimentos cheguem e nos transformem no melhor que podemos ser a cada momento.

Não somos os mesmos que éramos há um mês ou uma semana atrás, porque estamos constantemente nos construindo, e esse é um processo que irá continuar até o fim da vida. Os acontecimentos seguem um fluxo que por tantas vezes julgamos errado, e nos sentimos perdidos e sem direção. Tudo parece estar contribuindo para o nosso fracasso.

Sempre que se sentir triste ou perdido, repita esse exercício. Perceba o fluxo da vida. Perceba que você só chegou até aqui porque vivenciou os dois sentimentos: a alegria e a tristeza.

O olhar positivo torna a vida mais leve de ser vivida. Nos auxilia a enxergar que os momentos ruins são necessários para o nosso crescimento, até mais do que os bons. E que se nos entregarmos verdadeiramente a esse fluxo, nos permitindo sofrer e sorrir quando necessário, estaremos sempre nos fortalecendo e caminhando na direção do nosso aprimoramento.

Observe os acontecimentos do passado e do presente com um novo olhar e perceba que tudo depende da nossa forma de encarar o que nos ocorre. A escolha é sempre nossa.

 

Equilíbrio

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Ultimamente muitas coisas têm chegado até mim para me mostrar o quanto o equilíbrio é essencial em todos os momentos da vida.

Sempre fui uma pessoa muito extremista. Sempre me considerei “ou 8 ou 80”. E sempre tive consciência disso, mas nunca me questionei quais consequências poderia me trazer a longo prazo.

Como já falei em outros posts aqui no blog, estou vivenciando um processo intenso de autoconhecimento, e sinto que cada vez mais estou me conhecendo e aceitando mais. Sinto que posso ser eu mesma e, principalmente, posso ser feliz sendo quem eu sou. Posso simplesmente ser, independente do que digam ou pensem. Porém, esse não é um processo fácil. Quando você se entrega a ele, vive momentos felizes, sim, de grandes descobertas que mudam a forma de enxergar a vida e tudo ao seu redor. Mas algumas coisas não são tão fáceis assim… e, para mim, ser tão extremista dificultou bastante o processo.

Desde a primeira vez que ouvi sobre a importância da serenidade pela Joanna de Ângelis e do “caminho do meio” de Buda, percebi que esse equilíbrio é o que traz a felicidade verdadeira. Estar serena diante das tristezas, mas também das alegrias, é o que nos permite aproveitar verdadeiramente tudo o que nos acontece, seja para o nosso crescimento ou para o mais puro deleite. Se estamos serenos e equilibrados, não criamos tantas expectativas com o que pode vir a acontecer no futuro. E, depois de muitas quedas e dificuldades, estou aprendendo que não criar expectativas nos torna muito mais felizes.

Não criar expectativas não significa ser indiferente ao que nos acontece, mas é o que nos permite viver as coisas do jeito que elas verdadeiramente são. Quando não criamos expectativas com algo que pode ou está para acontecer amanhã, na semana ou mês que vem, além de não nos sentirmos ansiosos e conseguirmos viver mais plenamente o presente, aconteça o que acontecer, conseguiremos tirar o máximo de proveito do que vier. Quando vivemos plenamente aquilo que nos acontece, podemos viver e compreender cada situação da forma como ela verdadeiramente é. Tristeza excessiva pelo que nos acontece ou pode acontecer nos leva a estados depressivos que nos paralisam diante da vida e nos fazem olhar as situações apenas com um olhar negativo, nos esquecendo de que em tudo há algo de positivo e de que podemos aprender muito com cada situação. Da mesma forma, a alegria e a expectativa excessivas por algo bom que já aconteceu ou está para acontecer, além de nos levar para o passado ou para o futuro, tirando-nos do nosso momento presente, tira-nos do nosso eixo e muitas vezes nos distanciamos de nós mesmos para vivenciarmos apenas aquela emoção.

E aí é que entra o equilíbrio: não devemos nos manter indiferentes diante da vida, mas, serenos e equilibrados, podemos entender e viver cada acontecimento da forma como ele verdadeiramente é, e não somente como se apresenta em sua aparência. Poderemos, assim, tirar o máximo de proveito de cada lição que vêm a partir das alegrias e das dores, compreendendo que nem sempre a vida vai nos trazer somente flores, mas também espinhos. E que são esses espinhos que nos permitirão crescer e nos tornarmos quem verdadeiramente queremos ser.

 

Inspirações da semana [5]

Woman lying in a garden and enjoying book reading

Olá!

Hoje é dia de postar as nossas inspirações da semana que passou.

Seguem os links:

Boa semana pra vocês! 🙂